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12/02/2016

Exclusivo: Kleffmann informa Relatório fechamento da safra de Café 2014/2015

Fonte: Painel AMIS® Defensivos Químicos.

O Brasil é o principal produtor de café do mundo, e segundo maior consumidor, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Sendo responsável por um terço de toda a produção global, a cafeicultura brasileira tem forte impacto sobre o mercado internacional de café.

Apesar da safra 2014/15 ser de bianualidade positiva (ou seja, produção cheia), a seca nos principais pólos produtores, somada à redução dos estoques frente ao aumento de consumo, fez com que as cotações apresentassem aumento a partir do segundo semestre de 2014. Isso impulsionou as exportações e refletiu no uso de defensivos agrícolas na cultura.

A área cultivada com café arábica cresceu cerca de 4% em relação à safra 2013/14, enquanto a área de café robusta recuou 12% no mesmo período. Apesar do custo total com agroquímicos no café robusta ser praticamente a metade do verificado no café arábica, a redução de área refletiu no uso de produtos fitossanitários nessa variedade de café. Contudo, os produtores utilizaram produtos de maior valor e aumentaram os tratamentos na lavoura, fazendo com que o gasto com defensivos agrícolas aumentasse 13% comparado com a safra passada.

Apesar de fungicidas ainda ser a classe mais importante, representando quase 60% das vendas de defensivos para a lavoura de café, foi o segmento de inseticidas que apresentou maior aumento de vendas na safra 2014/15. Além de aumentarem a área que recebeu algum tratamento com inseticida em 18%, os produtores aumentaram o gasto com produtos por hectare: de 148 reais para 190 reais.

Bicho mineiro é ainda a principal praga do cafeeiro, uma vez que 36% da área plantada recebe ao menos uma aplicação de inseticida visando o controle. Contudo, foi o controle de broca que impulsionou o mercado de inseticidas na safra 2014/15. Os produtores aumentaram o número de aplicações (de 1,4 para 1,8), além de quase triplicar o gasto por hectare. Mesmo sendo feito em 17% da área cultivada, o tratamento contra broca foi fortemente impactado pelo aumento do uso de diamidas, que são quase 10 vezes mais caras que organofosforados usualmente utilizados.

As diamidas também são o principal grupo químico de controle do bicho mineiro, sendo a aplicação cerca de 33% mais barata que a de neonicotinóides, apesar destes já virem apresentando redução de preço nas últimas três safras. Já o controle de ácaro vermelho, terceira praga mais importante do cafeeiro, não apresentou grande mudança de manejo frente à safra anterior.

Cerca de 75% dos cafezais recebe tratamento contra ferrugem, sendo 17% da área tratada com produtos específicos via solo. Embora o custo por hectare tenha aumentado 11% em relação à safra passada, o que mais afetou esse segmento foi o número de aplicações. Na safra 2013/14, aproximadamente 40% da área recebia 3 aplicações com foco de controle de ferrugem. Já na safra 2014/15, esse parâmetro chegou a 80%, fazendo a área potencialmente aplicada crescer 25%.

Em linhas gerais, os fungicidas de solo são bem mais caros que os foliares, por isso respondem por importante fatia no faturamento das empresas de agroquímicos. O uso de fungicidas no tratamento da florada diminui cerca de 14% nas últimas três safras, enquanto houve aumento na utilização de produtos à base de cobre e misturas de estrobirulina, com pequena variação no custo destes tratamentos.

Por fim, a classe de herbicidas é a mais utilizada em café robusta, logo foi fortemente impactada pela queda de área dessa variedade. Apenas 3% da área total de café recebe alguma aplicação de herbicida seletivo, logo o mercado se concentra em produtos não-seletivos para controle de daninhas nas ruas e sob a saia do cafeeiro. A braquiária é o principal alvo de controle, seguida por trapoeraba e picão-preto.






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