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31/08/2017

Relatório da Safra de Algodão

Safra 2017 - Clima favorável e retomada da produtividade

Relatório da Safra de Algodão

Em linhas gerais, o cultivo do algodão na safra de 2017 apresentou uma recuperação tanto na qualidade como na produtividade na comparação com o ano anterior.

Segundo o estudo da Kleffmann a recuperação na produtividade de algumas regiões teve muita influência do clima, que nas diversas áreas produtoras foi muito mais adequado do que na última safra, fazendo com que o ciclo da cultura se desenvolvesse de maneira mais satisfatória do que se verificou nos últimos anos. Mesmo assim, com o clima a favor da produção, algumas regiões sofreram com a incidência de fungos e lagartas e houve maior demanda de aplicações. Isso que fez com que na média geral de uso de produtos para proteção de cultivos nas áreas pesquisadas, houvesse o aumento de 16,3% em comparação com a safra passada.  No caso das lagartas, a maior incidência está relacionada às áreas onde a baixa adoção da tecnologia Bt ainda é marcante. Para o bicudo, o controle se manteve satisfatório.  Dessa forma, mesmo com um maior número de entradas, a produtividade média das regiões algodoeiras não será comprometida. Com relação ao custo dos produtos para controle fitossanitário, houve aumento de 31,8% na comparação com a safra anterior, o que evidencia além do maior número de aplicações, também tendência de alta nos preços médios desses produtos praticados durante a safra 2016/17.

Com o encerramento da colheita previsto para a primeira quinzena de agosto, a alta no custo dos defensivos, puxada principalmente pelo aumento no número de entradas para aplicações de agroquímicos, a qualidade da fibra deve garantir uma boa rentabilidade ao cotonicultor.

Segundo projeção da Conab para a próxima safra, a produção mundial deverá ser menor do que a demanda da indústria, o que pode pressionar os estoques. Com a boa produtividade alcançada pelo Brasil, onde a indústria consome praticamente tudo que produzimos, o estoque nacional deve se manter estável para a próxima safra.

Sobre as áreas de refúgio nos algodoais, os números do estudo apresentam estabilidade na comparação com a última safra. Isso deve pressionar cotonicultores que ainda adotam 100% da área com sementes Bt a iniciar ou melhorar o manejo, garantindo que a longevidade da tecnologia seja mantida ao longo das safras.

Para Seeds, o estudo da Kleffmann nesta safra 16/17, apesar da área total amostrada ter se mantido praticamente a mesma, com um discreto acréscimo de 0,1% no período a análise por regiões aponta o Mato Grosso em posição de destaque, com crescimento de 4% na área cultivada e 7% a mais de produtividade na comparação com a safra anterior. Já a Bahia, apesar de ter reduzido em quase 10% sua área de plantio, apresentou uma recuperação na produtividade média o que deixou os cotonicultores baianos bastante otimistas para a próxima safra. 

Uma tendência revelada no estudo foi o maior uso de tecnologia RR intrínseca às sementes do algodoeiro associadas à já bastante difundida tecnologia Bt.


Fonte: Painel AMIS® Kleffmann Group Cotton 2016/17.





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