Notícias

10/08/2020 - Pecuária

Semana promete mais altas no mercado do boi gordo


Os preços do boi gordo fechou a semana passada em trajetória de alta na maior parte das regiões pecuárias do Brasil, informa a IHS Markit. “Os ajustes positivos são resultado do descompasso entre oferta e demanda, já que, em um momento de recuperação das vendas de carne bovina no mercado doméstico, além da manutenção do ritmo aquecido das exportações, a oferta de animais disponíveis não é suficiente para atender os compromissos de abate das indústrias”, justifica a consultoria paulista.

A recuperação parcial do consumo interno de proteínas se deve sobretudo à entrada de massa salarial de parte da população na virada do mês abertura gradual das atividades em alguns centros urbanos, além das comemorações de Dia dos Pais.

A quantidade restrita de boiadas gordas é reflexo do período de entressafra de animais terminados no pasto, além do aumento do abate de fêmeas em anos anteriores, quando a atividade de cria estava pouco atrativa. O problema de falta de animais prontos para abate foi intensificado pelo momento de incerteza gerado pela pandemia da Covid-19, quando, em março, muitos produtores tomavam a decisão de não investir no confinamento

Neste contexto, em meio a dificuldade de compra de matéria prima, o aumento na procura pela boiada gorda promoveu fortes ajustes positivos e as cotações da arroba chegaram a patamares máximos acima de R$ 200 em todas as principais praças pesquisadas pela IHS Markit – com exceção para Colíder-MT, onde a boiada gorda vale R$ 195/@, à vista.

Na avaliação da consultoria, é possível que ocorra um aumento de oferta de animais terminados apenas no final de agosto e início de setembro, com a entrada tardia de lotes oriundos do primeiro giro de confinamento. Nos contratos a termo negociados na B3, segundo informa a IHS Markit, os indicadores de setembro e outubro fecharam o dia de ontem em R$ 224,50/@, abaixo das máximas semanais negociadas em SP no mercado físico.

Ainda de acordo com a consultoria, a dificuldade dos frigoríficos em preencher as programações de abate é demonstrada pelas escalas, que atendem, em média, quatro dias – em algumas praças, estão encurtadas em apenas um ou dois dias.

Ao longo dessa semana, prevê a IHS Markit, as expectativas apontam para consumo de proteínas mais ativo nos grandes centros urbanos, favorecendo o escoamento dos cortes bovinos para os atacados. “Este cenário pode impulsionar ainda mais o ritmo dos abates nas plantas frigoríficas”, destaca a consultoria, acrescentando que a “tendência é de que as cotações da boiada gorda continuem em alta no Brasil ao longo da primeira metade de agosto”.

Além das perspectivas para o mercado doméstico, o desempenho da carne brasileira no mercado internacional segue bastante positivo, impulsionada pelo firme apetite dos países asiáticos, principalmente a China. Em julho, as exportações de carne bovina “in natura” atingiram um recorde para o mês e o segundo maior volume na série histórica, atrás apenas do resultado obtido em outubro de 2019. “Além da presença ativa do principal parceiro comercial do Brasil, a China, a desvalorização do real frente ao dólar aumenta a competitividade da carne brasileira e tem sustentado o ritmo dos embarques”, avalia a IHS.

Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.