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27/08/2018 - Soja

Soja: contrato de novembro em Chicago acumula baixa de 4,2% na semana


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a última sexta-feira com preços mais altos. Os ganhos foram apenas moderados, em reflexo de um movimento de recuperação técnica. Durante a semana, os contratos negociados em novembro acumulou queda de 4,2%.

A venda de 146 mil toneladas da oleaginosa americana para destinos não revelados contribuiu para a elevação. Mas a expectativa de ampla safra americana e a falta de acordo entre Estados Unidos e China na disputa comercial limitaram a reação.

Brasil

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com uma sexta sem negócios relevantes. Os preços oscilaram entre estáveis e mais baixos. Os agentes mantiveram a cautela diante da queda do dólar e a leve alta de Chicago.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 85
  • Cascavel (PR): R$ 84,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 77
  • Dourados (MS): R$ 79
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 91
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 91
  • Porto de Santos (SP): R$ 90
  • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 89

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

  • Setembro/2018: US$ 8,42 (+16,25 cents)
  • Novembro/2018: US$ 8,55 (+1,25 cents)

MILHO
A movimentação cambial segue determinante para o mercado brasileiro de milho. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com o real amplamente desvalorizado nos últimos dias houve uma atuação mais efetiva das tradings no mercado, tomando lotes mais expressivos, principalmente em Mato Grosso.

“Alguns consumidores domésticos ainda encontram dificuldade na composição de seus estoques, avaliando a pré-disposição dos produtores e cooperativas em negociar com tradings”, afirma Iglesias. As cotações permaneceram estáveis.

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos para o milho fechou com preços mais altos. O mercado buscou uma recuperação após fechar em queda nas cinco sessões anteriores. Na semana, porém, as perdas acumuladas ficaram em 4,32% na posição setembro. Esta foi a pior retração semanal desde junho de 2017.

As lavouras de milho em Iowa, no oeste dos Estados Unidos, estão se desenvolvendo melhor neste ano, na comparação com a média dos últimos três anos e também em relação ao ano passado, segundo avaliação dos  participantes da “Crop Tour”, realizada pela Pro Farmer.

Segundo a consultoria americana, a produtividade média do milho deve ficar em 188,2 bushels por acre no estado americano de Iowa, ante 182,7 bushels por acre dos últimos três anos e de 179,8 acres obtidos no ano passado.


MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG
  • Rio Grande do Sul: R$ 43
  • Paraná: R$ 38
  • Campinas (SP): R$ 43,50
  • Mato Grosso: R$ 29
  • Porto de Santos (SP): R$ 42,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 42
  • São Francisco do Sul (SC): R$ 42

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

  • Setembro/2018: US$ 3,48 (+1,75 cent)
  • Novembro/2018: US$ 3,62 (+2 cent)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve uma sexta-feira de preços mais altos e com melhor movimentação, embora com menor volume de negócios. Ao contrário de outros dias, em que as cooperativas entraram mais forte na comercialização e houve mais negócios, foram  movimentados apenas lotes picados, porém em diversas regiões. Os preços  melhoraram com a forte alta do arábica na bolsa de Nova York.

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerrou as operações para o café arábica desta sexta-feira com preços acentuadamente mais altos. O mercado avançou novamente diante de recuperação técnica, dando sequência ao movimento do dia anterior.

A valorização do petróleo contribuiu para os ganhos do arábica em NY. Além disso, o dólar caiu contra o real no Brasil a maior parte do dia e também contra outras moedas, o que garantiu  sustentação no mercado.

Outro fator citado por traders foram as notícias de que a Federação dos Cafeicultores da Colômbia está solicitando ao governo medidas para conter as quedas nos preços e auxiliar os produtores, tais como um programa de retenção de café. No balanço da semana, o contrato dezembro fechou nesta sexta-feira no mesmo preço da sexta-feira anterior.

Londres 

Na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres, as operações para o café robusta encerraram a sexta-feira com preços mais altos. O mercado teve uma sessão de recuperação técnica. A queda do dólar contra o real e a subida do arábica na Bolsa de Nova York e do petróleo garantiram a reação do robusta londrino.

