Notícias

01/07/2019 - Algodão

Produtores voltam a investir no algodão no Noroeste de SP


As plantações ganharam um tom que não se via há muitos anos na região. Agora, vários produtores retomaram o cultivo do algodão no Noroeste de São Paulo. Entre eles está Osmair Guanechi.

No ano passado, o produtor plantou algodão em 75 hectares. Nesta safra, as plumas ocupam 1.400 hectares e o objetivo é aumentar a área ainda mais. Osmair diz que pretende dobrar a produção em dois anos.

O crescimento é embalado por um mercado atraente, com preços interessantes para quem cultiva. Os produtores têm contrato fechado e estão vendendo a pluma a pouco mais de R$ 100 a arroba. A expectativa nessa safra é colher 300 arrobas por hectare.

O Noroeste de São Paulo já foi um dos principais polos de produção de algodão do Estado. Há 15, 20 anos, a cultura ocupava boa parte da área destinada à agricultura. Luciano Francisco do Nascimento era um dos mais de 50 produtores que investiam em algodão no final da década de 1990. Com mercado fraco, ele parou a produção em 2004. Agora, está de volta. Nessa safra, ele tem 350 hectares.

Para o futuro, Luciano prevê dar continuidade ao cultivo e, até mesmo, ampliar um pouco a área.

Produtores voltam a investir no algodão no Noroeste de SP

Atualmente existem pelo menos 10 produtores plantando algodão em caroço na região onde está o município de Cardoso (SP). A área total é de quase cinco mil hectares, divididos em cinco municípios.

O agrônomo Diogo Mendonça Rodrigues lembra que, para conseguir um produto de qualidade, é importante escolher uma boa variedade, fazer um bom manejo de solo e, principalmente, manter o monitoramento de pragas para evitar ataques como o do bicudo.

Kazuo Toma Igula diz que, em relação ao passado, a época de plantio mudou. Antigamente, o cultivo se dava em setembro e outubro. Agora, é feito em dezembro para fugir da "janela" de chuva e, assim, ter uma mercadoria melhor.

A colheita começou no meio de junho e deve durar pelo menos 40 dias. O beneficiamento é feito nas algodoeiras, onde caroço e pluma são separados.

O caroço vai para a ração animal e a pluma, prensada em blocos de 200 quilos, tem a China como destino. A algodoeira de Arquimedes Carrilho Celeri deve beneficiar 1.000 toneladas por dia até setembro. Não se via tanto trabalho no local há 10 anos.

Fonte: TV TEM/G1 Sorocaba




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.