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04/03/2016

Exclusivo: Kleffmann informa Relatório fechamento da safra de Algodão 2014/2015.

Fonte: Painel AMIS® Defensivos Químicos.

Exclusivo: Kleffmann informa Relatório fechamento da safra de Algodão 2014/2015.

O Brasil é o quinto maior produtor mundial de algodão, e a Ásia reponde por 70% do volume total, com destaque para Índia, China e Paquistão. Quase 60% da produção brasileira é destinada ao mercado externo, o que coloca o país na quarta posição dentre os maiores exportadores, atrás apenas de Estados Unidos, Índia e Austrália.

Apesar do crescente aumento de demanda por fibras sintéticas, já se observa uma ligeira recuperação no consumo de fibras naturais como o algodão, motivado principalmente pela melhoria do poder aquisitivo nos países em desenvolvimento. No Brasil, a área plantada no ciclo 2014/15 reduziu 13%, pois o preço da commodity havia reduzido em 20% no segundo semestre de 2014 em relação ao primeiro, frente ao elevado estoque internacional da fibra. Já para o ano de 2015, dados do CEPEA indicam que houve um aumento de 16% na cotação da pluma no segundo semestre comparado ao primeiro.

Isso reflete na expectativa para a safra 2015/16. Segundo publicação da Conab datada de dezembro de 2015, estima-se que a área plantada com algodão no Mato Grosso deve aumentar 4%, enquanto na Bahia, segundo maior estado produtor, a queda pode chegar a 10%. Assim, de maneira geral, a área plantada com algodão teria redução de 1%.

A adoção de biotecnologia na cultura do algodão vem crescendo a cada safra. No ciclo 2014/15, 97% da área foi cultivada com variedades resistentes a algum tipo de herbicida, e 84% da área utilizou tecnologia Bt. Isso certamente tem impacto sobre o manejo fitossanitário da cultura, mas não da mesma forma como ocorre em soja e milho, visto a gama de insetos e ervas daninhas a serem controlados.

Dentre as classes de agroquímicos, apenas os fungicidas, aplicados na parte aérea ou via semente, apresentaram aumento de vendas com relação à safra passada. Ramulária ainda é a principal doença a ser controlada, contudo os produtores passaram a utilizar mais produtos de forma preventiva, aumentando em média uma aplicação de fungicida foliar, o que promoveu maior custo por hectare (R$ 320 em 2014/15 e R$ 250 na safra 2013/14).

Já as vendas de herbicidas caíram não somente pela redução de área e aumento da adoção de variedades resistentes a herbicidas não-seletivos, mas também pela queda de preço dos produtos mais utilizados: média de 6% de redução. Vale ressaltar que o gasto com herbicidas por hectare em variedades convencionais é 26% maior do que as variedades resistentes a herbicidas (R$ 310 vs. 230). 

Os produtores de algodão já se mostram preocupados com a resistência de ervas daninhas a herbicidas devido ao uso intensivo da biotecnologia. Dentre 315 entrevistados, apenas 14 não reportaram a ocorrência de nenhuma planta daninha resistente. Dos que reportaram casos de resistência, mais da metade dos produtores julgam que as plantas invasoras já são altamente resistentes a herbicidas.

A área cultivada com variedade Bt aumentou quase 10% em proporção com a área total de algodão, impactando diretamente no mercado de lagarticidas: o uso de produtos para controle de lagarta caiu 15% em comparação com a safra 2013/14. Mesmo assim, os produtores já se mostram preocupados com o desenvolvimento de resistência, sobretudo de Spodoptera, porém ainda em menor intensidade do que a resistência de ervas invasoras.

Contudo, em se tratando de redução de custos, o uso de variedade Bt promove economia com inseticidas: o custo por hectare do controle de lagarta caiu pela metade (cerca de mil reais por hectare de produto aplicado na safra 2014/15), e o uso de lagarticidas representa 45% do gasto total de inseticidas na cultura.

Os produtores intensificaram o controle de bicudo. Houve aumento de duas aplicações em média, mas o impacto sobre o custo por hectare do tratamento contra bicudo não foi tão alto pela redução no preço dos principais produtos (queda de 15%). Produtos para controle de pulgão também tiveram redução de preço de aproximadamente 10%, mas a queda das vendas só foi de 5% com relação à safra passada pois houve ligeiro aumento do número de aplicações e misturas de tanque.

A venda de sementes já tratadas com inseticidas aumentou em relação à safra passada, sendo assim, essa forma de tratamento já responde por quase 70% do uso de inseticidas via TS. O custo da semente comprada tratada é cerca de 20% menor do que o tratamento feito pelo produtor, uma vez que as sementeiras conseguem melhores preços em função do volume comprado. Além disso, o preço dos principais produtos utilizados em TS diminuiu com relação à safra passada, o que também levou à redução do custo por hectare (R$ 25 vs. 33 na safra passada).

Estima-se que o mercado de inseticidas em algodão deve cair em valor nos próximos cinco anos, porém deverá voltar ao patamar atual em função de novos produtos. Em média, são feitas mais de 15 aplicações de inseticidas na cultura, o que demanda grande investimento em tecnologia de aplicação de defensivos. Uma vez que a produção se concentra em poucos produtores com grandes áreas, a busca por soluções economicamente viáveis para o controle de pragas é uma constante.





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