Entretanto, o mercado fechou bem longe das máximas do dia, demonstrando fraqueza ao final das contas. No balanço da semana, o contrato novembro acumulou uma queda de 1,2%.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 430 a R$ 435
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 435 a R$ 440
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 365 a R$ 370
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 320 a R$ 322

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

  • Setembro/2018: US$ 100,55 (+0,35 cent)
  • Dezembro/2018: US$ 104,70 (+3,2 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

  • Setembro/2018: 1.620 (+US$ 6)
  • Novembro/2018: 1.541 (+US$ 10)

BOI
O mercado da pecuária encerrou a sexta-feira com negócios lentos. Em apenas duas praças a cotação da arroba do boi gordo subiu, nas demais as cotações ficaram estáveis. Os destaques são os estados do Norte, como Tocantins e Pará, onde a oferta de boiadas não está grande devido ao menor volume de bovinos confinados em relação a estados como Goiás e Mato Grosso, por exemplo.

Na região de Marabá-PA, a arroba do boi gordo está cotada em R$130,50, a prazo, livre de Funrural. Isso representa alta de 1,16% na comparação semana a semana. Em São Paulo, as escalas de abate atendem em média três dias.

No mercado atacadista de carne bovina as referências mudaram. A baixa oferta de boiadas diminuiu os estoques dos frigoríficos e provocou altas nas cotações. O boi casado de animais castrados fechou cotado em R$9,38/kg, alta de 3,6% frente ao fechamento da última quinta-feira, dia  23.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 144
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 140
  • Goiânia (GO): R$ 134
  • Dourados (MS): R$ 138
  • Mato Grosso: R$ 126 a R$ 129
  • Marabá (PA): R$ 128
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,70 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 146
  • Sul (TO): R$ 131

DÓLAR 

O dólar comercial fechou em queda de 0,48%, cotado a R$ 4,104 para venda, influenciado pelo ambiente externo mais positivo, inclusive para as moedas de países emergentes. Depois de sete altas consecutivas, o câmbio dá um pequeno alívio, apesar de permanecer próximo aos níveis históricos.

Nesta última sexta-feira, dia 24, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, discursou durante o simpósio anual de Jackson Hole, e deu sinais de que não está certo se a inflação nos Estados Unidos esteja acelerando para além dos 2% esperados, e que fará o que for preciso diante de  uma crise ou de um choque inflacionário.

Durante a semana, a moeda valorizou-se 4,8%. “Foi um avanço bastante expressivo e o mercado não via esse risco, de o PT avançar nessas eleições. Mas agora vê e precificou isso ao longo da semana, visto o potencial que o Fernando Haddad tem de herdar votos do Lula”, diz o operador da H.Commcor, Cleber  Alessie.

Já o Banco ABC do Brasil acrescenta que do dia 15 até 24 de agosto, foi possível notar  o real deslocando do exterior e ter essa valorização pautada explicitamente pelo cenário eleitoral.

Apesar da queda, Alessie ressalta que o dólar não está avançando mais porque o “mercado já trabalha com a possibilidade de o Banco Central sinalizarde que pode vir a atuar. Ficou estranho o BC não dar as caras. Ele não precisa atuar, só afirmar que está de olho na situação do câmbio. O mercado sente falta disso”, completou.

IBOVESPA

O índice Ibovespa encerrou o último pregão desta semana em alta de 0,83%, com 76.262 pontos. O volume negociado foi de R$ 7.759 milhões.

PREVISÃO DO TEMPO PARA SEGUNDA-FEIRA, DIA 27

Sul

Pouca coisa muda na região nesta segunda. O tempo firme segue predominando e as temperaturas continuam baixas, mantendo a sensação de frio e o potencial para geadas de forma generalizada, desde a fronteira oeste gaúcha até o sul paranaense.

Sudeste

A frente fria se afasta para o oceano, mas ainda deixa instabilidades em parte do Sudeste, com previsão para chuva fraca no Vale do Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, com exceção do norte do estado. Em São Paulo, o tempo fica firme, mas ainda com muitas nuvens, especialmente na metade leste do estado. As temperaturas continuam baixas ao longo do dia e o mar segue agitado.

Centro-Oeste

A chuva se afasta do Centro-Oeste e o tempo volta a abrir em todos os estados. As temperaturas entram em elevação e os termômetros alcançam valores maiores que no dia anterior.

Nordeste

Ainda temos uma condição para chuva nas áreas litorâneas do leste nordestino, porém com maiores acumulados no sul da Bahia. Pode chover rápido também no norte do Maranhão, mas com baixos volumes. Em todos os estados as temperaturas ficam elevadas e a sensação de calor persiste.

Norte

As temperaturas voltam a subir na metade oeste da região. Inclusive teremos o tempo firme novamente entre Acre e Rondônia, além do Tocantins e do interior do Pará.

Fonte: Canal Rural




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