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02/10/2019 - Milho

Saiba como deve ficar preço da soja, milho, boi, adubo e dólar segundo Rabobank


Em seu último relatório, o Rabobank fez algumas projeções sobre como o dólar, os fertilizantes e alguns dos principais produtos agrícolas devem se comportar em questão de preços nos próximos meses. 

Dólar
Com fatores externos, como a escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China e a crise na Argentina, o banco projeta uma taxa de câmbio no Brasil em R$ 3,90 para o final de 2019.

Esse movimento deve ir na contramão do cenário doméstico que se desenha favorável com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e a perspectiva positiva de que o texto passe sem muita alteração pelo Senado.

Soja
A indefinição da guerra comercial entre chineses e norte-americanos tem gerado limitações de ganhos na Bolsa de Chicago, segundo o banco. O principal ponto é que, sem a demanda chinesa, os estoques americanos tendem a se manter elevados mesmo com a perspectiva de que os Estados Unidos produzam uma safra abaixo de 100 milhões de toneladas em 2019 devido à perdas pelo clima e redução de área.

Nesse sentido, o Rabobank estima que caso a safra sul-americana ocorra dentro da normalidade, as perspectivas são de que as cotações em Chicago se mantenham abaixo dos US$ 9 por bushel nos próximos meses.

Além disso, a perspectiva é que as importações chinesas recuem de 80 a 82 milhões de toneladas este ano, o que também é um um fator de pressão nas cotações internacionais.

Milho
A instituição projeta que o Brasil atinja um novo recorde nas exportações de milho que podem chegar a 37 milhões de toneladas em 2019. Isso porque a produção pode superar as 100 milhões de toneladas na safra 2018/2019.

Já nos Estados Unidos, ainda há riscos de impactos climáticos sobre as lavouras dado que a colheita está sendo mais tardia nessa safra. Porém, a forte competição com outros países exportadores deve limitar Chicago abaixo de US$ 4 por bushel.

Boi
Uma menor oferta global, o aumento da demanda chinesa, por conta da peste suína africana, e a desvalorização do real frente ao dólar tem colaborado para um aumento das exportações de carne bovina, diz o Rabobank.

Já no mercado doméstico, para os próximos meses, deve ocorrer um incremento na oferta de animais para abate devido aos confinadores. Além disso, as expectativas de recuperação econômica, mesmo que em ritmo lento podem sustentar os preços no mercado interno, melhorando as margens da atividade.

Fertilizantes 
Sem considerar a volatilidade do dólar, as perspectivas do Rabobank indicam que os agricultores brasileiros podem ter boas oportunidades de compra do pacote de fertilizantes que ainda falta para a próxima safra ou para travar os custos da safra 2020/2021.

A instituição lembra que atualmente, os preços dos fosfatados estão nos valores mais baixos dos últimos 12 meses e projeta que o insumo deve atingir o menor valor em 10 anos nas próximas semanas.

Fonte: Canal Rural




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