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22/10/2019 - Tecnologia

Tecnologia de aplicação: a utilização de produtos na lavoura pode ser mais eficiente


Além de seguirmos as Boas Práticas Agronômicas, sempre podemos melhorar nosso manejo e reduzir custos tomando alguns cuidados na hora de aplicar produtos na lavoura. A esses cuidados e práticas chamamos de tecnologia de aplicação, que é caracterizada pela colocação correta dos agroquímicos e fertilizantes no alvo, com o mínimo de contaminação de outras áreas e de maneira econômica e controlada. 

A técnica pode ser definida, ainda, como a interação entre diversos fatores, como cultura, praga, doença, planta invasora, produto, equipamento e ambiente.

Com a expansão do uso da Agricultura de Precisão, temos também que nos preocupar com as informações que podemos coletar em nossas propriedades. Nós temos de usar a tecnologia a nosso favor, sabendo a dose correta a ser aplicada e a forma mais adequada e econômica de fazer isso, a fim de termos a melhor resposta nas nossas plantas.

Segundo a Embrapa, os principais erros na aplicação se dão por:
  • Uso do produto inadequado;
  • Equipamento desregulado;
  • Dose incorreta (sub e superdosagens);
  • Momento ou estádio de aplicação incorreto;
  • Aplicação com condições climáticas inadequadas;
  • Água de má qualidade (excesso de partículas em suspensão, pH incompatível com produtos, entre outros)  usada para mistura do defensivo agrícola ou fertilizante líquido no tanque);
  • Paradas com equipamento ligado;
  • Escorrimento e gotejamento;
  • Sobreposição de aplicação.
Dentre esses problemas, a deriva, que está relacionada às condições climáticas no momento da aplicação é um dos maiores desafios que podemos enfrentar. Isso porque, além de contaminarmos outras áreas com o produto que estamos aplicando, ela aumenta os custos de produção.

Isso se dá porque grande quantidade de produto que era para chegar até a planta acaba sendo levada pelo vento. Com isso, o efeito esperado, seja ele de adubação ou controle de pragas, não é eficiente. E quando não temos boa eficiência no manejo, perdemos dinheiro.

Alguns cuidados que precisamos tomar para que a deriva seja minimizada é:
  • Não fazer aplicações com ventos fortes (faixa ótima é de 3 km/h a 6,5 km/h); 
  • Observar a temperatura, inferior a 30 °C;
  • Aplicar com a umidade relativa do ar superior a 60%;
  • Regular a velocidade do pulverizador e a altura da barra de pulverização;
  • Utilizar adjuvantes que reduzem a deriva do produto.
Além disso, precisamos sempre fazer as manutenções periódicas em nossas máquinas e implementos, além de tomar alguns cuidados antes da aplicação, como:
  • Limpeza dos bicos de pulverização;
  • Troca de bicos, que estejam danificados;
  • Regulagem do pulverizador, sempre seguindo as recomendações de tamanho de gota, pressão, vazão e velocidade de aplicação necessárias para cada produto.
Se seguirmos essas práticas, que devem ser corriqueiras em nosso manejo, podemos ter uma pulverização mais eficiente, e, consequentemente, mais rentável.

Por Francisco Henrique/Blog Chico do Boas
Fonte: Canal Rural




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