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06/12/2019 - Soja

Safra de soja do RS será mapeada por universidade dos Estados Unidos


Em projeto pioneiro no Brasil, a Universidade do Estado de Kansas (K-State, na sigla em inglês) começará a mapear a produção de soja no Rio Grande do Sul. Informações geradas por satélite serão cruzadas com dados colhidos a campo, em parceria com a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL). A iniciativa busca aumentar a acurácia das estimativas de colheita – a fim de ajudar na tomada de decisão na hora de vender o produto ou de planejar a logística, por exemplo.

O modelo trazido ao país é baseado em experiência semelhante realizada na região do corn belt (cinturão do milho, em inglês) nos Estados Unidos. Com imagens de satélite e dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), pesquisadores da K-State conseguiram chegar a um modelo de previsão das safras de milho e soja nos Estados de Iowa, Indiana e Kansas.

– Começamos o mapeamento em nível regional e depois chegamos nos condados (equivalente a município no Brasil), capturando boa parte da variabilidade da produtividade – explica Ignacio Ciampitti, professor do Departamento de Agronomia da K-State.

O formato validado nos Estados Unidos foi adaptado à realidade local. Com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e imagens de satélite, pesquisadores testaram o modelo com base em informações de safras passadas. O passo seguinte é cruzar com dados a serem colhidos nas lavouras por técnicos das mais de 30 cooperativas associadas à CCGL.

– Estamos desenvolvendo plataforma digital, na verdade um aplicativo, para rodar já nesta safra – explica Geomar Corassa, gerente de pesquisa e tecnologia da CCGL.

A partir do cruzamento de informações, de satélites e da lavoura, será criado um modelo mais assertivo e robusto de previsão de safra. 

– Queremos dois meses antes da colheita ter projeção confiável de quanto será colhido – completa Ciampitti.

A parceria entre a K-State e a CCGL conta com apoio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que começou a promover intercâmbios de alunos brasileiros na área de processamento de imagens na universidade americana em 2014. Para o professor Telmo Amado, da Faculdade de Agronomia da UFSM, o projeto será importante para fazer as atuais projeções avançarem do âmbito da amostragem para abrangência territorial maior.

– Ter dados precisos e de forma antecipada é uma questão estratégica para o agronegócio – indica Amado.

Por Joana Colussi
Fonte: GaúchaZH




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