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02/05/2019 - Pecuária

Quais as perspectivas para a pecuária em 2019?


Quem produz no estado dono do maior rebanho bovino do país, sabe que para obter uma boa lucratividade, precisa estar atento as oportunidades do mercado e principalmente ter um bom planejamento dentro da fazenda. Estar de olho, tanto na receita quanto nos custos pode ser o diferencial para se manter na atividade.

De acordo com a analista de bovinocultura de corte do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Marianne Tufani, o mercado pecuário é feito de ciclos, e quem comanda esse ciclo, são as fêmeas. Segundo a analista, se o mercado abate mais fêmeas, sobram menos matrizes para a produção o que mais adiante, pode gerar uma escassez de bezerros no mercado de reposição, que por consequência pode refletir na redução de oferta de bois gordos e valorização da arroba.

Segundo Marianne, em dezembro 2018 para março de 2019, é possível ver uma alta no mercado de bezerro e na arroba do boi gordo. Segundo ela, o aumento da produtividade no estado, pode ser um dos fatores que esteja influenciando essa alta. Além da baixa oferta de reposição de bezerros, a analista explica que foram abatidos mais animais jovens no segundo semestre de 2018.

Em 2016 a representatividade dos machos girava em torno de 18,25% (12 a 24 meses), já em 2017 houve um aumento para 20,05% e em 2018 para 22,53%. Ou seja os animais que seriam mais gordos agora, foram antecipados e abatidos no segundo semestre de 2018. Isso mostra que a busca por animais mais precoces é um caminho que ter sido escolhido por muitos pecuaristas, investindo mais em nutrição.

Por outro lado, a demanda não está acompanhando a expectativa da indústria. Segundo Marianne, isso já era algo esperado, já que no incio do ano o consumidor estava mais focado com no pagamento de dívidas, em conjunto com o período festivo, no qual ele acabou optando por carne mais nobres, não correspondendo toda demanda que se esperava.

Já nas exportações, os números são promissores. No primeiro trimestre de 2019, o estado foi responsável por exportar 92,84 mil toneladas de carne bovina. O volume foi 17% maior do se comparado ao mesmo período do ano passado, 79, 63 mil toneladas.

Da porteira pra dentro, estão os custos da atividade. O que mais pesa no bolso do pecuarista? De acordo com Marianne, em um sistema de recria e engorda, o produtor chega a gastar 55,50% com a aquisição de novos animais, seguido de suplementação (milho, soja e sal mineral) de 12,74%.

Na hora de alimentar o rebanho o milho, soja e sal mineral, são as principais matérias primas escolhidas pelo produtor. No caso do mercado de milho, o cenário tende a dar um alívio para o bolso do produtor. Para a safra 18/09, perspectiva é de quem sejam produzidos cerca de 30 milhões de toneladas do grão.

De acordo com Marianne, para quem compra o grão como matéria prima, terá preços mais baixos.

No caso da soja, a expectativa para o ciclo também são promissoras, segundo a analista. A estimativa é de que o estado produza 32,5 milhões de toneladas.

Para o sal mineral, o pecuarista precisa estar atento as variações do dólar. Como a matéria prima é importada, (fosfato), acaba refletindo no mercado a moeda americana.

Com uma queda de 4% entre dezembro de 2018 e fevereiro deste ano, é possível ver o reflexo da moeda norte americana no sal mineral.

Por Luiz Patroni
Fonte: Blog do Canal Rura Mato Grosso - http://tempuri.org/tempuri.html




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