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29/07/2019 - Cana

Usinas de cana-de-açúcar usam satélites para monitorar incêndios


Basta olhar para o horizonte para saber que a seca chegou. E o período de estiagem não vem sozinho. O risco de incêndios cresce bastante nesse período.

A Polícia Ambiental registrou 423 queimadas em maio no Noroeste de São Paulo. Já em junho, mês considerado de tempo seco, foram 981 casos. Esses incêndios foram registrados em matas, áreas de preservação, pastagens e em diferentes plantações.

A estiagem também é uma ameaça ao setor sucroenergético. Até 2014, a queima da palha da cana facilitava o processo de colheita. Mas nos últimos anos, com a mecanização já avançada, os incêndios nos canaviais só trazem prejuízo.

O gerente agrícola da Cofco, Fulvio Zara, cita que a usina precisa manter uma equipe treinada e caminhões devidamente equipados. Ele também lembra que o incêndio muitas vezes força a antecipação da colheita, sendo que a planta muitas vezes está longe do ponto ideal.

Nos últimos anos, as usinas de açúcar e álcool passaram a investir em tecnologias para combater os incêndios. Cerca de 95% dos focos registrados em canaviais são de origem desconhecida. Uma pequena parte, em torno de 5%, é causada por fatores naturais, como os raios.

De olho nessas ameaças, uma usina no município de Olimpia, que tem mais seis filiais na região, monitora toda a área por meio de 13 satélites, um deles da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.

As imagens são enviadas em tempo real para uma sala. Quando um foco de incêndio é identificado, equipes posicionadas estrategicamente em diversos locais são acionadas pra apagar o fogo. André Tebaldi, gerente de meio ambiente da Tereos, conta que antes o pessoal demorava 23 minutos para chegar ao fogo. Agora, isso leva 6 minutos.

De 12 mil hectares queimados na safra 2017/2018, o número caiu para menos de 6 mil na safra 2018/2019. Já a quantidade de incêndios foi de 500 para 400 de uma safra pra outra.

O volume de cana incendiada, consequentemente, diminuiu de um 1,3 milhão de toneladas para 800 mil toneladas de uma safra para outra.

No município de Potirendaba, um outro exemplo positivo. A usina instalada no município tem quatro unidades no Noroeste Paulista. Em junho do ano passado foram registradas 65 queimadas. No mesmo período desse ano, só 9.

Quinze satélites monitoram 220 mil hectares. As imagens são enviadas em tempo real a uma central em São José do Rio Preto. Ela funciona 24 horas por dia e tudo o que acontece em um raio de 16 mil quilômetros quadrados, o pessoal identifica na hora.

Quando aparece na tela a chama na cor vermelha é sinal de que o incêndio está acontecendo. Se for a cor verde, a situação já foi controlada. No campo a resposta vem rápida. De dentro dos caminhões, os motoristas direcionam o jato d’água para as chamas. E mesmo depois que o fogo já foi apagado, a área continua sendo montada por drones.

Fonte: TV TEM/G1





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