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17/12/2019 - Soja

Soja: sobe para 10 os casos confirmados de ferrugem asiática no país


O Brasil já contabiliza 10 casos confirmados de ferrugem asiática na soja, confirmados pelo Consórcio antiferrugem. O Paraná segue como o estado que mais casos da doença registrou até o momento, com 7 ocorrências. Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina, completam a lista.

No Paraná, 14 municípios já informaram ter encontrado esporos da doença nas lavouras, através de um coletor criado pela Emater. No site da entidade, voltado para estes alertas (Alerta Ferrugem) é possível notar isso.

Claro, que ter esporos não significa ter a doença nas plantas. Mas o Consórcio Antiferrugem, já detectou a doença em Arapoti, Castro, Jacarezinho, Palmeira, Pitanga, Tibagi e Ubiratã.

Em São Paulo o foco da doença foi encontrado em Itaberá. Em Santa Catarina a doença apareceu em São Domingos. Por fim, no Rio Grande do Sul o município afetado é Porto Vera Cruz.

Embrapa alerta para monitoramento
Com o atraso das chuvas na maioria das regiões produtoras, a semeadura da soja na safra de soja 2019/2020 também está atrasada. Um dos desafios para a soja são as doenças como a ferrugem-asiática da soja.

A pesquisadora Cláudia Godoy explica que, durante a safra, os registros de ocorrência da doença no Brasil podem ser consultados no site do Consórcio Antiferrugem e nos aplicativos. Além do site do Consórcio, o Paraná possui um projeto da Emater que monitora esporos da ferrugem asiática com coletores.

A recomendação principal é que o produtor intensifique o monitoramento nas primeiras áreas semeadas ou utilize os canteiros de teste de germinação para monitorar a chegada da ferrugem asiática e evite atrasos nas pulverizações.
  • Os sintomas da doença se iniciam pelo terço inferior da planta e aparecem como minúsculas pontuações (no máximo 1 mm de diâmetro) mais escuras que o tecido sadio da folha, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada.
  • A confirmação é feita pela constatação, no verso da folha (face abaxial), de saliências semelhantes a pequenas feridas ou bolhas, que correspondem às estruturas de reprodução do fungo (urédias) (Figura 1). Essa observação é facilitada com a utilização de lupas de 60 aumentos que podem ser acopladas a câmera do celular.
“A eficiência dos fungicidas sítio-específicos vem sendo reduzida a cada safra em razão da menor sensibilidade do fungo. Fungicidas multissítios devem ser associados para aumentar a eficiência de controle e o espectro de ação”, diz Cláudia.

Por Daniel Popov
Fonte: Canal Rural




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