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03/06/2019 - Milho

Produtores de MT colhem grande safra de milho, mas preços preocupam


Agricultores de Mato Grosso já trabalham na colheita do milho. A previsão é de uma safra de mais de 29 milhões de toneladas, alta de 12% na comparação com a anterior, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas o preço preocupa.

A produtividade deve ser boa, mas os custos também aumentaram. Na fazenda gerenciada por Elton José Cargnin, em Sinop, a colheita começou 20 dias antes do prazo previsto.

A urgência se dá porque há prazos de contratos a cumprir. Lá, a previsão é de colher 18 mil toneladas de milho e quase metade disso já foi comercializado. Os valores ficaram entre R$ 20 e R$ 21 a saca.

"A expectativa é de que se mantenham esses valores e, à medida que a colheita for avançando, a gente já vai entregando esses milhos, fazendo a venda", conta.

Um problema na propriedade vai ser a falta de espaço para armazenar o milho que não foi vendido. Apesar de ter sete armazéns, seis deles ainda estão ocupados com 60% da produção de soja que foi colhida na última safra, na esperança de preços melhores.

"A gente colheu de 60 a 63 sacas na safra 2017/18 e o custo era menor que nesta. Logo, a conta não fecha para gente plantar a próxima. Como a gente ainda tem uma quantidade de soja na fazenda, a gente quer se desfazer do milho nesses valores e segurar a soja para a venda futura, para ver se melhora o preço", diz Elton.

Em outra fazenda de 1,5 mil hectares, também em Sinop, a colheita começou no tempo planejado, mas metade da produção de milho também já foi comercializada de forma antecipada. E, mesmo não tendo armazém na propriedade, o produtor pretende guardar o restante da produção, à espera de preços melhores.

"Vou entregar em armazém e vou pagar o serviço para segurar meu grão lá. Fica na média de R$ 1,80 por saca para receber e armazenar por um período de 2 a 3 meses", conta o produtor César Kempf.

Efeito peste suína
Os agricultores torcem pela reação do preço do milho e da soja, mas a China pode atrapalhar o mercado, por causa da peste suína, explica o analista de mercado Antônio Sartori.

Segundo o último relatório do governo americano, a China importou 91 milhões de toneladas de soja do Brasil, Argentina e Estados Unidos no ano passado. Este ano, o volume está estimado em 86 milhões.

"Porque tem o problema da gripe suína africana. O rebanho de suínos da China é de pouco mais de 4000 milhões de animais e nós trabalhamos com fontes de mais de 100 milhões de cabeças sacrificadas. Isso significa um plantel que vai consumir 25% menos", diz Sartori.

Fonte: Globo Rural 




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