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13/09/2019 - Soja

Soja sobe quase 30 pontos em Chicago com melhora nas relações China x EUA e USDA


A combinação das notícias ontem (12/9) foi bastante positiva para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, que terminaram o dia com altas de quase 30 pontos nos principais contratos. Os ganhos variaram entre 27,25 e 29 pontos, levando o novembro US$ 8,95 e o março, referência para a safra nova do Brasil, a US$ 9,21 por bushel. 

GUERRA COMERCIAL
De um lado, vieram as notícias de melhoras no clima entre China e Estados Unidos quando o assunto é guerra comercial. Segundo informações de agências internacionais, o governo de Donald Trump estaria estudando a possibilidade de um acordo "interino" com a China onde não só haveria o adiamento de algumas tarifas, mas também a retira  de parte delas. 

Isso aconteceria em troca de um comprometimento dos chineses em relação à propriedade intelectual e compras de produtos agrícolas. "Esperamos que com isso a China compre grandes volumes de nossos produtos agrícolas", disse Trump pelo Twitter nesta quinta. 

Na  quarta-feira (11/9), Trump já havia confirmado um adiamento em duas semanas da imposição do aumento de 5% nas tarifas sobre produtos e bens da China. O movimento vem na sequência de uma ação da nação asiática de isentar 16 produtos norte-americanos de tarifas retaliatórias, sinalizando, segundo especialistas, sua vontade em consolidar um acordo com os Estados Unidos. 

Ontem (12/9), notícias surgiram ainda no mercado de que os chineses já estariam realizando algumas compras nos EUA entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas para embarques entre novembro e dezembro pelos porto do Pacífico, de acordo com informações apuradas pela ARC Mercosul. 

De acordo com a consultoria, o "pacote total" seria de algo entre 4 e 5 milhões de toneladas, segundo fontes ouvidas pela ARC, e irá depender de como as negociações acontecerem em outubro, quando se encontram presencialmente as delegações dos dois países em Washignton. 

RELATÓRIO DO USDA
Complementando o dia positivo, veio ainda o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trazendo uma redução nos números da safra norte-americana 2019/20. 

A produção de soja veio estimada em 98,87 milhões de toneladas, contra 100,15 milhões de toneladas do reporte de agosto. A produtividade caiu de 54,35 para 53,68 sacas por hectare. As médias esperadas pelo mercado, dentro de suas expectativas, eram de 97,87 milhões de toneladas e 52,9 sacas por hectare. 

O USDA, neste boletim, não mexeu nas áreas plantada e colhida da oleaginosa. 

Assim, os estoques finais da safra nova também foram corrigidos para baixo, passando de 20,55 para 17,42 milhões de toneladas. O mercado esperava algo entre 15,38 e 21,69 milhões, com média de 17,99 milhões. 

A produção mundial de soja na temporada 2019/20 também foi reduzida e passou a 341,39 milhões de toneladas, contra 341,83 milhões do reporte de agosto. Os estoques finais foram revisados de 101,74 para 99,19 milhões de toneladas. 

Entre os números da safra velha algumas mudanças também foram feitas e beneficiaram as cotações. A produção e os estoques mundiais foram corrigidos para baixo, enquanto os estoques finais norte-americanos também vieram menores. 

Ainda assim, como explicou o diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, fosse apenas pelo relatório o mercado não teria força para subir como subiu. Os números, afinal, vieram dentro das expectativas do mercado e do lado mais alto delas.

MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, embora não tenham sido generalizadas, as altas foram importantes para as cotações tanto no interior, quanto nos portos do país. Os ganhos nos terminais de exportação foram de mais de 1% e nas praças de comercialização do interior, chegaram a passar de 2% em algumas regiões. 

Em Paranaguá, preços entre R$ 86,00 e R$ 86,50 por saca, com altas de 1,17% a 1,18%, e em Rio Grande, cotações mostrando intervalo entre R$ 86,70 e R$ 87,50, subindo de 1,4% a 1,74%. 

No Brasil, os negócios que são fechados e efetivados, ainda como explica Cogo, refletem ainda a combinação de um dólar que segue acima dos R$ 4,00, as altas em Chicago e mais os prêmios para a safra velha, que conseguem se manter acima dos 100 pontos, apesar dos recuos recentes. 

Já para a safra nova, a comercialização ainda se mostra bastante lenta, com os prêmios ainda valendo somente algo perto de 25 pontos, ainda com espaço para registrarem posições melhores mais adiante. 

Por: Carla Mendes 
Fonte: Notícias Agrícolas




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