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14/12/2018 - Soja

Soja: demanda chinesa aquém da expectativa faz preço cair em Chicago


A demanda chinesa pela soja norte-americana decepcionou o mercado, que começou o dia atento, o que motivou quedas nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 1,13 milhão de toneladas por parte dos exportadores privados para a China, com entrega na temporada 2018/2019. O volume é considerado ainda tímido por boa parte do mercado.

Algumas estimativas indicavam que a China compraria um volume bem mais acentuado, em torno de 10 milhões de toneladas. Até o momento, as sinalizações estão bem abaixo desse patamar. Por isso os agentes preferiram por realizar lucros, após bater no maior nível em seis meses na sessão da quarta-feira.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/2019 ficaram em 792,3 mil toneladas na semana encerrada em 6 de dezembro. Representa uma perda de 11% frente a semana passada e ficou 25% superior à média das últimas quatro semanas. O maior comprador foi a Holanda, com 140,6 mil toneladas. Para 2019/2020 foram outras 3.000 toneladas.

Analistas esperavam entre 900 mil a 1,15 milhão de toneladas, somando as duas safras.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL
Janeiro/2019: US$ 9,07 (-13 cents)
Março/2019: US$ 9,20 (-12,75 cents)

Brasil

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços pouco alterados. A forte queda na Bolsa de Chicago combinada com a alta do dólar determinou este comportamento para as cotações no país. Não houve negociações em volume relevante no dia.
SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG
Passo Fundo (RS): R$ 79,50
Cascavel (PR): R$ 75 
Rondonópolis (MT): R$ 70
Dourados (MS): R$ 76
Santos (SP): R$ 81
Paranaguá (PR): R$ 81
Rio Grande (RS): R$ 81
São Francisco (SC): R$ 82

Milho

O grão fechou com preços em baixa na Bolsa de Chicago após sessão volátil nesta quinta-feira. Depois de reabrir em queda, avaliando o desempenho das vendas líquidas semanais de milho norte-americano, o mercado reverteu e operou em alta durante parte do dia, sustentado pelo otimismo quanto à retomada de negócios dos Estados Unidos com a China no milho, a exemplo do que já ocorreu com a soja. No fim da sessão, as fracas vendas dos EUA pesaram negativamente.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas norte-americanas para a temporada comercial 2018/2019 ficaram em 903,2 mil toneladas na semana encerrada em 6 de dezembro. Representa uma baixa de 23% frente a semana passada e é 14% inferior à média das últimas quatro semanas. O maior importador foi o Japão, com 608,4 mil toneladas. Para 2019/2020, foram mais 161,4 mil toneladas.

Analistas esperavam entre 850 mil a 2 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL
Março/2019: US$ 3,84 (-1 cent)
Maio/2019: US$ 3,91 (1 cent)

Brasil

O mercado brasileiro manteve preços estáveis nesta quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, o mercado segue com ritmo lento nos negócios, diante das dificuldades envolvendo fretes, feriados adiante e com armazéns parando ante as festividades de final de ano.

As atenções e preocupações com o clima, com a falta de chuvas em algumas regiões, limitam também as negociações, com o produtor reticente.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG
Rio Grande do Sul: R$ 39
Paraná: R$ 33,50
Campinas (SP): R$ 40
Mato Grosso: R$ 21,50
Porto de Santos (SP): R$ 38
Porto de Paranaguá (PR): R$ 37,50
Porto de São Francisco (SC): R$ 37,50




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