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20/09/2017

Agricultura digital dentro e fora do campo

Modernidade está nas operações da lavoura e na forma de gerenciar os negócios

Agricultura digital dentro e fora do campo

A nova geração assume os negócios e torna a agricultura digital cada vez mais presente nas operações das lavouras. Nesse cenário estão a contratação de laboratórios para amostragem do solo, mapeamento das áreas, quantidade e tempo corretos de aplicação de produtos químicos (fertilizantes e defensivos) até a colheita final. A modernidade leva os jovens agricultores a produzir mais com economia.

No campo, a agricultura de precisão ou - um termo mais recente - a agricultura digital, ganha cada vez mais espaço nas lavouras dos Gilioli, em Cristalina/GO. Bruno Gilioli, junto com seu irmão André, gerencia 1,5mil hectares, dos quais 1 mil hectares irrigados, para produção de sementes de soja e milho, além de 700hectares de pastagem para 1,5 mil cabeças de gado de corte.

Bruno explica que, para uma operação ser sustentável hoje, é preciso pensar em aumentara produtividade e reduzir custos. “Isso só é possível com o uso da tecnologia. São dois pilares fundamentais para o sucesso: profissionais competentes e idôneos – principalmente – e também máquinas que respondam às nossas necessidades”, diz. Nos últimos 10 anos, o aumento médio da produtividade foi de 33%, com desempenho na última safra de 71 sacas de soja por hectare. Somente nos últimos cinco anos, a gestão integrada da tecnologia dentro e fora do campo trouxe uma economia anual de 18% com o uso correto de insumos como fertilizantes, corretivos e sementes.

Mas as mudanças não param por aí. Esse “sangue novo” também pensa diferente em relação à comercialização da safra colhida. “Há algo que o produtor precisa aprender: tomar crédito de acordo com seu planejamento financeiro. Não fazemos mais como antigamente, quando se buscava todo o valor disponível. O crédito deve servir para alavancar os negócios, sempre atrelado a um projeto. Além disso, é preciso se proteger utilizando ferramentas como os contratos futuros negociados na bolsa de valores”, diz.

Ainda dentro de Goiás, a cerca de 600 quilômetros das terras dos Gilioli, a agricultura de precisão está presente em Jataí. Ricardo Assis Peres, um dos acionistas do Grupo Peres, diz que, nos últimos quatro anos, obteve uma redução de custos de 40% somente com ouso de fertilizantes. “Além da economia, conseguimos ainda aumentar nossa produtividade em até 15% nesse mesmo período. Esse é o principal objetivo de optarmos por uma operação precisa”, afirma Peres, que planta 3,5 mil hectares com as culturas de soja, milho e feijão em Jataí e 6,5 mil hectares de pastagens no município de Serranópolis.

No pasto de integração é feito todo o processo como se fosse plantar soja, milho verão e braquiária. “Ajustamos o perfil do solo, adubamos e entregamos para a pecuária um solo mais fértil e ajustado”, diz Peres. Segundo ele, há estudos para fazer o mesmo em outras áreas. “Se fosse só a pecuária não teríamos um solo tão rico e recuperado”, acrescenta. Ao todo, são 3,5mil cabeças de gado bovino de corte em ciclo completo (cria, recria e engorda) em uma área de 600 hectares de integração lavoura-pecuária em Jataí.

Segundo Peres, o uso de tecnologia trouxe mudanças de atitudes, interferiu nas tomadas de decisões para as escolhas certas tanto para plantar como também para comercializar a produção. “Essas mudanças nos levaram a aumentar a produtividade a cada dia,nos tiraram da zona de conforto em direção a um cenário mais positivo, com um olhar mais técnico em relação ao perfil do solo, a organização do escritório,planilhas, enfim, tornando o negócio cada vez mais sustentável”, avalia.

INOVAÇÃO DAS EMPRESAS

No setor é evidente a busca por novas tecnologias para alcançar eficiência em todas as áreas. Para a gestão, por exemplo, foi lançado o SimpleFarm, um software multiplataforma que atende, em uma base única, produtores de culturas anuais, semiperenes, perenes e pecuária. É o primeiro sistema no agronegócio totalmente utilizado via navegador (browser), que pode ser acessado de qualquer computador conectado a internet. Desenvolvido pela GAtec, empresa especializada em desenvolvimento e implantação de soluções em gestão agroindustrial, o software tem como diferenciais a integração de todas as áreas de uma companhia e a simplicidade de uso, intuitivo, com pouca necessidade de treinamento do usuário.

Ao final, o usuário tem os resultados planejados, os realizados e quanto custaram. “Não é possível economizar no que não se pode controlar”, comenta o engenheiro agrônomo Leonardo Ramos, diretor agrícola da GAtec. “O software traz os dados à vista do gestor com velocidade, possibilitando que ele tome decisões corretas rapidamente”, completa.

