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10/09/2019 - Milho

Próxima safra de milho deverá ser a mais cara da história em Mato Grosso


Enquanto aguardam o sinal verde – e a chegada das chuvas – para dar início ao cultivo na nova safra de soja, muitos agricultores de Mato Grosso correm atrás dos insumos necessários para o plantio da segunda safra de milho, que só será semeada após a colheita da oleaginosa. De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), até o final do mês de julho 54% das sementes, fertilizantes e agroquímicos que devem ser usados na cultura já tinham sido adquiridos. Muita gente aproveitou as oportunidades que surgiram no mercado, frente à oscilações cambiais e momentos em que o cereal esteve valorizado. Quem não fechou negócio, entretanto, acende o sinal de alerta.

De acordo com o Imea, o custo médio para cultivar 1 hectare de milho no estado deve girar em torno de R$ 1.655,21. Essa conta leva em consideração apenas as despesas com o chamado “custeio da lavoura”, que envolve os gastos com operações de campo, mão de obra, sementes, corretivos, macro e micronutrientes, fungicidas, herbicidas, inseticidas e adjuvantes. O valor é quase 12% superior ao que foi desembolsado em média no último ciclo, R$ 1.480,15 por hectare. Conforme o acompanhamento, contribuíram para este avanço o aumento dos custos dos fungicidas (+47%), macronutrientes (+ 19%) e inseticidas (+10%).

Quando a conta inclui todos os chamados “custos variáveis”, que além dos itens citados acima ainda inclui os gastos com seguro, transporte, armazenagem, classificação, beneficiamento, impostos, manutenção de máquinas e despesas administrativas, o valor a ser desembolsado por hectare fica em R$ 2.417,66 (+10,6% aumento). Aqui o destaque é para o custo dos impostos, que saltou nada menos que 131% no período.

Por Luiz Patroni
Fonte: Canal Rural




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