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14/03/2019 - Soja

Sojicultor do Piauí está conseguindo colher 70 sacas por hectare na média


No sudoeste do Piauí a falta de chuvas não foi o principal problema para a safra de soja, tanto que lá tem produtor colhendo quase 70 sacas por hectare. Mas, a dor de cabeça que, tanto a lagarta do cartucho, quanto a situação precária das estradas estão trazendo, podem limitar os ganhos dos produtores.

Para quem planta soja em Bom Jesus (PI) uma das principais rotas para escoar a colheita é a Transcerrado, mas é muito comum nesta época do ano ela estar intransitável ou cheia de lama, dificultando o frete.

Se há falta estrutura do lado de fora, o produtor tenta compensar da porteira pra dentro. A moega está ali justamente para garantir que o grão saia da fazenda nos padrões de exportação: com umidade menor que 14% e até 1% de impurezas. Quando a logística de transporte está complicada, o grão fica armazenado até ser possível enviar para as empresas compradoras.

“Dentro do secador demora mais ou menos umas 3 horas para baixar a umidade do grão. Preciso descarregar com ele frio, para manter a qualidade e o padrão do grão. Assim não desqualifica, queima ou estraga”, afirma o produtor Ezequiel Antunes Pereira.

A impureza que sobra desse processo de secagem é aproveitada na ração do gado, boa alternativa para a falta de milho safrinha, já que no estado, as chuvas se concentram entre outubro e maio e por isso semear milho é considerado um risco.

Área cresce, mas produção quebra
Na fazenda de Pereira a área plantada com soja cresceu 3,5 mil hectares, com o arrendamento de uma área vizinha, totalizando 17 mil hectares. Esse crescimento também é uma tendência no Piauí. Houve um aumento de 6,7%, em um total de 758 mil hectares plantados.

Ainda assim a produção do estado deve diminuir 9,5%, se comparado ao ano anterior. Agora a produção será de 2,2 milhões de toneladas, contra 2,5 milhões do ano passado, segundo a Conab.

Produtor não sente impacto do clima
Outro produtor de soja da região, Leivandro Fritzen, falou também da falta de chuvas em meados de dezembro, mas destacou que o impacto foi pequeno. Dos 20% que colheu até o momento, ele conseguiu uma média de 68 sacas por hectare (acima das 50 sacas de média do estado).

“Em janeiro, quando voltou a chuva, ainda foi irregular. Mas tudo acabou dando certo e a safra veio cheia. Tivemos alguma perda. mas o mínimo”, diz Fritzen.

Pragas atrapalham
Se o veranico não trouxe tantos prejuízos, uma praga tem elevados os custos: a spodoptera frugiperda, ou como é popularmente conhecida, a lagarta do cartucho.

“A gente teve que entrar com aplicação extra de fungicidas, aumentando o custo. Além disso, algumas áreas devemos ter um prejuízo de produtividade”, afirma o engenheiro agrônomo, Leandro Balz.

Por Carolina Lorencetti
Fonte: Cana Rural - http://tempuri.org/tempuri.html




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