Diretamente no campo, as inovações se integram ao sistema de gestão do produtor. Segundo Guillermo Perez-Iturbe, diretor comercial para a América Latina da divisão de Agricultura da Trimble, as soluções da empresa cobrem todas as culturas, terrenos e tamanhos de propriedade. “A estratégia é possibilitar aos agricultores utilizarem os produtos na maioria dos veículos de suas frotas, independentemente do fabricante”, afirma.

Uma dessas soluções é o WeedSeeker®, sistema de pulverização seletiva que aplica defensivos agrícolas somente em plantas daninhas, identificadas por meio de sensores. A economia pode chegar até 90%. Seja dia ou noite, a tecnologia embutida nesses sensores permite a leitura NDVI (Índice de Vegetação da Diferença Normalizada) e possibilita a diferenciação do índice vegetativo das plantas, determinando assim, onde será aplicado o produto. Sua exclusiva aplicação verde sobreverde permite, ainda, controlar ervas daninhas mesmo sobre outras culturas.

“Além disso, como o volume de defensivos agrícolas aplicado é menor, o transporte de água e a quantidade de embalagens usadas para o descarte também diminuem, impactando diretamente na economia de tempo, logística e combustível em toda a operação”, explica Guilhermo Perez-Iturbe. Para ele, a agricultura de precisão é importante para, principalmente, otimizar o fluxo de trabalho do agricultor. “Nossas soluções têm foco na automação, economia no uso de insumos (uso na quantidade correta), melhora no processo das máquinas no campo, estudo do solo, medição da topografia, enfim, em tornar todo o processo mais produtivo com o menor custo possível”, afirma.

CORREÇÃO DE PROBLEMAS

Segundo Paola Siviero, gerente de marketing da divisão de negócios da Climate Corporation para o Brasil,o agricultor tem investido cada vez mais em tecnologias de agricultura de precisão em seus maquinários,como GPS, sensores e monitores. Esse tipo de equipamento gera uma enorme quantidade de dados, mas normalmente não são utilizados, porque o seu processamento é complicado. “A plataforma da Climate integra esses dados. Eles podem vir de diferentes marcas de máquinas e também de outras fontes. A Climate coleta e processa tudo de forma automática e permite que o produtor acesse mapas e relatórios de onde estiver, já que as informações ficam armazenadas em nuvem. Tudo isso ajuda a corrigir problemas operacionais de plantio, pulverização e colheita em tempo reale, ao final da safra, a compreender quais foram os fatores que impactaram a produtividade em cada metro quadrado de cada talhão”.

Para Paola, depois do plantio direto e da introdução de biotecnologias, a digitalização é a próxima grande revolução na agricultura. “Acreditamos que o avanço da ciência de dados terá um papel importantíssimo na evolução da agricultura necessária para atender a crescente demanda por alimentos: precisamos produzir mais em cada hectare e de forma sustentável, utilizando menos recursos”, afirma.

Ao longo dos últimos dois anos, explica Paola, mais de 130 produtores de soja e milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais testaram a plataforma Climate FieldView™ em mais de 380 mil hectares. “Como a plataforma gera mapas e relatórios em tempo real, eles relataram que conseguiram corrigir problemas rapidamente e implementar mais testes em suas propriedades, o que pode ajudar no aumento de produtividade safra após safra”,avalia. Hoje, a ferramenta é adaptada para coletar dados e gerar relatórios para as culturas de soja, milho, feijão, algodão (apenas no plantio), trigo e cevada (apenas na colheita).

Em relação aos obstáculos de levar para o campo a agricultura digital, a gerente da Climate observa que existe um grande desafio que é a baixa conectividade existente nas áreas agrícolas. “O que fizemos para transpor essa barreira foi adaptar a plataforma para trabalharem modo offline e trazer benefícios em tempo real para a pessoa que está operando a máquina”, diz. Para ela, essa onda de digitalização está chegando agora na agricultura brasileira e surgem cada vez mais ferramentas que trazem informações úteis para a palmada mão do produtor. “Essa tendência vai se intensificar, e em poucos anos, provavelmente veremos a maior parte das lavouras brasileiras digitalizadas de alguma forma”, aposta.

MÁQUINAS

A John Deere, em todo o mundo, investe US$ 4 milhões por dia em pesquisa e desenvolvimento. “Trabalhamos para que os clientes conheçam e controlem seus equipamentos, muitas vezes à distância, otimizando a produção e diminuindo custos”, afirma Maurício de Menezes, especialista em Marketing Tático da John Deere Brasil. A empresa cria soluções que integram equipamentos, tecnologia embarcada e conectividade, além de soluções em Serviços de Pós-Vendas.

