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15/01/2016

Kleffmann realiza workshops com especialistas e produtores do Brasil

Reuniões na sede da empresa têm por objetivo o desenvolvimento de novos conhecimentos do mercado, após a finalização de estudos de culturas como soja, milho e café

Após o lançamento de cada estudo feito pela Kleffmann no Brasil, a equipe técnica do instituto de pesquisa realiza em sua sede, em Valinhos (SP), um workshop que reúne pelo menos 20 pessoas e tem por objetivo o desenvolvimento de novos conhecimentos do mercado, facilitando o entendimento de todos os colaboradores da empresa, por meio de uma visão mais abrangente dos processos da cadeia produtiva analisada, como soja, milho e café. Para os encontros, são convidados especialistas externos e, neste ano, os eventos têm uma novidade: a participação de um produtor da cultura em foco, que contribui compartilhando sua experiência prática obtida no campo.

O primeiro produtor convidado a participar desses encontros realizados pela Kleffmann foi Brunislau Hucalo, o “seo Bruno”, da Fazenda São Miguel, em Cândido de Abreu (PR), que esteve na sede da empresa para o workshop de milho verão. “Aprendi muito no encontro e tirei dúvidas em relação aos manejos tanto de milho quanto de soja. Recebi bastante informação técnica, entre elas, sobre algumas cultivares que criaram resistência a certas pragas e, portanto, perderam eficiência na lavoura de milho. Ou sobre novas moléculas de fungicidas disponíveis no mercado para soja. Tudo isso poderei utilizar no próximo plantio”, afirma Hucalo.

O produtor lembra que, na palestra da especialista convidada, a engenheira agrônoma Erica Franconere, debateu-se desde o custo de produção até o funcionamento do mercado do milho, inclusive como recebe influência da Bolsa de Valores. “Até comentei com os participantes que o mais difícil para mim, como produtor, não é a produção em si, mas vender e entender o mercado para obter o melhor preço. Há muitos produtores que não sabem a hora de vender ou segurar a soja, por exemplo. Ajuda muito ouvir palestras sobre a nossa atividade, que muda muito de cenário, inclusive por conta do clima. Sempre que posso, vou a palestras promovidas na minha região por cooperativas e busco me informar sobre a minha área via internet, todos os dias. Tenho culturas de soja, milho, feijão, um pouco de trigo e pecuária. A cultura principal é a de soja.”

Segundo ele, na Fazenda São Miguel em breve ocorrerá o plantio de feijão das águas (entre junho e agosto), seguida do milho e, posteriormente, da soja, entre fim de setembro e início de outubro. “Estou preocupado com o custo de produção, pois os preços dos insumos no Brasil estão caros, já que dependemos de produtos importados. A cooperativa da minha região não lançou ainda o anual de insumos e sementes para soja - que costuma ser em maio - em razão dos reajustes de preço que estão ocorrendo. Não chegaram a falar ainda de quanto será o reajuste, então, não sei até o momento qual será o custo adicional, mas deve ser de pelo menos 20%. Compro da cooperativa porque eles melhoram o preço para nós, por conta de negociação com grandes fornecedores de insumos e sementes, e oferecem um prazo maior de pagamento para os cooperados. Em 2014, o prazo foi pagar 60% no primeiro dia útil de dezembro e os 40% restantes em maio. Não trabalho com bancos, só com recursos próprios ou crédito via pacotes da cooperativa. Banco é muita burocracia”. 

Workshop de soja

O produtor Jan Willibald Petter, da Agropecuária Congonha, em Castro, no Paraná, participou do workshop sobre soja, que contou com a presença do engenheiro agrônomo convidado José Gilmar Gonçalves. “O evento foi importante porque busco informações para agregar valor à minha propriedade de mil hectares de plantio de soja, feijão e milho, e também trigo, gado de corte e reflorestamento. Minha principal cultura de verão é a soja, com metade da área de plantio (500 hectares), seguida de feijão, com 300 hectares. Sempre se aprende alguma coisa nova nesses encontros, que também nos ajudam a relembrar o que já havíamos aprendido. Sempre que há, participo das palestras promovidas na minha região pela Fundação ABC, que realiza dias de campo e apresentações técnicas e na Cooperativa Castrolanda, obtenho informações comerciais com o gerente desse setor”, diz Petter, que se interessou por várias explicações dos técnicos do workshop na Kleffmann, entre elas, sobre o aumento da produção do milho safrinha no Paraná e no Mato Grosso. “Isso pode tornar mais difícil produzir na minha região com preços baixos e custos altos. Mas é importante manter a cultura, por conta da rotação de culturas no plantio direto, visando a obtenção de matéria orgânica e a quebra do ciclo de doenças, especialmente pelo feijão. Estou insistindo em plantar milho, mas acho que ano que vem vou diminuir a área por conta da superssafrinha prevista, o que não comprometerá a produtividade das demais culturas em curto prazo.”

Conforme Petter, para o próximo verão, está previsto um aumento no custo de produção em torno de 15%, por conta principalmente do dólar valorizado frente ao real. “Plantar soja parece ser mais seguro porque se compra o insumo baseado em dólar e vende a produção também em dólar, podendo fazer vendas com contratos futuros, conseguindo se prevenir com alguma rentabilidade, diferentemente do milho, feijão e trigo, cujos custos são baseados em dólar e a venda é precificada por oferta e demanda no mercado interno, principalmente”.


Fonte: Revista KLFF - 11ª Ed.




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