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19/03/2019 - Trigo

Trigo: como superar os desafios fitossanitários para atingir alta produtividade


O trigo é um típico cereal de inverno. Apesar de o plantio começar somente em maio, o produtor rural já pode se preparar para garantir boa safra e com alta produtividade. “A cultura do trigo adapta-se bem em climas mais amenos e com chuvas mais espaçadas, sendo um grande risco chuvas próximas da colheita, pois os grãos perdem qualidade e, consequentemente, preço de mercado.  Além disso, é uma cultura exigente nos tratos culturais, desde o controle de pragas e doenças até a nutrição. Sendo esses, fatores fundamentais para que o agricultor atinja altas médias de produtividade e qualidade dos grãos”, explica Samuel Guerreiro, diretor técnico da Brandt no Brasil.

O Paraná é o maior produtor de trigo do Brasil, com 63,2% da produção total, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 24,6%. Juntos, os dois estados respondem por 87,8% da safra, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somados à produção de 2,2% em Santa Catarina, a região Sul concentra 90% da produção do país. Os outros 10% estão concentrados em São Paulo e Minas Gerais com, respectivamente, 4,6% e 3,9% de participação. O restante está distribuído entre Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Bahia. “Apesar de poder representar uma boa renda aos produtores, temos observado redução na área plantada de trigo no Brasil desde 2014, por se tratar de uma cultura de alto risco, elevado investimento e competição com o trigo argentino”, enfatiza Samuel Guerreiro.

Entre os principais desafios fitossanitários que afetam o cultivo do trigo, ganham destaque as doenças foliares, como as manchas e a ferrugem, e as doenças na espiga, que podem reduzir a produtividade a quase zero. “O tratamento requer aplicações de fungicidas. Mas outros problemas requerem a atenção dos produtores, como lagartas, percevejos e pulgões, que também podem ocasionar perdas significativas, e assim como as doenças, exigem aplicações específicas para controle. A parte nutricional que muitas vezes é feita de forma simplista pelo produtor, além de ter uma relação direta com altas produtividades, também está relacionada à resistência natural das plantas contra os ataques de pragas e doenças, que, por sua vez, deve ser feita via solo e complementada via foliar”, informa o diretor técnico da Brandt.  

“Estudos recentes comprovam que a nutrição foliar está ligada mais à qualidade dos nutrientes e tecnologias envolvidas para garantir a absorção e translocação dos nutrientes do que propriamente à quantidade aplicada. Sendo assim, é possível observar melhores resultados com quantidades menores de nutrientes aplicados por área, desde que estejam prontos para serem absorvidos e, o mais importante, translocados”, finaliza Samuel Guerreiro.

Fonte: Agrolink




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