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12/05/2020 - Milho

Semana começa com milho em alta


Os preços finalmente voltaram para R$ 50,01 no mercado futuro de São Paulo, ontem (11/5), embora ainda R$ 10 abaixo da cotação mais alta registrada no mês de Abril passado, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica. Com isto o acumulado deste mês de Maio atingiu 3,43%, contra 2,92% do dia útil anterior.

Também na principal praça de referência do país, Campinas, a pesquisa do Cepea registrou alta de 0,53% nos preços médios do milho na principal praça de referência do país, para R$ 49,51, contra R$49,38/saca do dia útil anterior, elevando a alta do mês para 3,27%, contra 2,73%, do dia anterior.

“Novas notícias de quebra, agora da Safrinha do Paraná vieram se juntar à escassez de milho do Rio Grande do Sul, fazendo os vendedores s e retraírem novamente nesta segunda-feira, diante da possibilidade de novas altas. O mercado gaúcho continua recebendo milho do Paraná e do Mato Grosso do Sul”, explicam os analistas da T&F.

Estado com o maior déficit de milho do país, os preços do milho no mercado de lotes em Santa Catarina em Campos Novos recuaram um real/saca para R$ 52,00, mantiveram R$ 50,0 em Concórdia, mas também recuaram um real/saca em Mafra para R$ 49,00, continuando em R$ 48,00 em Canoinhas e Chapecó. Os preços para os produtores no mercado de balcão subiram um real/saca para R$ 43,00 em Campos Novos, R$ 41,00 em Canoinhas e para R$ 41,20 em Chapecó e R$ 40,00/saca em Concórdia.

“No Paraná, com a estiagem que assola o Oeste e o Norte do estado, os vendedores de milho continuaram retraídos, nesta segunda-feira, na esperança de novas altas. Mas, graças a um equilibrado quadro de oferta e demanda, os preços do milho no Paraná se mantém estáveis no mercado spot em R$ 44,00/saca nas principais praças do estado e R$ 45,00 para entrega em maio e junho (início da colheita do milho Safrinha no estado)”, completam os analistas.

“Os grandes compradores estão abastecidos até outubro/novembro, já contando com o que compraram da safrinha; os menores mais organizados até agosto, mas com medo de queda de consumo e da incerteza econômica do coronavírus. Com as quebras no estado, os vendedores que não precisam não irão vender agora e estão aguardando a definição da Safrinha, se aumenta ou não a oferta, para definirem os preços e as vendas”, conclui a T&F.

Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink




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