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20/06/2018 - Trigo

Semeadura do trigo chega a 87% da área do Paraná


Depois de passar por um longo período de estiagem em abril e maio, chegando a superar 40 dias sem chuvas em alguns municípios, a semeadura do trigo se normaliza no Paraná. Segundo o levantamento semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná, divulgado nesta terça-feira (19), o plantio da safra 2018 de trigo atingiu 87% da área prevista, um avanço de quatro pontos porcentuais em comparação a semana anterior.

Conforme o departamento, 79% das lavouras estão em situação boa e a proporção de plantações em condição média passou de 19% para 17%. Um dos efeitos negativos encontrados em algumas lavouras de trigo, especialmente nas regiões norte e oeste paranaenses, é o baixo índice de população de plantas. Mas esta é uma situação que pode ser amenizada com o um clima favorável de temperaturas amenas para estimular o perfilhamento e, especialmente, com uma atenção maior no manejo do nitrogênio (N) na cultura.

Segundo a pesquisadora e engenheira agrônoma Ingrid Arns, uma lavoura ideal e segura trabalha com 300 a 330 plantas por metro quadrado. Caso esta população seja inferior, isto não indica que a produtividade será menor, já que o que define a produtividade é o número de espigas, grãos por espiga e peso de grãos e não o número de plantas.

“Em casos de lavoura ‘rala’, perde-se espigas da planta mãe, mas é possível aumentar o número de afilhos viáveis que ajudarão a aumentar a densidade de espigas e compensar falhas de semeadura”, explica. Mas como fazer isto?  Ingrid esclarece que a primeira medida a se tomar é fazer uma aplicação de N quando o trigo estiver com 2 a 3 folhas. “Esta aplicação é fundamental e imprescindível em condições de baixa população, pois ela irá produzir mais afilhos e, portanto, formará o potencial de produção do número de espigas. Os perfilhos são formados até a quarta ou quinta folha, dependendo da cultivar. Desta forma, assim que tivermos condição de chuva e o trigo estiver com 2 a 3 folhas, devemos fazer a aplicação de N. O ideal é aplicar de 50 a 60 kg.ha-1 de N”, orienta.

Uma segunda etapa de aplicação de nitrogênio deve ser realizada no início do alongamento ou quando a planta estiver com 6 a 8 folhas. “No alongamento, mais especificamente, entre o primeiro nó visível e o emborrachamento, em caso de déficit de N, os afilhos começarão a morrer por deficiência deste nutriente.
Precisa-se então, fazer mais uma aplicação de uma fonte nitrogenada. Isso reduzirá a perda de afilhos e ajudará na manutenção de componente de rendimento mais importante que, do ponto de vista de manejo, é espigas por metro quadrado”, acrescenta.

Porém, se o estádio da lavoura já tenha passado de 2 a 3 folhas ou até de 7 folhas, a aplicação do fertilizante deve ainda ser realizada. “O trigo responde em rendimento a aplicações de nitrogênio realizadas até o emborrachamento. Invista no fertilizante nitrogenado. Esse é o insumo que mais lhe trará retorno econômico na cultura do trigo”, indica a engenheira agrônoma.

Aplicação de N por regiões do PR

O gerente regional norte da Biotrigo Genética, Fernando Michel Wagner, explica que nessa safra nas regiões norte e parte da região de transição ao oeste do Paraná, 50% das lavouras já receberam adubação nitrogenada em cobertura. Nas demais regiões, poucas áreas de trigo receberam o fertilizante pois a semeadura ainda não ocorreu, como é o caso da região sul, ou porque as lavouras ainda estão em fase de início de desenvolvimento vegetativo, como ocorre na região sudoeste
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Nas áreas que se encontram em estágio de germinação – cerca de 15% da área semeada até o momento, conforme o levantamento do Deral -, a indicação além da adubação nitrogenada na “base”, é fazer a primeira aplicação no início do perfilhamento. Nas áreas em desenvolvimento mais avançado do trigo – como final de perfilhamento, e que se enquadram dentro das características de déficit de população -, é indicado posicionar a aplicação de nitrogênio até a fase de emborrachamento (quando a folha bandeira está recém visível, cerca de 1 cm). “Este manejo é essencial para recuperar potencial produtivo”, explica Fernando.


Fonte: Assessoria de imprensa Biotrigo | Portal Mais Soja




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