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18/07/2018 - Mercado

Tendências para as commodities no próximo trimestre


Um relatório especial divulgado pela INTL FCStone na terça-feira (17.07), denominado “Perspectivas para Commodities”, indica que o mercado de commodities agrícolas deve sofrer com incertezas e ser marcado por situações complexas a curto prazo ao longo do terceiro trimestre desse ano. De acordo com Vitor Andrioli, analista de mercado da INTL FCStone, a situação é motivada por fatores como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a incerteza sobre as eleições presidenciais, a greve dos caminhoneiros e a probabilidade de quatro altas nas taxas de juros sinalizada pela Federal Reserve.  

“Essa conjuntura deve impactar os mercados de commodities de maneira significativa, orientando as expectativas para o crescimento econômico mundial e doBrasil, rebalanceando o market share americano no mercado chinês e conduzindo a trajetória do câmbio”, avalia. 

Segundo o relatório, os grãos devem ser os mais afetados pelos fretes e também pelo desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que definirão a situação da soja e milho no mercado mundial. Ana Luiza Lodi, analista de mercado do grupo, destaca que a tendência é de que haja uma queda das exportações norte-americanas de soja, fazendo com que o país diminua os preços para atrair mais compradores, com exceção da China, que buscará adquirir o máximo da oleaginosa da América Latina. 

“Por mais que a China esteja comprando muito pouca soja dos EUA há alguns meses, as importações chinesas anuais chegam perto de 100 milhões de toneladas, mesmo com as estimativas de queda. Outros produtores, principalmente o Brasil, não são capazes de fornecer toda essa soja sem contar com o grão norte-americano”, explica. 

A previsão da INTL FCStone para o trigo é de que a colheita nos EUA e Mar Negro aliada a ampliação de área no Mercosul mantenham a pressão sobre os preços, com a possibilidade de expansão em 7% da área plantada na Argentina em relação ao ciclo anterior fazendo com que o market share do país seja aumentado. Já em relação ao algodão, a perspectiva é de que o Brasil deve ter uma safra cheia, assumindo a terceira colocação entre os maiores exportadores de algodão na temporada 2017/18. 

Para o mercado sucroenergético, a previsão da consultoria é de que pressão sobre as cotações da commodity devem ser mantidas, impulsionadas principalmente pelo excedente global de açúcar nos ciclos 2017/18 e 2018/19. Além disso, as possibilidades de uma safra recorde na índia devem obrigar o país a exportar grandes volumes do adoçante no próximo ciclo.  

Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink




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