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26/03/2017

Relatório de Safra Milho

Do campo para o campo: agradecemos sua participação em nossa pesquisa e aproveitamos para dividir o resultado do nosso estudo sobre milho de segunda safra 2016. Boa leitura!

No final de 2015, com o preço do milho mais atrativo e o aumento da área cultivada de soja, o milho  safrinha  encontrou  o  cenário  ideal  para  expansão  de  área,  totalizando  11,5  milhões  de  hectares plantados,  uma  variação  positiva  de  17,5%  em  relação  à  safra  passada.  A  oportunidade  de  mercado esperada  –  porém  não  concretizada  -  pelos  produtores  do  cereal  impulsionou  também  as  indústrias  de defensivos, que totalizaram 1 bilhão de dólares vendidos com insumos para controle de pragas, doenças e daninhas.  
 
Mesmo  com  18%  de  crescimento  em  área  cultivada  frente  à  safra  anterior,  o  Milho  Segunda Safra  apresentou  produção  abaixo  da  esperada  devido  à  forte  estiagem  enfrentada  pelo  período  da cultura  à  campo.  Houve  grande  impacto  principalmente  no  Cerrado  brasileiro.  Os  produtores  adiaram  o plantio  na  região  pela  instabilidade  climática para colheita  de  soja.  No  Mato  Grosso  o  impacto climático agravou negativamente os níveis de produção do milho safrinha, apesar de, assim como a nível nacional, 
ter  apresentado  aumento  de  área  plantada.  Os  produtores  locais  arriscaram  um  plantio  fora  do  prazo esperando  que  as  condições  climáticas  fossem  equilibrar  a  situação,  cenário  que  não  foi  concretizado com êxito, visto a baixa produtividade obtida na região central do Brasil.  

Apesar da produtividade abaixo da esperada, houve variação positiva na produção do grão pelo aumento da área cultivada. Além do cenário climático, o aumento do dólar em mais de 48% fez com que as indústrias reposicionassem seus preços na moeda americana para que o preço em real não gerasse maiores impactos ao produtor.  
 
Por  se  tratar  de  uma  cultura  com  alto  nível  de  investimento,  os  produtores  dos  maiores  polos produtivos de Milho Safrinha esperavam uma produção maior que o decorrente da safra em questão para que  seus  lucros  atingissem  margens  superiores.  Inclusive,  mesmo  passando  por  dificuldades  quanto liberação  de  crédito,  encontramos  um  cenário  onde  o  produtor  de  safrinha  aumenta  em  11%  o investimento  de  aplicações  em  sua  lavoura  por  recursos  próprios,  esperando  um  retorno  no desenvolvimento de sua lavoura.  

A  safra  2016  também representa um marco importante para  a cultura,  atingindo  o maior  índice histórico de adoção em tecnologia RR, com quase 50% da área total cultivada, gerando impacto direto no manejo  de  daninhas  realizado  ao  longo  do  ciclo  do  milho.  Com  as  aplicações  de  glifosato  em  pós-emergência  crescendo,  é  necessário  salientar que  se  aumenta  a  preocupação  com  as  questões  de resistência de daninhas, já que é necessário adotar a rotação de ativos. Vale ressaltar também que, como reflexo  direto,  o  aumento  do  milho  RR  nos  campos  afetará  o  manejo  realizado  na  cultura  da  soja,  que deve apresentar aumento de custo no segmento de graminicidas seletivos. 

Em  referência  aos  segmentos  do  mercado  de  defensivos,  o  segmento  de  inseticidas  (US$ 124,81 Mio) foi o que apresentou o maior incremento de área tratada, indo contrário ao que se esperava do  segmento,  já  que  as  tecnologias  oferecidas  pelas  empresas  de  semente  estão  aumentando  as tecnologias  de  controle,  contemplando  uma  gama  maior  de  lagartas.  No  entanto,  é  possível  ver  que  o crescimento  se  deve  à  pressão  de  percevejos,  pragas  que  não  são  afetadas  pelo  Bt.  Este  aumento  de pressão  de  percevejos  em  Milho  Safrinha  é  reflexo  direto  do  plantio  intercalado  com  soja  –  praga presente no final da safra da oleaginosa - e deverá se tornar ainda mais problemático na safra 2017.  
 
Em  fungicidas  (US$  60,16  Mio),  o  driver  de  aplicação  continua  sendo  a  ferrugem.  O  segmento apresentou uma grande novidade na safra 2016 com o aumento expressivo do uso do ativo  mancozebe na  mistura  de  tanque,  constituindo  um  novo  mercado,  o  de  protetores.  Este  mercado  tem  previsão  de crescimento para a próxima safra já contando com novos ativos, como o clorotalonil e fungicidas cúpricos, se apoiando principalmente na crescente resistência da doença ao grupo químico estrobirulina + triazol.  
 
A tecnologia mais utilizada em Milho Safrinha na safra 15/16 foi o Powercore, com aumento de 48%  em  área  plantada,  ultrapassando  o  líder  de  mercado  do  ano  anterior,  o  YieldGard®  VT  Pro,  que apresentou queda de 13% frente à última safra e também a maior queda em área absoluta na safra 16. Os  estados  do  PR,  SP  e  MG  apresentam  mais  de  1/3  da  área  plantada  com  Powercore.  No  MT  a tecnologia mais plantada foi o YieldGard® VT Pro 2. A maior adoção de Powercore no mercado se deve aos  cinco  genes  estaqueados  que  protege  a  plantação  contra  as  principais  pragas  do  milho  -  como  a Lagarta-do-cartucho  (Spodopterafrugiperda),  Broca-do-colmo  (Diatraeasaccharalis),  Lagarta-da-espiga (Helicoverpazea), Lagarta-elasmo (Elasmopalpuslignosellus) e Lagarta-rosca (Agrotisipsilon) – e também por apresentar tolerância a glifosato e glufosinato.  
 
Fonte: painel AMIS CPP milho safrinha 2016 – Kleffmann Group 




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