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26/04/2018 - Soja

Soja: produtor deve vender agora, diz analista


Confira as principais notícias sobre mercado agropecuário, câmbio e previsão do tempo para começar o dia bem informado.

O mercado brasileiro de soja registrou preços mais altos nesta quarta-feira. A valorização da oleaginosa na Bolsa de Chicago e a subida do dólar deram sustentação ao mercado. Com isso, houve melhora nos negócios. Os produtores aproveitaram para vender mais, embora boa parte dos sojicultores fique relutante com o comportamento do câmbio.

Para o analista de mercado Vladimir Brandalizze, essa é uma boa semana para o produtor brasileiro aumentar a média de lucros. Segundo ele, os EUA enfrentam problemas com a colheita do trigo, o que vai atrasar o plantio de soja e milho. Com a possibilidade de geadas para o próximo dia, esse plantio só deve começar em meados de maio.

“Vivemos uma boa semana para o produtor de soja, pois temos uma cotação forte tanto para a safra atual como para a safra nova. O produtor tem que começar a fazer o fechamento da safra nova e, aquele que ainda tem um volume maior da safra velha, também fazer alguns fechamentos, porque quando o plantio se normalizar nos Estados Unidos, passaremos por um período de calmaria e queda nos preços”, apontou.

Chicago
Os contratos futuros fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O mercado se recuperou tecnicamente das recentes perdas, com fundos e especuladores cobrindo posições vendidas.

A questão envolvendo a tensão comercial entre Estados Unidos e China segue no foco das atenções. A garantia dada ontem pelo presidente Donald Trump de que buscará um acordo com o governo chinês ajudou na recuperação do mercado.

Mas a demanda do país asiático pela oleaginosa americana dá sinais de desaquecimento. Desde 10 de abril, não há novos anúncios de operações por parte dos exportadores privados dos Estados Unidos. Os dados mais recentes sobre nas importações chinesas marcam um decréscimo nas aquisições de soja americana e aumento das compras no Brasil.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Maio/2018: 10,27 (+5,25 cents)  
Julho/2018: 10,39 (+5,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Passo Fundo (RS): 81,00
Cascavel (PR): 79,50
Rondonópolis (MT): 76,00
Dourados (MS): 75,00

Porto de Paranaguá (PR): 86,50
Porto de Rio Grande (RS): 87,00
Porto de Santos (SP): 87,00
Porto de São Francisco do Sul (SC): 86,00
Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo
A cotação da arroba do boi gordo continuou pressionada ao longo desta quarta-feira. Na praça paulista a referência ficou estável em R$140 a arroba, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), mas ofertas de compra abaixo da referência acontecem. 

Segundo a Radar Investimentos, o alongamento das escalas, associado à perda da qualidade das pastagens, são os principais fatores para esta redução dos preços de balcão frente às semanas anteriores. 

A projeção para curto prazo é de que a melhora da disponibilidade de bovinos preencha com tranquilidade as escalas de abate, sinalizando um mercado com pouca firmeza.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista
Araçatuba (SP): 140,00
Belo Horizonte (MG): 133,00
Goiânia (GO): 128,00
Dourados (MS): 132,00
Mato Grosso: 127,00 - 131,00
Marabá (PA): 126,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)
Paraná (noroeste): 140,00
Tocantins (norte): 123,00
Fonte: Scot Consultoria e XP Investimentos

Milho
A situação do mercado disponível de milho sofreu algumas alterações ao longo do dia, com cotações mais firmes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os agentes optaram por atuar de maneira mais discreta, avaliando o quadro de intensa desvalorização cambial, que pode motivar mudanças mais consistentes no mercado. Além disso, há também a repercussão por parte dos consumidores sobre o detalhamento do leilão de venda que será realizado pela Conab no próximo dia 27.
 
Chicago
O milho em Chicago fechou com preços mais altos. O mercado buscou suporte em um movimento de compras por parte de fundos, ainda que as condições climáticas estejam favoráveis ao avanço do plantio da safra norte-americana de milho. Há preocupação de clima desfavorável ao longo do desenvolvimento, o que pode prejudicar a colheita. 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Maio/2018: 3,86 (+5,25 cents) 
Julho/2018: 3,95 (+5,75 cents) 
 
Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Rio Grande do Sul: 42,00
Paraná: 38,00
Campinas (SP): 39,00
Mato Grosso: 24,00
Porto de Santos (SP): 38,50
Porto de Paranaguá (PR): 38,00
São Francisco do Sul (SC): 38,00
Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café
O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços pouco alterados. A forte baixa do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York foi compensada pela valorização do dólar, o que levou à estabilidade nas cotações no país. Assim, o mercado consolidou o valor maior atingido no dia anterior, quando a bolsa subiu. 

