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08/03/2016

Exclusivo: Com a participação de produtores de todo o Brasil, Kleffmann entrega em tempo recorde seu painel AMIS® milho

Confira aqui, os principais movimentos do mercado de sementes de milho verão safra 15/16.

Exclusivo: Com a participação de produtores de todo o Brasil, Kleffmann entrega em tempo recorde seu painel AMIS® milho

O estudo concluído pela Kleffmann na primeira semana de março reitera a redução de área plantada de milho 1ª safra no ciclo 2015/16: cerca de 20% de queda nas principais regiões produtoras frente a safra passada. Porém, isso não e uma novidade, já que a área plantada de milho verão vem caindo a uma taxa de 10% ao ano desde o ciclo 2011/12. O Estado do Rio Grande do Sul, maior produtor de milho de primeira safra, ilustra bem esse cenário. Na safra 2011/12, a região cultivou quase 1,2 milhões de hectares, enquanto na safra atual a área não chegou a 800 mil hectares.

Segundo dados da FAO de 2015, o milho é a terceira principal fonte de carboidrato da dieta, ficando atrás apenas do trigo e arroz. A demanda mundial por milho é crescente, tanto pelo aumento da população quanto pelo uso na produção de etanol, iniciada em meados dos anos 2000 pelos Estados Unidos, maior produtor mundial. Porém, o aumento de consumo vem sendo suprido, em nível mundial, pela melhoria generalizada na produtividade dos híbridos cultivados. 

Na safra 2011/12, a produtividade média alcançada pelos produtores de milho verão do Centro-sul foi de 95 sacas por hectare em média segundo a Conab, enquanto na safra atual a expectativa é de 142 sacas para o milho grão de acordo com o presente estudo da Kleffmann. Produtividade sempre foi um fator chave na escolha de um híbrido pelos produtores, porém há quatro safras atrás, adaptação à região de plantio e recomendação de uso também eram quesitos relevantes. Hoje, com o desenvolvimento da biotecnologia e melhoramento genético, experiência de uso e qualidade da semente pesam mais no momento de escolha do híbrido a ser cultivado, mostrando que os produtores estão se tornando mais tecnificados.

A tecnificação se remete também ao uso mais eficiente da terra e dos insumos. Por conta da redução da janela de plantio para viabilização da segunda safra, aumentou a proporção de uso de híbridos mais precoces, sobretudo na região sul (de 12 para 21% da área de milho grão na safra 2015/16). Além disso, o avanço da biotecnologia alterou a alocação dos custos com insumos. No ciclo 2011/12, 22% da área de milho verão foi cultivada com materiais convencionais, enquanto atualmente a adoção de híbridos não-transgênicos representa 12% da área. Somando o custo por hectare em reais com semente e defensivos levantados pelo painel AMIS milho verão nas últimas quatro safras (incluindo a atual), a taxa anual de aumento foi de 16%. No mesmo período, a receita do produtor cresceu 15%, em virtude do aumento do preço pago pelo milho e pela maior produtividade da lavoura.

A mudança de perfil é evidente: aumento da tomada de decisão pela compra de sementes feita pelo próprio agricultor (82% da área atual contra 64% da área na safra 2011/12), menor utilização de financiamento para aquisição de sementes (21% do volume de sementes no ciclo 2011/12 e 14% na safra atual) e aumento do pagamento à vista (65% em 2015/16 vs. 55% em 2011/12). Claro que a diminuição na disponibilidade de crédito afetou a forma de pagamento, mas a melhor saúde financeira do negócio possibilitou que os produtores continuassem investindo na cultura, mesmo com a redução de área.

Assim, os produtores de milho verão se tornaram um exemplo prático de sustentabilidade na prática agrícola, em que se busca otimizar os recursos para melhoria na rentabilidade. A migração para soja é justificada, sobretudo na região sul, pela melhor rentabilidade da cultura: segundo estimativa do consultor Carlos Cogo em junho de 2015, a estimativa de lucro por hectare de soja na safra 2015/16 nos estados da região sul é quase 60% superior a do milho verão. Contudo, a rentabilidade do milho verão tem se apresentado mais estável nas últimas três safras, ao passo que a da soja já recuou 20%. Com o atual aumento das cotações do milho grão no mercado internacional, a diferença de lucro entre as duas culturas deve diminuir, consolidando a rentabilidade da produção de milho. A reputação de “primo pobre” da soja é, de fato, coisa do passado.


Fonte: Painel AMIS® summer corn seeds 15/16 Kleffmann Group.






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