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20/01/2016

Exclusivo: Kleffmann informa Relatório fechamento da safra de Soja 2014/2015.

Fonte: Painel AMIS® Defensivos Químicos.

Devido ao aumento das cotações, principalmente na comparação com o milho, o cultivo da soja tem aumentado significativamente nas últimas safras. Não vem ocorrendo apenas aumento de área, mas também de produtividade. Além disso, o clima tem sido favorável para o desenvolvimento da oleaginosa, visto que a última grande seca a provocar quebra de safra na América do Sul foi durante o ciclo 2011/12.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, e maior exportador, já que mais da metade da produção brasileira é destinada ao mercado externo. A desvalorização do real favorece a exportação de commodities como a soja grão, mas afeta negativamente os custos de produção. Logo, os produtores de soja vêm apresentando redução na rentabilidade da atividade em relação aos anos anteriores, e tentam amenizar com aumento de área.

Além disso, o consumo mundial de soja continua em alta, pelo melhor poder aquisitivo dos países em desenvolvimento, o que leva ao maior consumo de carne. Esses fatores estimulam a produção, porém promovem aumento de estoque da oleaginosa. Por isso que a tendência é de preços para a safra 2015/16.

Uso de sementes geneticamente modificadas é uma prática consolidada entre os produtores de soja brasileiros. Há dez anos, quase 80% da área plantada de soja era de variedades convencionais. Já na safra 2014/15, apenas 7% da área não foi cultivada com material transgênico, transformando a soja convencional em um nicho de mercado.

As variedades resistentes ao glifosato representaram 93% da área cultivada na safra 2014/15. O custo por hectare com herbicidas na soja RR é 35% menor que na soja convencional, contudo o uso contínuo de glifosato em pós-emergência propiciou o desenvolvimento de plantas daninhas resistentes à molécula, como buva e capim amargoso. Por isso que o custo com herbicidas na soja resistente a glifosato vem aumentando nas últimas safras: era em média R$ 70/ha na safra 2012/13 e foi de aproximadamente R$ 110/ha na safra 2014/15.

As vendas de fungicidas aumentaram 32% com relação à safra anterior, e este segmento já tem a mesma importância que inseticidas no mercado de defensivos de soja. A ferrugem continua sendo o principal alvo de controle, e cerca de 65% da área foi tratada com produtos à base de triazol e estrobilurina. Os produtores têm usado cada vez mais fungicidas premium, como as carboxamidas, sobretudo na segunda e terceira aplicações.

A venda de inseticidas na safra 2014/15 foi altamente impactada pelo uso de variedades com tecnologia Intacta, que promove proteção contra lagartas, além da resistência a glifosato. A área tratada com inseticidas caiu 13% em relação a safra 2013/14, e embora o controle de lagartas ainda seja o mais utilizado pelos produtores, a redução de uso de lagarticidas foi da ordem de 23%.

Apenas metade da área plantada com semente de soja Intacta recebeu alguma aplicação de lagarticida. O custo de controle de lagarta em Intacta foi de cerca de R$ 66 por hectare, enquanto em variedades convencionais foi de aproximadamente R$ 135. Considerando que a área de soja com tecnologia Bt deve aumentar no ciclo 2015/16, as vendas de produtos para controle de lagarta devem diminuir ainda mais.

Embora lagartas sejam ainda o principal foco de controle com inseticidas em soja (cerca de 90% da área plantada recebeu alguma aplicação para este fim), o manejo de percevejos e mosca branca vem ganhando importância. A área tratada visando controle de percevejo aumentou 12% na safra 2014/15, e a de mosca branca, 20%.

O uso de inseticidas no tratamento de semente apresentou ligeiro aumento com relação a safra passada (4%). Mais da metade da área tratada com inseticidas via TS foi feita pelo próprio agricultor, mas há uma tendência de aumento da semente vendida tratada em algumas regiões.

Fipronil continua sendo o ingrediente ativo mais utilizado em TS inseticida. Apenas os produtos genéricos tiveram redução de custo, de cerca de 9%. Os demais produtos apresentaram aumento de custo, que no geral varia entre 35 a 45 reais por hectare. Contudo, a área tratada com produtos à base de diamidas aumentou quatro vezes comparado à safra passada, e esses inseticidas custam quase o dobro dos demais.

Mesmo com a entrada da soja com tecnologia Bt, uso de inseticidas deve aumentar nos próximos anos. A aposta é no tratamento via semente, bem como no controle de lagartas resistentes à semente Intacta. Isso já foi observado em milho, já que os produtores não vêm utilizando o refúgio de forma correta para proteger a biotecnologia. Além disso, a migração de insetos de outras culturas também pode levar ao aumento da pressão de pragas na soja, como é o caso da mosca branca.







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