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10/07/2018 - Soja

Soja: preços futuros apresentam forte queda em Chicago


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira, 9, em forte baixa. Depois de subir quase 5% na sexta, o mercado realizou lucros, diante de um cenário negativo para os preços.

As previsões indicam chuvas para o meio-oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento das lavouras americanas e indicando um bom potencial produtivo. Além disso, o mercado segue sendo pressionado pela tensão comercial entre China e EUA, com prejuízos às exportações americanas.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 654.834 toneladas na semana encerrada no dia 5 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 849.374 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 477.140 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 50.328.713 toneladas, contra 53.016.687 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 22,25 centavos de dólar (2,54%), a US$ 8,51  por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,72 por bushel, perda de 22,50 centavos (2,51%) centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

No Brasil, a soja teve um dia de preços entre estáveis e mais baixos nesta segunda-feira, dia 9, marcada pelo baixo volume de negócios. Com o feriado em São Paulo, não houve liquidez no câmbio. Para completar o quadro negativo à comercialização, os preços futuros tiveram forte queda em Chicago.

Milho

O mercado brasileiro de milho abriu a semana com fraca movimentação diante do feriado em São Paulo. As cotações seguiram estáveis e os preços parecem ter atingindo o seu fundo para o momento, segundo a Safras & Mercado.
 
A quebra da segunda safra limita quedas naos valores e a decisão de venda pelo produtor determinará o quadro nos próximos dias, assim como a retomada dos negócios com as tradings. Os problemas com o tabelamento dos fretes seguem trazendo dificuldade para o mercado. 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho fechou o dia com preços bem mais baixos. O mercado embolsou parte dos lucros obtidos na sexta-feira, diante da previsão de clima mais úmido e temperaturas amenas no cinturão produtor dos Estados Unidos na próxima semana. 
 
As inspeções de exportação norte-americana do cereal chegaram a 1,446 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 5 de julho, conforme relatório 
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
 
Na semana anterior, os embarques haviam atingido 1,538 milhão de toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1,010 milhão de toneladas.

Café

O mercado brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços firmes, com avanços nas cotações verificados devido aos ganhos do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres. 

As negociações foram regionalizadas, com mais negociações de cooperativas no sul de Minas Gerais, enquanto os produtores trabalharam com lotes pequenos. 

Na Zona da Mata, o mercado ficou travado, com o vendedor segurando o café. Em Vitória da Conquista, na Bahia, começaram a aparecer cafés novos para negociação e os compradores aceitaram os preços do vendedor, o que levou a uma melhor negociação localizada.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US), o arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços mais altos. O mercado deu sequência neste começo de semana à recuperação técnica vista na sexta-feira. A queda do dólar contra outras moedas e a subida do petróleo e de outras commodities garantiram a valorização. 

Boi

O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis nesta segunda-feira.  Muitos frigoríficos seguiram fora do mercado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no restante da semana.
 
As indústrias de menor porte ainda se deparam com escalas de abate curtas, posicionadas em até três dias úteis, cenário que remete a uma maior agressividade na compra de gado. Por sua vez, a oferta de animais terminados permanece restrita no interior paulista.

Fonte: Canal Rural




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