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07/10/2019 - Tecnologia

Tecnologia nas lavouras: Brasil ainda sofre com problemas de conexão e bases de dados


O Notícias Agrícolas conversou com exclusividade com Sam Eathington, diretor de ciências da Bayer Mundial durante o Future of Farming Dialogue, em Monheim, na Alemanha. O especialista falou sobre como o avanço da tecnologia tem ajudado de forma significativa o agronegócio ao redor do mundo.

Sam explicou que atualmente os mesmos testes que são feitos nos Estados Unidos também são realizados no Brasil. “Nós temos testados nos últimos anos dando aos produtores diferentes sementes para plantação e temos diferentes resultados”, afirma.

Apesar do Brasil ter potencial reconhecido em todo o mundo no agronegócio, ele afirma que o país ainda sofre com problemas com a conexão de internet, que impedem que os dados sejam inseridos nas bases de informações em tempo real. “Nós não temos torres tão fortes para a comunicação, então nós construímos sistemas que armazenam as informações nos drives, nos iPads. Então nós temos uma pequena lacuna no tempo real”, afirma.

Um dos focos da Bayer para agricultura mundial é fazer com que as bases de informações sejam cada vez mais completas, para que assim, os produtores tenham informações precisas sobre a real situação na lavoura e consigam identificar os problemas de maneira imediata. “Nós usamos base científica, usamos máquinas, trabalhamos em laboratórios aprendendo sobre algoritmos profundamente até descobrir a resposta do que está acontecendo”, afirma.

Ele explica ainda que outro desafio enfrentado no país são as informações de solo que também ainda não são tão precisas como na América do Norte. Segundo ele, atualmente são feitos vários testes de solos em laboratórios, mas afirma que os resultados poderiam ser melhores. “Já nos Estados Unidos ou na Europa existe um complexo sistema de radares que nós não temos na América do Sul, então é um pouco mais difícil de manter a alta qualidade”, afirma.

Para ele, para que as informações nas bases de dados do Brasil sejam eficientes, é necessário que empresas trabalhem com o foco de construir um relacionamento de troca entre os produtores e que também atraia agricultores de todas as partes do país.

Visando melhorar as bases de informações e investindo em tecnologia, a Bayer também trabalha com apoio de startups. De acordo com o especialista, existe uma plataforma onde as empresas podem inserir informações. Normalmente as startups são relacionadas ao clima, além de controles de plantas que são exclusividade do Brasil. “O nosso trabalho é manter as informações fluindo e conectadas”, afirma.

No Brasil, a empresa se dedica também em colher o máximo de dados que tragam ao produtor informações sobre os resíduos nas colheitas. “Isso é importante para alimentar sua fertilidade e seus modelos de doenças, por isso estamos tentando descobrir maneiras de como realmente medimos o resíduo da colheita que existe depois de cada estação do ano”, explica.

veja entrevista:http://tempuri.org/tempuri.html

Por: Daniel Olivi e Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas




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