“Os desafios para a conectividade rural são a infraestrutura logística, que ainda demanda muitas melhorias, e o próprio acesso à internet, algo que vem aumentando significativamente nas propriedades agrícolas e só tende a crescer. Um ponto muito importante também é orientar os produtores sobre as boas práticas e a importância de tirar o máximo proveito dos seus equipamentos com o uso das ferramentas tecnológicas disponibilizadas”, diz Menezes.

Um dos investimentos da empresa na agricultura de precisão é o JD Link™, uma solução de monitoramento remoto de operações em tempo real (a partir de uma conexão com a internet), cujo acesso pode ser feito por computador ou smartphones. Menezes explica que, basicamente, o aplicativo coleta e processa informações, possibilitando que os clientes gerenciem a disponibilidade,o desempenho e os custos de produção das máquinas e do negócio. Os dados recebidos mostram não só o que está acontecendo na lavoura, mas também informações que permitirão ao produtor avaliar seu equilíbrio operacional, indicação de planos de manutenção preventiva, economia de combustível, entre outros.

Outro exemplo é a Série S400, uma máquina pensada e desenvolvida no Brasil, exclusivamente para as características dos produtores brasileiros. “Seu conjunto de tecnologias entrega 25% mais performance, com 50% a mais de qualidade dos grãos e 75% menos perdas”, afirma Menezes. A novidade da S400 é a substituição do sistema de separação por saca-palha pelo sistema de trilha e separação por rotor, uma revolução tecnológica que apresenta simplicidade operacional, menor índice de perdas, melhor limpeza e qualidade do grão, com resultados efetivos no final da colheita.

Para o gerente de marketing da John Deere, a agricultura brasileira apresenta as maiores oportunidades de crescimento em produtividade, rentabilidade e sustentabilidade, em ações como o plantio direto e a segunda safra, que são uma realidade para grande parte dos produtores brasileiros, e a integração lavoura-pecuária-floresta, que está em expansão provando sua viabilidade e sustentabilidade. “A agricultura de precisão figura entre essas práticas como um dos fatores que vai trazer inteligência para a atividade agrícola, por meio de alta quantidade de informações e em alta velocidade, o que possibilita uma rápida e certeira tomada de decisão”, avalia.

Nesse sentido, Menezes acredita que, somente por meio da tecnologia, o Brasil vai poder aumentar ainda mais sua produtividade, de forma a suprir a demanda por alimentos e fibras no mundo devido ao crescimento populacional.

PULVERIZAÇÃO

Em São Desidério, no Oeste da Bahia, o que poderia ser um sonho é realidade no campo. Desde a última safra 2016/17, a fazenda Agroservice utiliza um sistema que permite a pulverização pontual nas plantas daninhas. “Nos 9,6 mil hectares onde houve a aplicação de herbicida com o sistema foi possível economizar, em média, 49,3% no uso do produto químico, gerando assim uma economia de US$ 120 mil”, afirma Marcos Schuh, gerente da propriedade. A opção pelo investimento no sistema foi devido à comprovada resistência das plantas daninhas, principalmente depois da dessecação pré-plantio e pós-colheita.

Schuh explica que, antes da implantação do sistema, era necessário aplicar o herbicida em área total, independentemente do nível de infestação de plantas daninhas. “Há três safras, o capim-amargoso começou a apresentar alta resistência e difícil controle. Com isso, o custo de produção começou a se elevar com a aplicação de herbicidas”, conta. Além do gasto financeiro, o capim-amargoso começou a provocar uma perda de até 30% na produtividade de soja, milho e algodão, devido à redução de stand e mato competição, dependendo do nível de infestação. “Com o sistema, foi possível aumentar a dose do defensivo e direcioná-lo somente ao alvo desejado, melhorando assim a eficácia dos herbicidas no manejo das ervas resistentes como capim-amargoso e erva-de-touro, e ainda com redução de custo”, afirma.

A tecnologia WEEDit, utilizada na fazenda Agroservice, é um sistema de pulverização localizada,composto por sensores de detecção de clorofila e válvulas rápidas para garantir a aplicação de herbicidas apenas sobre as plantas. Segundo Marcos Nascimbem Ferraz, engenheiro agrônomo e pesquisador da área, a tecnologia consegue detectar as plantas e acertar o alvo mesmo em altas velocidades, garantindo economia de produtos químicos, eficiência operacional e redução de impactos ambientais. “Esta tecnologia chegou comercialmente ao Brasil no final do ano passado”, diz.

O sistema, explica Ferraz, foi desenvolvido na Holanda para o combate de ervas daninhas em calçadas. Em 2005 a solução possuía as características de detecção de clorofila e válvulas encontradas nos sistemas atuais. No entanto, em 2009 houve um marco na disseminação do sistema quando a Austrália iniciou o seu uso para agricultura. “O WEEDit está presente na Europa, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Argentina, Uruguai e agora no Brasil. Algumas instituições de ensino e pesquisa como a ESALQ e Fundação MT realizaram testes e confirmaram a eficiência da tecnologia. Atualmente a Fundação ABC, em Castro, no Paraná, está fazendo a avaliação do sistema para as cooperativas da região”, acrescenta.

