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06/07/2020 - Soja

TMG aposta no Cerrado para crescer em sementes


A Tropical Melhoramento & Genética (TMG), com sede no Paraná, mira no Cerrado para avançar no mercado de sementes de soja e algodão. A meta é aumentar de 9% para 12% sua fatia do segmento de soja, aproveitando o esperado crescimento de área. No algodão, a empresa almeja 45% a 50% do mercado - hoje detém 42%. A expectativa é fechar 2020 com faturamento de R$ 200 milhões, 15% acima do ano passado. Além do Brasil, a TMG atua no Paraguai e no Uruguai, onde espera aumentar vendas de sementes de soja em 10% e 1%, respectivamente, em 2020/2021. A empresa testa, ainda, linhagens de soja na África do Sul, Argentina e Colômbia. Nos EUA, os testes envolvem também o algodão. “No primeiro ano, testamos duas a três variedades, neste ano estamos testando mais de 100”, conta Francisco Soares Neto, diretor presidente da TMG.

Portfólio. Para a safra 2020/2021, a TMG tem no Brasil quatro novas variedades da pluma e espera demanda maior pelas três de soja lançadas nas duas últimas safras, com foco no Centro-Oeste e Matopiba. As vendas estão adiantadas. “Já comercializamos mais de 70% do volume de soja, ante 50% nesta época do ano passado”, conta Soares Neto. Produtores se anteciparam temendo redução da oferta de sementes devido ao clima seco no Sul e às chuvas na colheita no Centro-Oeste e animados com os preços em reais da soja para o ano que vem.

Ainda não. Apesar do assédio de gigantes do setor de sementes, a TMG seguirá sozinha por enquanto, assegura o diretor presidente. “Interesse (de compradores) sempre houve e há, mas não pensamos neste momento em negociar a empresa.”

Impulso. O Next A&M, fundo de investimento da consultoria de empresas Alvarez&Marsal, pretende aplicar até o fim do ano R$ 5 milhões em startups voltadas ao agronegócio, as agtechs. “Estamos finalizando a negociação com uma e devemos injetar recursos em outras cinco agtechs ainda em 2020”, diz Luis Camisasca, líder da área de Inovação da Alvarez&Marsal. Para 2021, a empresa deve lançar um fundo adicional de US$ 20 milhões para aplicar em startups em mercados emergentes. Em 18 meses de operação, o Next A&M fez aporte de R$ 3,5 milhões em quatro agtechs.

Mão dupla. Camisasca diz que na seleção das startups são consideradas as ferramentas digitais demandadas pelas empresas já atendidas pela consultoria. “Sabemos das necessidades e apresentamos a elas soluções mais adequadas.” Ele cita o caso do projeto de uma indústria sucroenergética que adota a tecnologia de uma plataforma de monitoramento de lavouras que recebeu recursos do fundo. Soluções ligadas a crédito rural estão no foco do fundo no curto e médio prazos.

Dinheiro aí. A fintech Culttivo chega ao mercado para oferecer crédito para produtores de café que tiverem seus estoques depositados em 16 armazéns credenciados e certificados pela B3 em São Paulo e Minas Gerais. A expectativa é conceder ao menos R$ 50 milhões até o fim de 2020. As taxas de juros variam de acordo com o tamanho do estoque. “Produtor pode solicitar o crédito de dentro da sua propriedade pela internet e ter o dinheiro em mãos em poucos dias”, afirma Gustavo Foz, CEO da fintech.

Surpresa. Apenas um ano após o Pão de Açúcar e o Extra começarem a vender hambúrguer vegetal no Brasil, o produto já é responsável por 30% de todas as vendas de hambúrgueres do grupo GPA no País. O faturamento com alimentos “plant based”, à base de plantas diversas que simulam a textura e o sabor de itens de origem animal, tem triplicado a cada mês, conta André Artin, gerente de Desenvolvimento Comercial das duas redes. “E abrasileiramos o segmento, oferecendo também linguiça e carne moída a partir de plant based”, conta.

Versão. Uma das apostas do GPA é a carne moída vegetal congelada, há apenas seis meses nas gôndolas. Até o fim do ano, o produto deve contribuir com 30% de todo o faturamento do segmento plant based, estima Artin. No segundo semestre, o portfólio do GPA vai sair de dez para 20 alimentos, com versões de carne suína e pescado. Fazenda Futuro, The New Butchers, JBS, Marfrig e BRF exploram o segmento hoje e o GPA avalia criar sua linha própria.

Olho eletrônico. A MSD Saúde Animal concluiu a aquisição da Quantified Ag, empresa norte-americana que atua em análise de dados em tempo real de bovinos para detectar doenças precocemente. Delair Bolis, presidente da companhia no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, não revela o valor da aquisição, mas espera atender com a ferramenta pelo menos 20% do rebanho brasileiro de leite e de corte, de cerca de 200 milhões de animais.

Prevenir é melhor. Bolis calcula que, entre 12 e 24 meses, a tecnologia da Quantified Ag estará disponível aqui. Ela monitora movimentos e temperatura dos animais e qualquer situação atípica é comunicada ao sistema. “Quanto mais cedo você detecta a doença, menor uso de medicamentos fará e maior será o bem-estar”, diz ele, que também não adianta qual será o custo da tecnologia para o criador.

Fonte: Broadcast Agro/O Estado de S.Paulo




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