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16/12/2019 - Algodão

Tecnologia contra as doenças do algodão


No momento em que se inicia a preparação para o plantio do algodão, ou mesmo no caso do que já está sendo plantado, é fundamental manter o manejo preventivo e de combate às doenças. Quanto mais saudável a lavoura, maior é a produtividade e a segurança de que a fibra terá alto padrão de qualidade. Entre os principais desafios nessa fase da atividade estão duas doenças fúngicas. 

A mancha da ramulária, causada pelo fungo Ramularia Areola, é a que mais preocupa os agricultores, ainda mais no Cerrado, região com alta umidade, condição favorável ao desenvolvimento do patógeno. Por provocar a desfolha do algodoeiro, a doença prejudica a capacidade de fotossíntese da planta e ainda leva à abertura precoce do capulho. “Essa é principal doença do algodão, e até por isso o produtor já está familiarizado, aprendeu a lidar com ela”, diz Gabriel Zeni, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF.

Segundo Gabriel, outra doença que vem se destacando é a mancha alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola e que também ataca as folhas. Ela se desenvolveu em maior escala na soja, mas o fungo também se adaptou ao algodão. “Essa é a doença que mais vem crescendo no algodão. Deixou de ser algo específico de uma cultura para se tornar um problema de sistema de cultivo”, comenta o gerente. 

O avanço da mancha alvo exige ainda mais cuidado do produtor com o manejo na transição das culturas, em especial a limpeza das áreas. Após a colheita da soja, o fungo pode permanecer nos resíduos orgânicos daquela lavoura. Quando o algodão é colhido, também é essencial fazer a destruição das soqueiras. “Por isso os produtores já pensam no controle como um todo, inclusive plantando variedades de soja que não sejam tão sensíveis à doença, e assim consigam manejá-la dentro do sistema.”

A BASF tem em seu portfólio de soluções tecnológicas opções para que o cotonicultor controle essas doenças de forma eficiente e com ótima relação custo/benefício. O Orkestra® SC é uma delas. O fungicida apresenta alta seletividade, não causa injúrias às folhas e tem alta eficácia também pelo duplo mecanismo de ação, composto por dois grupos químicos (Estrobilurina e Caroboxamida). Para reduzir a possibilidade de resistência, o produtor também pode incluir fungicidas multissítios na estratégia de manejo, pois assim bloqueia várias fases do desenvolvimento do fungo e aumenta a eficiência de combate e prevenção. 

O cotonicultor também deve redobrar os cuidados com a mela do algodoeiro, doença causada pelo fungo Rhizoctonia solani Kuhn e que se desenvolve melhor com temperaturas e índices pluviométricos mais elevados. “Houve uma restrição de chuvas enquanto a soja está no campo, e pode ser que o volume aumente exatamente na fase de colheita da soja e plantio do algodão”, comenta Gabriel. O gerente da BASF acrescenta que a melhor prevenção contra a mela é o tratamento de sementes, uma vez que a doença ataca mais na etapa de emergência da planta. O Standak® Top, solução da BASF para esse manejo, contém inseticida e fungicida e ainda protege o potencial genético das sementes. 

Para completar essa lista de grandes preocupações com doenças do algodoeiro, Gabriel destaca a virose atípica, causada pelo Cotton leafroll dwaf virus (CLRDV) e transmitida pelo pulgão (Aphis gossypii). Nesse caso, a proteção vem com o inseticida Fastac® Duo, que age em todas as fases de desenvolvimento dos insetos, com ação sistêmica e de contato. Com a preocupação de evitar a resistência das pragas, a BASF indica o manejo integrado e de forma rotacionada com outros inseticidas que tenham diferentes mecanismos de ação. 

Fonte: Agrolink




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