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17/02/2017

Painel AMIS - Algodão: Alto custo de produção e clima adverso reduzem área plantada

Estudo da Kleffmann aponta redução de 5% no plantio em todo território nacional e queda de 23% somente na Bahia

Painel AMIS - Algodão: Alto custo de produção e clima adverso reduzem área plantada

A alta do dólar somada às más condições climáticas reduziu em 5% a área plantada do algodão no território nacional. A Bahia, segundo Estado produtor, apresenta queda  de  23%  na  área.  Uma  das  causas  desse  resultado  é  a  atrativa  demanda  que  a  soja  oferece  ao mercado  e  o  alto  custo  da  produção  de  algodão frente à oleaginosa. Os produtores do Mato Grosso do Sul estão optando pela troca de cultura. Na direção contrária, o  Mato  Grosso,  principal  produtor  de algodão,  apresentou  ligeiro aumento  na  área cultivada, com variação de 6% em relação à última safra.

Em relação à resistência a insetos e daninhas, assunto que preocupa cotonicultores pelo uso intensivo da biotecnologia, a lagarta-do-cartucho representa mais de 40% de reclamações nas lavouras.

Assim como no ano anterior, buva e capim-amargoso são as principais ervas que aparecem com maior resistência.  
A procura por tecnologias contra ataques das principais pragas e infestação de daninhas é cada vez  maior,  já  que  85%  da  área  levantada  pelo Painel AMIS realizado pela Kleffmann apresenta  tecnologia  Bt e 97% utilizam variedade com tecnologia resistente a algum tipo de herbicida, números superiores aos apresentados na safra passada.  Com o emprego de tecnologias no campo, há uma alteração no manejo com a diminuição de aplicações para lagartas.

Um  novo  alvo  começa  a  chamar  atenção  nos  campos  de  algodão.  A  Spodoptera eridania apresenta  resistência  à  maioria  das  tecnologias  Bt  encontradas  no  campo.  A  área  com  tratamento para esse alvo aumentou quase 6%, chegando a 79% com pelo menos um tratamento para a lagarta-do-cartucho.

Segundo  previsão  da  safra  2016/17  do  Painel  AMIS  Algodão,  a  área  cultivada no Brasil sofrerá  retração de  4%  impulsionada,  principalmente,  pela  possível  queda da área  da  Bahia, especificamente no Extremo Oeste, importante região cotonicultora.

Com  o  aumento  na  área  semeada  e  no  rendimento  médio  na  temporada  mundial 2016/2017,  o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, na sigla em inglês), organismo internacional de referência para produtores e consumidores de algodão, indica  recuperação  de  6,0%  na  produção  mundial,  atingindo  23,01  milhões  de  toneladas, ainda 11,8% inferior às 26,1 milhões de toneladas colhidas na temporada 2014/2015. 

Quanto ao estoque mundial 2016/2017, o Comitê estima volume de 19,7 milhões de toneladas, 3,9%  menor  que  na  safra  2015/2016,  com  redução  acumulada  de  19,3%  desde  2014/2015. Para  os demais países, estima-se aumento de 3%, para 8,8 milhões de toneladas em 2016/2017.





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