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23/01/2020 - Algodão

Tecnologias trazem opções para produtor de algodão potencializar produtividade


Para completar a utilização de água em determinadas regiões, adotar um sistema de irrigação por meio de pivô central é algo comum entre agricultores. Na cultura do algodão, por exemplo, esse método funciona de forma bastante positiva e, com condições favoráveis, gera mais produtividade e proporciona mais qualidade à fibra. A tecnologia é um dos destaques apresentados pela Copasul (Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense) em parceria com a Valley, especialista em irrigação de precisão, durante o Showtec 2020, que segue até amanhã, 24 de janeiro, em Maracaju/MS.

Os visitantes poderão conhecer de perto o funcionamento de um pivô. O projeto da Copasul em parceria com a Valley oferece soluções em sistema de irrigação, desde o desenvolvimento do projeto, acompanhamento dos trâmites junto aos processos ambientais, montagem e assistência técnica.

O consultor técnico-agronômico da Copasul e produtor rural, Antônio Flores, também conhecido como Tuca, explica que serão mostradas as alternativas para que os cotonicultores possam optar pela cultura de forma mais segura. "Estamos no sul do Estado buscando aumentar o potencial produtivo do algodão, cuja produção é mais fortalecida em cidades localizadas ao norte de MS, como Chapadão do Sul", afirma.

Além da tecnologia de ponta, a Cooperativa faz parte de um grupo de trabalho, formado por entidades como a Ampasul, UFGD, Embrapa, Fundação MS e IFMS, que foi criado para estudar estratégias para garantir uma produtividade mais robusta na região. A ideia, segundo Tuca, veio do professor e pesquisador entomologista Paulo Degrande, que sempre foi apaixonado pelo algodão.

Com isso, algumas áreas de pesquisa com variedades foram criadas em municípios como Maracaju, Naviraí e Anaurilândia e um dos fatores observados foi o de que talvez seria mais viável o plantio do algodão safrinha, seguido da soja. Mas para que os agricultores tenham essa condição, é preciso de área irrigada e, por isso, a importância de escolher ferramentas tecnológicas que propiciem esse benefício. "Pelo o que acompanhamos durante o ano passado, esse seria o modelo mais adequado para o sul do Estado, pois temos problemas com a falta de chuva na colheita, o que resulta na perda de qualidade e produtividade", diz Tuca.

A Copasul traz, ainda, o projeto Construindo Solos, do Departamento Agronômico da cooperativa, que acontece em conjunto a consultoria da DK, empresa especializada na análise de solos. Por décadas, o manejo de solo foi muito focado na camada de 20 centímetros de profundidade, mas a raiz da soja pode atingir até 3 metros. Assim, o projeto traz uma nova visão, com uma análise que foca na parte química e compactação feita por meio da utilização de um software que mede estes índices, buscando mudar patamares de produtividade, com sustentabilidade.

Fonte: EnfoqueMS




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