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13/03/2017

Relatório de Fechamento de Safra de café

Do campo para o campo: agradecemos sua participação em nossa pesquisa e aproveitamos para dividir o resultado do nosso estudo sobre café safra 2015/16. Boa leitura!

Com  a  bienalidade  positiva  nos  principais  estados  produtores  a  safra  2015/2016  foi  marcada 
com  o  aumento  da  produção  nacional,  chegando  a  18,8%  segundo  dados  da  Companhia  Nacional  de 
Abastecimento  (CONAB).  Neste  cenário  a  região  Sudeste,  principal  produtora  de  café  arábica,  foi 
responsável  pela  maior  variação  de  produtividade,  apresentando  um  incremento  de  21,7%  sacas  por 
hectare em relação à safra anterior. 
 
Em contrapartida, as regiões de café conilon apresentaram queda, influenciada pela diminuição 
de 16,2% da produção vinda do Espirito Santo, principal estado produtor do cultivar.  
 
No mercado de defensivos agrícolas, a variação cambial da época (R$ 3,58 por dólar) contribuiu 
para  a  queda  de  35%  do  faturamento  das  empresas  que  comercializam  fungicidas,  inseticidas  e 
herbicidas para café.   
 
O  mercado  de  fungicidas  foliares,  maior  mercado  da  cultura,  foi  o  menos  impactado  pela 
variação  do  dólar,  caindo  17%  em  relação  à  safra  anterior,  somando  US$  90  Mio.  No  segmento  a 
principal doença continua sendo a ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), principal fungo do café, que 
continua a ganhar importância. O olho pardo (Cercospora coffeicola) ganha destaque na cultura sendo a 
segunda principal doença dos cafeeiros.  
 
Os produtos granulados de solo fungicidas/Inseticidas (US$ 48,67 Mio), que ocupam a segunda 
colocação em importância em defensivos para café sofreram uma grande queda, diminuindo seu volume 
de  vendas  em  45%  em  comparação  com  a  safra  2014/2015.  O  bicho  mineiro  (Perileucoptera  coffeella), 
principal  alvo  do  segmento,  aumenta  sua  participação,  chegando  a  64%  de  toda  a  área  tratada  com 
granulados.  Outra  praga  que  vem  ganhando  importância  é  a  cochonilha,  que  saltou  7%  para  13%  de 
importância em área tratada. 
 
Na safra 2015/2016, o cafeicultor que realizou aplicações de herbicidas, mercado de 40 milhões 
de  dólares,  encontrou  o  capim  colchão  (Digitaria  horizontalis)  e  o  picão  preto  (Bidens  pilosa)  mais 
presentes nas propriedades. A braquiária continua sendo à principal planta invasora, porém perde 6% em 
importância neste segmento  que também enfrentou o impacto da variação cambial caindo  41%.  A  buva 
(conyza), daninha importante no sul do Brasil já começa a aparecer com mais força e exige a aplicação 
de produtos mais específicos, uma vez que apresenta resistência frente às aplicações de glifosato. 
 
Em  inseticidas  foliares,  mercado  de  35,67  milhões  de  dólares,  as  pragas  drivers  de  aplicação 
continuam  sendo  o  bicho  mineiro  e  a  broca  do  café.  Juntas,  representam  84%  de  todo  dinheiro 
desprendido no segmento, alcançando 30 milhões de dólares investidos na safra 15/16. 
 
Quando  olhamos  o  tamanho  de  mercado  de  defensivos  da  região,  analogamente  à  crescente  
produção dos  estados  de SP  e MG  devido  à bienalidade  positiva,  a participação dos dois  estados  mais 
fortes  na  cultura  também  cresce.  Desta  maneira,  consequentemente  conclui-se  que  o  café  arábica 
aumentou sua participação em detrimento da queda do café conilon. 






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