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21/09/2020 - Tecnologia

TIM entra em soluções digitais para agricultores


A operadora TIM inicia uma nova etapa na estratégia para crescer no agronegócio. Depois de atingir 5,1 milhões de hectares no campo cobertos com banda larga 4G, começa a firmar parcerias com startups que tenham soluções para demandas dos produtores. Alexandre Dal Forno, diretor de Marketing Corporativo e IoT da TIM Brasil, conta que uma dessas empresas é a Agrosmart, de Campinas (SP), que hoje monitora a produção de 800 mil hectares no Brasil e tem entre clientes Nestlé e Cargill. Em 12 meses, Dal Forno quer ter no portfólio dez startups – a próxima será anunciada ainda neste ano. Com a nova frente de ação, a empresa vai levar a produtores o conceito já trabalhado com clientes urbanos: venda de serviços, não de produtos.

“Agricultores nem sempre querem comprar sensores, mas contratar a solução toda”, explica Guilherme Raucci, diretor de Novos Negócios da Agrosmart. Dal Forno, da TIM, acredita que a oferta das tecnologias deve estimular a demanda por conectividade. Além disso, nos 5,1 milhões de hectares de lavouras cobertos pela operadora, fruto de contratos com grandes grupos, estão 50 mil propriedades que poderiam se interessar pelos novos serviços.

Efeito pandemia
A quarentena reforçou o interesse por conectividade também no campo. Se até junho a prioridade era preservar caixa, depois disso as conversas para levar internet banda larga às lavouras foram retomadas. “As negociações se reaqueceram. Os projetos em discussão envolvem mais de 20 milhões de hectares”, conta Dal Forno.

Na vizinhança
A AgBiTech, de defensivos biológicos, se prepara para expandir a operação na América do Sul após ter obtido o seu primeiro registro de bioinseticida no Paraguai. A empresa atua no Brasil, nos Estados Unidos e na Austrália. “Além desses três países, vamos focar mercados nos quais a agricultura é emergente, mas que a tendência seja de crescimento”, diz Adriano Vilas Boas, CEO global.

Mais além
No Paraguai, a AgBiTech fechou parceria com o distribuidor local Glymax e pretende ampliar até o fim de 2021 o portfólio para seis produtos, todos para controle de lagartas-da-soja. No Brasil, a empresa atingiu 2 milhões de hectares tratados na safra 2019/20, ante 600 mil hectares no ciclo 2017/18, quando fez sua estreia comercial.

Dinheiro novo
A KPTL, gestora de venture capital do Brasil, estrutura seu primeiro fundo focado em empresas de tecnologia para o agronegócio. Nos próximos 24 meses pretende captar R$ 300 milhões destinados a até 16 empresas, conta Bruno Profeta, diretor de fundos. “A procura por investimentos mais rentáveis, o amadurecimento das agtechs (startups com soluções para a agropecuária) e das tecnologias nos estimulam a aumentar a atuação em agro”, afirma.

Auspicioso
Com o fundo, a gestora pretende comprar participação em empresas um pouco maiores do que startups. Entre os potenciais investidores estão bancos de investimento, family offices, empresas e investidores internacionais. Em 13 anos, a KPTL investiu R$ 49 milhões em 16 ativos – em oito deles segue atuante. Profeta diz que, no curto prazo, R$ 35 milhões em recursos serão alocados em quatro empresas, dos setores sucroalcooleiro, de grãos e de avicultura.

Bota a boca...
Entidades do agronegócio vão entregar nesta segunda-feira ao presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de São Paulo, Itamar Borges (MDB), pedido de mudança no projeto de lei 529/2020, sobre medidas de ajuste fiscal. É o que conta uma fonte do setor. O artigo 24 do Projeto de Lei autoriza o corte de benefícios fiscais na cobrança do ICMS e propõe equiparação em 18% de todas as alíquotas deste imposto abaixo disso – a média no Estado de São Paulo é de 12%.

...no trombone
O setor critica a falta de detalhes sobre quais incentivos seriam comprometidos e também deixa claro que pode haver “fechamento de unidades industriais e transferência para outros Estados”. O Projeto de Lei número 529/2020 foi proposto pelo governo João Doria em agosto.

Peixe e planta
Atento à onda dos alimentos feitos à base de plantas, o Pão de Açúcar começa a vender nesta semana a primeira carne de pescado “plant based” do mercado nacional. O New Fish, produzido pela startup brasileira The New Butchers, simula o sabor e a textura de uma posta de salmão e é feito com proteína de ervilha e extrato natural de páprica. Desde maio do ano passado, quando a rede varejista começou a oferecer hambúrguer de plantas, as vendas da categoria praticamente triplicaram mês a mês. 

Por: Clarice Couto e Letícia Pakulski
Fonte: Coluna do Broad Agro/O Estado de S.Paulo




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