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08/01/2019 - Mercado

Veranico, fertilizantes e dólar: veja o que manter no seu radar


Para começar a semana temos três temas que merecem atenção: tendência de preço dos fertilizantes em janeiro (mês que é pico de compra), previsão para condições climáticas no Brasil com alerta de veranico feito pela Somar Meteorologia e queda superior a 4% já registrada pelo dólar só nestes primeiros pregões de 2019 com projeções de especialistas para o câmbio.

Veranico

O termo veranico é bastante usado para definir um padrão de verão fora de época. Mas, na linguagem popular, a ausência de chuvas e elevação das temperaturas em plena estação chuvosa também é conhecida como veranico e é essa situação que a previsão do tempo indica para o Brasil central e estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) nos próximos dias.

“Entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, leste de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, sul da Bahia e do Tocantins vai haver irregularidade de chuva e algumas áreas até com estiagem, ou seja, ausência completa de precipitação e com temperaturas bastante elevadas. Só por volta do dia 28 de janeiro é que algumas regiões começam a ter uma melhora nas chuvas”, esclarece a meteorologista da Somar Meteorologia, Heloísa Pereira.

Se o veranico se confirmar, ele pode colocar a produção brasileira em situação delicada em meio a um cenário em que várias consultorias privadas estão revisando as projeções da safra 2018/2019 em função da quebra causada pela estiagem em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, principalmente.

Fertilizantes

Enquanto a colheita da soja ainda ganha fôlego no Brasil, os produtores já estão de olho no plantio da próxima safra de milho. Por isso, o pico da compra de fertilizantes costuma ocorrer em janeiro quando começa a preparação para o próximo ciclo. A ureia – principal indicador entre os nitrogenados – está 25% mais cara (em reais) em janeiro de 2019 na comparação com janeiro de 2018, de acordo com levantamento da consultoria INTL FCStone. Em janeiro do ano passado uma tonelada custava R$ 993 (média) no Porto de Paranaguá e nesta primeira semana de 2019 estava cotada a R$ 1254. Segundo o analista de mercado Marcelo Mello a tendência é subir mais.

“Estamos com preço 25% maior do que janeiro, mas 15% mais baixo do que estávamos há três meses. O momento ainda é muito bom para efetuar compra. Quem vai realmente dar as cartas no mercado são os EUA – que é imenso plantador de milho – e deve iniciar em fevereiro a semeadura da primavera e o mercado deve subir. Nossa expectativa é que em dólar por tonelada o preço deve subir mais 10% – é hora de fechar adubo para segunda safra”, diz.

O economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Antonio da Luz, discorda. Para ele, se a queda do dólar continuar gerará melhores oportunidades para negociar.

“Se não houver nenhuma crise nova, a gente pode ter mais queda na taxa de câmbio então é bom o produtor só comprar aquilo que ele precisa. Porque ali na frente ele pode ter oportunidades de comprar melhor”, diz.

Dólar

O relatório de mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,80, igual ao verificado há um mês.

Para 2020, a projeção para o câmbio no fim do ano também seguiu em R$ 3,80, igual ao de quatro pesquisas atrás.

Nos pregões do começo de 2019 a moeda norte-americana acumulou queda superior a 4% e oscilou ao redor de R$ 3,70 durante a segunda-feira (07).

Fonte: Blog da Kellen Severo/ Canal Rural





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