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22/03/2018 - Milho

Restrição a agrotóxico usado no milho e na soja começa a valer nesta quinta


Paraquate está associado à doença de Parkinson em trabalhadores e foi proibido pela Anvisa em 2017. Agricultores vão começar a passar por fase de transição.

A restrição ao agrotóxico Paraquate, usado no milho e na soja, começa nesta quinta-feira (22). Em estudos conduzidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Fiocruz, a substância foi associada à doença de Parkinson em trabalhadores que entraram em contato com o produto.

Segundo a Anvisa, os indícios de que o agrotóxico pode levar à doença foram encontrados em agricultores -- e não há evidências de que os resíduos encontrados nos alimentos levem à condição.

A doença de Parkinson é uma condição neurológica degenerativa que leva ao tremor, rigidez, distúrbios na fala e problemas de equilíbrio.

Pelos estudos, a partir de quinta-feira (22), agricultores deverão assinar um termo de risco e de responsabilidade sobre o uso do produto e empresas deverão desenvolver folhetos em que enfatizem a toxicidade aguda do paraquate e associação à doença degenerativa.

Distribuidoras do composto também deverão promover cursos para orientar usuários sobre o melhor manejo do agrotóxico. Também foram proibidos a venda de galões menores que 5 litros.

O paraquate é utilizado na agricultura no Brasil para o combate de ervas daninhas em culturas como a do milho, algodão, soja, feijão e cana-de-açúcar.

Proibição e estudos
Em setembro de 2017, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu proibir a comercialização do paraquate em todo o território brasileiro. Essa proibição, no entanto, só será válida em três anos a partir da decisão.

Assim, as restrições que começam a partir de quinta fazem parte de uma transição para a proibição total.

A agência começou a analisar o produto em 2008. Segundo relatório do GGTOX, grupo de trabalho de toxicidade da Anvisa, o produto tem qualificação toxicológica I, considerado extremante tóxico.

De acordo com a análise das evidências científicas, o grupo considerou haver peso suficiente para comprovar o potencial do herbicida de induzir aberrações cromossômicas em células.

Ainda, em análise da Fiocruz em 2009, foram encontradas evidências suficientes na literatura científica relacionadas à intoxicação aguda e à capacidade do produto de desregular hormônios. Também o paraquate pode promover mutações celulares e afetar o sistema reprodutivo.

Fonte: G1




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