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26/07/2019 - Tecnologia

Startups têm revolucionado o mercado de agronegócio no Brasil


Segundo levantamento realizado pela SP Ventures, fundo de venture capital especializado em agro, em parceria com Centro Universitário FEI e com as startups Agtech Garage, Usina, Esalqtec e Agrihub, existem cerca de 338 Agtechs mapeadas no Brasil. 

De olho em vários nichos promissores do setor, elas oferecem soluções para a gestão de propriedades, da lavoura ou dos animais, bem como biotecnologia e bioenergia. Enquanto alguns projetos se transformam em aplicativos virtuais, outros viram produtos físicos de lojas agropecuárias, mas independentemente do seu formato final, todas têm um objetivo em comum: minimizar os impactos ambientais (sem comprometer a produtividade) e auxiliar os produtores na tomada de decisão.

Mesmo que a passos largos, a melhoria da infraestrutura do Brasil, como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital tem sido fundamental para o desenvolvimento do ecossistema agtech do país. 

Intergado
Idealizada para fazer parte da transformação do agronegócio brasileiro por meio de tecnologias de precisão que auxiliam os pecuaristas na tomada de decisão, a startup tem soluções que permitem aos criadores de gado monitorar em tempo real o quanto o animal está comendo, bebendo água e se pesando por dia, além de diagnosticar precocemente possíveis doenças e promover o melhoramento genético dos animais para eficiência alimentar. 

Agrize
O arroz é um daqueles alimentos que não podem faltar na mesa do brasileiro. Mas, essa familiaridade com o grão vai muito além do consumo, ela também faz do país o maior produtor fora da Ásia com um cultivo que se estende por 1,96 milhões de hectares. Com isso, diversas ações buscam melhorar ainda mais os resultados da rizicultura no país.

Exemplo disso é a solução apresentada pela Agrize, startup catarinense que, atualmente, passa por aceleração na Spin. Criada em 2015, ela nasceu com o objetivo de facilitar a vida do agricultor através da tecnologia. "O que fizemos foi questionar se houvesse um método mais seguro e eficiente de proteger as lavouras?", explica Igor Luduwichack da Silva, CEO da Agrize e engenheiro de produção. Dessa forma, surgiu o método inovador de pulverização agrícola, substituindo o trator por um drone. A solução garante agilidade e segurança, pois a aplicação dos defensivos agrícolas ocorre de forma remota, não deixando o operador exposto aos venenos. E não são só os rizicultores que ganham com a medida. Os consumidores têm menos chance de ingerir arroz com agrotóxico.

Agrosmart
Plataforma de agricultura digital líder na América Latina, entrega inteligência agronômica para diferentes partes da cadeia produtiva, por meio de informações e recomendações que otimizam os resultados, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e resiliente ao clima. O sistema dispensa a necessidade de cobertura de internet ou celular no campo para envio de dados ao produtor, todas as informações são coletadas e integradas em uma só plataforma, simplificando o acesso à informação e gestão da fazenda ou cadeia de produção. 

Manta de revegetação
A inovadora técnica agrícola, composta por uma Máquina CNC, produz uma Manta de Revegetação com aplicação na agricultura de precisão, recuperação de áreas degradadas e paisagismo. Com um equipamento preciso de alta produção que deposita e ancora sementes peletizadas em mantas geotêxteis secas, autossuficientes e biodegradáveis, a startup acelerada pelo InovAtiva Brasil 2016.1, ajuda a recuperar solos pobres, reduzir custo com insumos e melhorar a precisão na nutrição de cada semente e as variações climáticas. Além disso, a tecnologia proporciona uma alta eficiência em toda cadeia produtiva, principalmente na redução dos custos de produção, na distribuição equilibrada dos nutrientes, na velocidade do cultivo e na proteção da cultura contra os intemperes.

AS 31
A startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2016.1 tem como missão promover a saúde e o bem estar da população por meio do desenvolvimento de sensores colorimétricos denominados QualiSticker. Esses sensores inteligentes monitoram de maneira paralela a qualidade dos produtos e a eficiência da cadeia do frio da indústrias alimentícias do setor cárneo durante o transporte e estocagem. Com isso, auxiliamos a manter a qualidade do produto, reduzindo assim o alto índice de perdas e desperdícios.

Por Camila Cechinel 
Fonte: Grupo Cultivar




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