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28/08/2019 - Algodão

Rotação de princípio ativo é uma ferramenta indispensável no combate ao bicudo-do-algodoeiro


O bicudo-do-algodoeiro foi um dos responsável pelo deslocamento das plantações de algodão do Sul e do Sudeste (PR e SP) para região do Cerrado. Nos Estados Unidos, houve uma grande mobilização que envolveu produtores, associações e até o governo para sua erradicação. Auxiliados pelo período de nevasca, os produtores americanos conseguiram afastar de vez a ameaça.

No Brasil, país tropical, o bicudo-do-algodoeiro encontrou o clima perfeito para se instalar nas lavouras do Centro-Oeste. É lá que ele ataca os botões florais e as maçãs das plantas, gerando grandes prejuízos para a lavoura de algodão.

“O inseto, embora tenha dificuldade de reprodução no período de estiagem, consegue sobreviver em restos culturais e na vegetação nativa. Por isso, práticas como a destruição de soqueiras, manejo de plantas voluntárias, implantação de armadilhas para captura de indivíduos adultos e aplicações de defensivos registrados são fundamentais, afirma Márcio Trento, gerente da cultura do algodão da Syngenta.

Essas medidas são muito eficazes e, mesmo assim, podem não funcionar se outro procedimento básico e fundamental não for seguido à risca: a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos, aplicados para o controle da praga.

Rotação de princípio ativo
Nas lavouras de algodão, as pulverizações para combater o bicudo utilizam, na grande maioria, o mesmo princípio ativo. Um grande risco que pode aparecer logo ali na frente, caso esta população de insetos se torne resistente à fórmula que hoje é usada em escala nas lavouras. Por isso, segundo Trento, é imprescindível rotacionar os princípios ativos dos defensivos para evitar um crescimento incontrolável da praga nas fazendas.

“O bicudo é uma praga altamente destrutiva e pode causar 100% de perdas na cultura do algodão. Ele pode trazer problemas enormes para os produtores. As consequências para a agricultura brasileira quando você seleciona indivíduos resistentes podem ser muito graves”, alerta o engenheiro agrônomo.

A utilização de produtos que proporcionem efeito de choque e residual prolongado são essenciais para o combate a essa praga, resultando num custo-benefício muito bom para o produtor rural que se dedica à cultura do algodão.

Safra de algodão
Seguir a recomendação de especialistas pode colocar o Brasil numa posição ainda melhor dentro do cenário mundial do mercado de algodão. Nos estados produtores, as máquinas estão a todo o vapor, colhendo uma safra muito bem vinda para o setor. A expectativa é atingir a marca de 2,7 milhões de toneladas da pluma. Superior à marca da última safra, quando foram colhidos 2 milhões de toneladas.

Desse total, o país vai consumir internamente aproximadamente 700 mil toneladas e deve exportar quase 1,8 milhão de toneladas. Caso as vendas para o mercado externo cheguem a patamares similares a esses, o Brasil consolida a posição de segundo maior exportador global de algodão, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Mais um motivo para cuidar das lavouras de forma responsável, com eficiência, reduzindo custos, buscando produtividade, apostando em tecnologia e investindo em produtos já consolidados no mercado, com potencial de resposta acima da média.

Por Syngenta
Fonte: Canal Rural




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