Além do combate às plantas daninhas, o equipamento também foi utilizado na lavoura de algodão. “Aplicamos inseticida no desenvolvimento vegetativo para o controle do pulgão somente na área foliar da cultura, deixando de aplicar nas entrelinhas. Com isso, economizamos também com o uso de inseticidas”, afirma Schuh. Na fazenda são plantados, ao todo, 9,6 mil hectares entre soja, milho e algodão. Na safra 2016/17, foram 5,2 mil hectares de soja, 4,1 mil hectares de milho e 190 hectares de algodão.

A tecnologia WEEdit chegou à propriedade para somar à atuação da fazenda Agroservice em agricultura de precisão. De acordo com Schuh, já é prática da atividade o uso de máquinas para a aplicação de fertilizantes em taxa variável, em que o fertilizante é dosado de acordo a necessidade do solo. “Nós buscamos investir em tecnologias de ponta, focados em resultados positivos”, afirma.

“Com certeza os sensores serão, em um futuro próximo, embarcados em todas as máquinas de pulverização como um equipamento essencial”, afirma Marcos Nascimbem Ferraz. Uma realidade já testada em campo é a do sistema WEED it, que detecta a presença de plantas daninhas e realiza o acionamento da pulverização apenas sobre as plantas. O potencial de economia de defensivos com esta tecnologia é proporcional à infestação de plantas na área, podendo chegar a mais de 90%.

No sistema WEED it, o controle da dose é realizado em cada bico, por meio do sistema PWM (Pulse Width Modulation). Com isso, a dose é regulada sem alteração da pressão da calda e do tamanho de gotas; o sistema gera interrupções extremamente rápidas na saída do bico de pulverização, sendo que, quanto maior o número de interrupções, menor a dose aplicada. As válvulas podem pulsar a uma velocidade de até 60 vezes por segundo.

Segundo Ferraz, estuda-se a utilização dessa tecnologia para aplicação de inseticidas e fungicidas, com a cultura já estabelecida. Em culturas com espaçamentos maiores, como o algodão e o milho, o sistema pode gerar benefícios ao aplicar o produto apenas sobre as plantas, evitando a aplicação nas entrelinhas.

“Para aplicação localizada ou em taxa variável de outros defensivos como fungicidas e inseticidas, atualmente ainda é requerido o mapeamento prévio da área. É comum o uso de imagens aéreas ou de satélite para esse fim, além da amostragem manual. Nestas ocasiões a tecnologia de controle de dose via PWM irá ajudar a aplicação baseada em mapas, pois com ela é possível fazer grandes alterações na dose ao longo da área, sem a necessidade de alteração dos bicos e mantendo a qualidade da pulverização”, observa.

IRRIGAÇÃO

A Valmont lançou este ano o primeiro painel inteligente para pivôs centrais do mercado. O ICON traz funcionalidades como controle remoto à distância, sem necessidade de internet. “Na geração das smart TV s e dos smartphones, o ICON aparece comoo primeiro smartpainel do mercado. Estamos dando um grande passo para um futuro mais tecnológico, eficiente e produtivo do setor”, diz Vinícius Melo, gerente de engenharia e serviços da Valmont Brasil.

Segundo ele, o produtor busca uma gestão completa da fazenda e a nova geração que está assumindo os negócios, muitas vezes, mora na cidade e não na propriedade rural. “A tecnologia precisa estar cada vez mais a favor desse produtor para comandar e tomar as decisões à distância”, avalia Melo. Além da gestão do negócio, os ciclos de produção estão cada vez mais curtos, com plantio e colheita de algumas culturas em apenas três meses. “Errar não é opção, pois impactará no lucro e na eficiência da produção. Desta forma, a agricultura de precisão é imprescindível para o produtor”, observa.

Os diferenciais do ICON começam pela estrutura, desenvolvida com resistência capaz de enfrentar as mais diversas condições de clima e tempo. “Na parte interna, o processamento é, no mínimo, duas vezes superior a qualquer equipamento disponível no mercado. É um painel inteligente capaz de receber outros recursos, conectado a sensores de umidade, temperatura e vento”, destaca.

O destaque do ICON é a possibilidade de controle direto do celular ou tablet, mesmo sem internet. “Ele permite o acesso remoto, evitando a ida até o pivô para o acionamento das operações. Para que esse controle a distância funcione, basta baixar o aplicativo ICON, disponível para Android e iOS, e assim o aparelho móvel se transforma em um painel de controle, com a mesma interface daquele instalado junto ao pivô”, explica Melo.





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