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12/11/2019 - Outros

Safra nova tem mais demanda por tecnologia e opções de custeio


A safra brasileira de grãos 2019/2020 tem sido positiva para os negócios da Basf, afirma o vice-presidente sênior da Divisão de Soluções para a Agricultura da empresa, Eduardo Leduc. Na avaliação dele, o produtor continua sua busca por maior produtividade, o que tem refletido em demanda positiva tanto por sementes quanto por defensivos agrícolas para o ciclo atual.

“O produtor quer produtos que garantam a sua produtividade. E a gente percebe do cliente uma demanda bastante grande, um interesse em adquirir produtos inovadores. É um momento de demanda positiva neste ano porque o produtor precisa dessa tecnologia, independentemente de plantar mais ou menos”, diz.

O atual ciclo começou com atraso no plantio da soja em relação ao ano passado. Ainda assim, as estimativas iniciais tanto do governo quanto do setor privado vêm apontando uma colheita entre 120 milhões e 125 milhões de toneladas de soja nesta temporada. No primeiro relatório para a safra 2019/2020, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou 120,393 milhões de toneladas.

“Estamos percebendo esse atraso inicial. Acreditamos em uma recuperação. A estrutura no Brasil para avançar com o plantio é bastante eficiente. Estamos caminhando para um bom momento e um boa safra”, avalia Leduc.

Custeio
Em relação ao custeio da safra nova, Eduardo Leduc observa uma situação equilibrada na utilização das ferramentas para custeio da produção, como o crédito rural ou o barter, a troca dos insumos por parte da colheita futura. O executivo destaca, no entanto, que, neste ano, há mais opções de instrumentos financeiros, o que, na visão dele, é positivo tanto para a indústria quanto para o produtor.

“Aumentou a diversidade de ferramentas financeiras, aquelas que se adequam mais àquele momento ou situação, muito ligadas à questão de moedas, às tradings estarem mais ativas no mercado ou não. Dentro de cada agricultura e cada região, o mix está aumentando, o que é importante para o agricultor e para a indústria como forma de gerenciamento de riscos também”, diz ele.

Por Raphael Salomão
Fonte: Globo Rural




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