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11/05/2020 - Soja

Soja: saiba o que pode mexer com o preço da saca na semana


A pandemia do novo coronavírus permanece como pano de fundo para os mercados mundiais de commodities. No mercado de soja, os players avaliam a evolução do plantio nos Estados Unidos, a demanda chinesa pelo grão norte-americano e o clima para o desenvolvimento da nova safra.

Completando o quadro, também deve merecer atenção do mercado a divulgação do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã, 12/5.

Veja a seguir o que mais pode interferir no valor da saca na semana, na análise de Luiz Fernando Roque, da consultoria Safras & Mercado:
  • O mercado ganhou volatilidade nesta última semana diante do aumento das tensões entre EUA e China. De acordo com a consultoria, Trump considera que o governo chinês teve um papel importante na disseminação do vírus ao redor do mundo ao esconder dados iniciais da epidemia no país. O presidente norte-americano voltou a ameaçar a China com novas tarifas, o que poderia levar ao não cumprimento do acordo selado em janeiro deste ano;
  • Apesar disso, uma conversa recente entre representantes do alto escalão dos governos tratou de diminuir as tensões, por enquanto. Os mercados ficarão muito atentos a novidades relacionadas ao tema;
  • Os trabalhos de plantio da nova safra norte-americana evoluem em ritmo acelerado no cinturão produtor dos EUA. O clima tem favorecido o avanço das máquinas, segundo Safras, o que resulta em um ritmo bem acima da média normal para a época. Essa boa evolução é um fator que limita os ganhos em Chicago, visto que a área plantada nos EUA poderá ser maior do que a estimada inicialmente;
  • Os players também acompanham de perto sinais de demanda chinesa pela soja norte-americana, aguardando por compras volumosas. A diminuição das tensões entre EUA e China é fundamental nesse ponto. Sem grandes compras, Chicago tem fôlego limitado;
  • O relatório do USDA trará os primeiros números para a nova temporada norte-americana. As primeiras estimativas indicarão naturalmente a recuperação da produção frente às perdas registradas em 2019. O grande ponto, mais uma vez, volta a ser os números de exportação e estoques finais, que irão refletir o aumento (ou não) de compras chinesas de soja norte-americana em 2020 e 2021.

Fonte: Canal Rural




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