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28/09/2017

Relatório de Safra Citros

Safra 2016/17 - Clima e preço marcam a safra

Relatório de Safra Citros
Resultado do Painel AMIS 2017 Citros

A citricultura nacional teve no ano de 2017 uma retomada nos principais aspectos técnicos e econômicos do cultivo, como produtividade e bons preços. O painel AMIS traz os dados da safra levantados junto à fornecedores de laranjas, tangerinas, limas e limões.

Apesar da tendência de queda na área total ter se confirmado, ficando 8,2% menor que no último painel AMIS (realizado na safra 14/15), o clima extremamente favorável na época de enchimento, garantiu frutos maiores, mais pesados e em maior quantidade por pé, do que no comparativo com a safra do ano passado.

Fatores climáticos internacionais também favoreceram os produtores brasileiros visto que a quebra de produção na Flórida foi maior do que a esperada. Isso fez com que na média, o preço pago por caixa fosse 40% maior do que no último levantamento, animando os produtores que há muito andavam sofrendo com os preços pagos pela caixa da fruta. Para algumas variedades, segundo o Cepea, o preço está até 165% maior do que em 2015, como é o caso da Valência e 98% no caso da Pêra.

Com relação às doenças, pode-se verificar o retorno do cancro cítrico como uma das principais aflições dos pomares, com um comportamento bastante agressivo e provocando graves consequências por conta da disseminação dessa bactéria nos laranjais brasileiros.
Os custos com defensivos aumentaram 34,1% na comparação com o último painel, e as entradas para aplicação e/ou instalação de produtos também foram maiores do que no levantamento da safra 14/15 – aumento de 84%. Isso se deve à instalação de armadilhas ser considerada como aplicação pelo estudo, e a troca constante no pomar faz com que o número de entradas se eleve muito em contraste com as demais culturas que só contam com aplicações de produtos em calda. Esse comportamento se justifica pela queda de componentes da mistura nos tanques, da ordem de 11%, uma vez que com a instalação de armadilhas, o controle de insetos vetores de doenças ou sugadores se torna mais eficiente.

No geral foi uma safra de alta pressão de pragas e doenças, mas o aumento da tecnificação e a melhora no preço pago por caixa fizeram com que os fornecedores de laranja, limas, limões e tangerinas tivessem um bom ano/safra.

Aumento na incidência do Cancro
Nesta safra, com a alta pressão de insetos e doenças mencionadas ao lado, o cancro cítrico despontou como a principal preocupação dos citricultores. O clima favorável, impulsionou a ação da bactéria Xanthomonas citri subsp. Citri, que prefere clima úmido e quente, favorável ao enchimento do fruto, mas também à proliferação da doença.

Com isso, o controle, que consiste na erradicação do pé e aplicação de cobre nas árvores do entorno contribui para a elevação no número de entradas no pomar.
Essa incidência, segundo produtores, se assemelha aos patamares de 2012, quando a doença atingiu 1,39% das áreas de cultivo, segundo levantamento da Fundecitrus.

De modo geral, o rígido controle e as adequadas medidas de mitigação de risco ainda são o melhor caminho para o sucesso e a sanidade dos pomares. 




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