Entretanto, o ritmo foi moroso nos negócios, com vendedores e compradores retraídos.
 
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quarta-feira com preços mais baixos. Após três sessões consecutivas de ganhos, a bolsa recuou diante de uma correção técnica e pressionada pela alta do dólar e colheita de uma safra recorde no Brasil este ano.
 
Na sessão da terça-feira, NY fechou acima da importante linha de US$ 1,20 a libra-peso, com cobertura de posições vendidas. Mas, nesta quarta-feira mostrou que os fundamentos seguem pesando sobre as cotações, que continuam com dificuldades de se manter acima deste patamar de US$ 1,20. O Brasil está colhendo uma safra recorde este ano, com condições climáticas favoráveis. 

Isso traz tranquilidade ao abastecimento global e traz empecilhos à sequência de um movimento de recuperação nos preços. O dólar em alta no Brasil, batendo a casa de R$ 3,50, é outro fator baixista em NY, sendo um fator de competitividade para os embarques do país.

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços mais baixos. Após duas sessões de ganhos, Londres teve um movimento de correção técnica.
 
O mercado londrino seguiu a desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US). As indicações de uma grande safra brasileira este ano, recorde, traz tranquilidade ao abastecimento global e mantêm as bolsas fundamentalmente pressionadas. 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Maio/2018: 116,85 (-1,65 cent)
Julho/2018: 118,80 (-1,65 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Maio/2018: 1.724 (-US$ 18) 
Julho/2018: 1.760 (-US$ 22) 

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 435-440
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 425-430
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 395-400
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 320-325

Dólar e Ibovespa 
O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,46%, cotado a R$ 3,484 para a compra e a R$ 3,486 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,483 e a máxima de R$ 3,517. 

O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,5%, aos 85.044,39 pontos. O volume negociado foi de  R$ 11,217 bilhões.

Previsão do tempo

Sul
Instabilidades no alto da atmosfera ajudam a formar nuvens carregadas no decorrer da tarde e há condição para chuva isolada e com baixos acumulados na fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. A chuva pode ser acompanhada por trovoadas.

Entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná, a expectativa é de tempo firme, apenas com variação da nebulosidade. As temperaturas seguem elevadas na região, pois os ventos continuam soprando do quadrante norte.

Sudeste
O ar seco continua atuando nesta quinta-feira em grande parte do Sudeste. O sol predomina ao longo do dia, e as pancadas de chuva isoladas devem ocorrer apenas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além do oeste de Minas Gerais. A chuva não é volumosa e não traz potencial para transtornos.

No extremo leste paulista, inclusive na região metropolitana de São Paulo, e no Triângulo Mineiro também há condições para chover, mas de maneira ainda mais isolada e com volumes menos expressivos. Mesmo onde há condições para chuva a expectativa é de temperaturas elevadas.

Centro-Oeste
As instabilidades aumentam em Mato Grosso do Sul e há condições para pancadas de chuva isoladas no decorrer da tarde. Sem grandes acumulados, mas com potencial para trovoadas.

Nas áreas de fronteira com o Paraguai e na divisa com o Paraná, o tempo fica firme e com temperaturas bastante elevadas. Em Goiás e em Mato Grosso, a chuva pode ocorrer a qualquer momento.

Nordeste
O tempo instável continua no Nordeste ao longo do dia. Tem previsão para chuva em grande parte da região, mas de maneira localizada.

Apenas no litoral leste é que os volumes podem ser maiores, por causa dos ventos moderados que chegam do oceano e também de instabilidades no alto da atmosfera. No interior da região, tempo quente e abafado. Não chove no centro-oeste da Bahia. 

Norte
As instabilidades atuam no Norte e favorecem a formação de nuvens carregadas em todos os estados da região. As pancadas são isoladas no Tocantins e mais abrangentes no interior de Amazonas e Roraima.

Fonte: Canal Rural




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