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31/01/2019 - Soja

Soja: "Momento não é de venda no Brasil", diz analista orientando sobre impasse China x EUA


Apesar da estabilidade entre os preços da soja e o dólar frente ao real ontem (30/01), os preços da soja conseguiram espaço para variações mais expressivas no mercado brasileiro. Variações foram registradas tanto no interior, quanto em alguns portos do Brasil. 

No terminal de Paranaguá, o spot subiu 0,39% para fechar o dia com R$ 76,50 por saca, enquanto a referência março se manteve estável nos R$ 76,70. Em Rio Grande, alta de 0,40% no disponível e de 0,26% para fevereiro, com as últimas referências em R$ 75,80 e R$ 76,20 por saca, respectivamente. 

No interior, algumas baixas foram registradas, porém, onde os preços subiram marcaram altas de até 3,39%, como foi o caso da soja disponível em Sorriso, em Mato Grosso, para R$ 61,00 por saca. 

Os negócios no mercado nacional permanecem pontuais e ainda de baixo volume, porém, se mostram melhores do que nas últimas semanas. As necessidades dos produtores as chamam para o mercado e as novas vendas, mesmo de baixo volume, acabam acontecendo. 

Segundo explica o diretor da Labhoro Correora, Ginaldo Sousa, já há cerca de 37% a 38% da nova safra de soja do Brasil comercializada, com os produtores chegando a esse total após venderem antecipadamente, com preços melhores do que os atuais. 

Agora, porém, a situação é outra. Os preços não são os mais adequados nesse momento, mas a expectativa é de que voltem a subir. 

"Se eu fosse produtor aqui no Brasil, não venderia soja hoje. Porque se a China faz um acordo com os EUA, Chicago sobe, se não faz, os prêmios sobem no Brasil", explica Sousa. 

Bolsa de Chicago
E é justamente esse impasse ainda travado entre chineses e americanos é o que mantém o mercado na Bolsa de Chicago caminhando de lado e, ao menos por enquanto, sem perspectiva. 

Nesta quarta-feira, mais uma vez, as cotações encerraram a sessão bem próximas da estabilidade, com pequenos ganhos de pouco mais de 2 pontos. O março/19 fechou com US$ 9,21 por bushel, enquanto o maio/19 ficou em US$ 9,35. 

Há meses as cotações da oleaginosa vêm trabalhando em um restrito intervalo de valores, testando altas e baixas, sem combustível ou novas informações que pudessem as tirar dessa banda. 

Ainda assim, somente neste mês, até o último dia 29, os dois primeiros contratos já acumulam ganhos de mais de 1%. O vencimento março foi de US$ 9,07 a US$ 9,19, subindo 1,32%, e o maio passou de US$ 9,19 a US$ 9,32, com ganho de 1,41%. Ao se comparar com o dia 28 de dezembro, as altas são um pouco mais expressivas. O março tem alta de 2,68% e o maio de 2,64%. 

Neste 30 de janeiro, em Washington, recomeçam as conversas entre China e Estados Unidos em torno de suas relações comerciais e as expectativas do mercado em torno de um acordo reacendem. O período de trégua firmado entre os dois países na última reunião do G20, em dezembro último, termina em 1º de março e ainda não se conhece mais detalhes sobre o avanço das negociações entre as duas maiores economias do mundo. 

"Todos já entenderam muito bem que quando se trata de política tudo é muito imprevisível, mas quando se trata de política com o fator Trump no meio é algo que fica ainda mais difícil prever alguma coisa concreta", explica o diretor da ARC Mercosul, Matheus Pereira. 

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas




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