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29/03/2019 - Soja

Produtores de Luiziana diminuem uso de agrotóxico na soja


Em Luiziana (PR) um grupo de produtores, assistidos pelo Instituto Emater, diminuiu o uso de agrotóxicos na última safra de soja. Durante seis meses eles participaram de um curso de monitor de Manejo Integrado de Pragas (MIP) da cultura da soja e foram acompanhados pelos extensionistas. Os números finais revelaram as vantagens da prática. Dos 26 agricultores que passaram pela capacitação, três não fizeram nenhuma aplicação de inseticida na lavoura. Outros 19  produtores só usaram agrotóxico uma vez e quatro deles aplicaram defensivo duas vezes na lavoura. Em todos os casos, o resultado ficou bem abaixo da média estadual que é de 3,4 aplicações por safra.

De acordo com a extensionista Laura Helena da Silva, do Instituto Emater de Luiziana, o objetivo  do curso foi promover a consciência entre os agricultores sobre o uso correto dos agrotóxicos. "A produção de alimentos em larga escala exige o uso de agrotóxicos e precisamos produzir com sustentabilidade,  usando esses produtos de forma racional e com equilíbrio. Isso é possível adotando-se boas práticas agropecuárias de produção", observou Laura Helena. Segundo ela, o MIP incentiva uma produção mais sustentável do ponto de vista ecológico, ambiental e econômico.  

Entre os produtores que passaram pelo curso, que também contou com a participação do Senar  e da prefeitura, todos aplicaram agrotóxico depois de noventa dias de emergência da planta. "Esse resultado está muito  acima da média do estado, deixando todos satisfeitos principalmente com a redução de custos e dos riscos à saúde do produtor", destacou Laura Helena.

O MIP foi introduzido no Brasil em 1970 e vem sendo aprimorado ao longo de cada safra.  Os produtores que colocam em prática essa tecnologia seguem protocolos estabelecidos pela Embrapa Soja. A lavoura é  monitorada constantemente. O agricultor aprende a identificar as pragas corretamente, bem como a presença dos seus inimigos naturais. De acordo com Laura Helena, o produtor também passa a reconhecer o ponto de desenvolvimento em que a planta se encontra e qual o dano que a praga pode causar. Só então decide pela aplicação do agrotóxico, ou não.  "Esses componentes do MIP promovem uma produção de alimentos mais limpos, um meio ambiente mais saudável e maior rentabilidade para o agricultor", conclui Laura Helena.

Fonte: MassaNews 




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