Notícias

27/07/2020 - Outros

Produtor rural vê agricultura 4.0 cada vez mais presente no campo


Alberto Meneghetti, diretor da Abmra (Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio) e CMO da Neodigital (www.neodigital.live) destaca que a 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, da Abmra, mostrou que a entrada da tecnologia na fazenda fez os jovens estarem mais presentes nas decisões de propriedade rural. “São mais preparados do que a gerações anteriores, pois, em média, 26% destes jovens têm superior completo, em comparação aos pais e avôs: apenas 12% têm curso superior completo.”

Ele enfatizou que entender e saber extrair o melhor das principais novidades desta nova forma de trabalhar, a agricultura de precisão, também chamada agricultura 4.0, é uma obrigação para o produtor que quer ter os melhores resultados, mais produtividade para sua lavoura e estar antenado neste novo cenário. “O aprendizado constante é fundamental para o profissional que atua neste ecossistema. Com a pandemia, este novo normal trouxe uma incrível facilidade de absorvermos conteúdos diversos sobre os mais variados assuntos técnicos pela web. E o melhor, tudo gratuito.”

“O produtor está se ressentindo muito mais da falta de profissionais qualificados do que de tecnologia embarcada nas suas máquinas. “O futuro do profissional do agro é brilhante, se ele estiver atento às mudanças tecnológicas que surgem, buscando se capacitar continuamente para acompanhar esta elevação no nível de tecnologia e ocupar posições estratégicas dentro do setor do agronegócio”, apontou.

“Esta antiga resistência à tecnologia que se verificava no campo, entre os produtores, está sendo rapidamente passada para trás e ficando no passado”, assegurou. Ele afirma que a conectividade no campo ainda é um problema, mas várias iniciativas estão sendo feitas para que isto evolua. “Ainda é um grande desafio que carece de melhores soluções e melhora em infraestrutura.”

Ele expõe que são mais de quatro milhões de produtores rurais hoje, no Brasil, representando aproximadamente 15% do número total de empreendedores existentes no país, e os perfis são muito diferentes, de norte a sul. “Como atua numa verdadeira fábrica à céu aberto, o produtor luta contra as intempéries, as pragas e as doenças que atacam a sua lavoura. Na pecuária, posso afirmar que o pecuarista é mais conservador, mas se atualizando rapidamente, também de olho na sua planilha de custos. E todos eles, do agricultor ao pecuarista, muito mais informados do que anos atrás.” 

CENÁRIO DINÂMICO E GLOBALIZADO
Para o londrinense Maurício Saito, presidente do Sistema Famasul (MS) e coordenador do Grupo de Trabalho de Sanidade Animal da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), um cenário de produção cada vez mais dinâmico e globalizado, devido à movimentação dos mercados internacionais, consumidores mais exigentes quanto à qualidade e sustentabilidade da produção, requer do produtor rural uma capacidade maior de gerenciamento dos fatores de produção, sejam eles “da porteira para dentro” ou “da porteira para fora”.

“Aumentar constantemente a eficiência produtiva por meio da adoção de tecnologia e a busca constante por diminuição dos custos de produção, integrado com a necessidade de uma boa comunicação com os mercados consumidores, faz com que a capacidade gerencial seja fator fundamental ao sucesso das atividades. Ao mesmo tempo, os produtores têm nas suas atividades a marca da sustentabilidade ambiental e social.” 
 
Ele ressaltou que o setor agropecuário representa mais de 20 % do PIB nacional, fazendo do Brasil o maior produtor de alimentos do mundo, com 66 % do seu território preservado com vegetação nativa, segundo dados oficiais.

Ele explicou que a sucessão familiar no meio rural é contínua. “Entretanto, com o impacto das novas tecnologias advindas do aumento da conectividade no campo por meio da internet, esse processo vem acontecendo de modo mais acelerado. Percebemos que as famílias estão mais atentas a estes processos dentro dos seus negócios. Além disso, é visível a maior adesão às novas tecnologias por parte das gerações mais experientes, influenciada pelos jovens, e estes, por sua vez, tendo uma atração maior a trabalharem no campo. Isso de fato tem contribuído para que as sucessões ocorram de maneira mais eficiente, com a tecnologia aproximando pais e filhos.”

“Definitivamente o agro do Brasil iniciou sua jornada no que chamamos de ‘Agro 4.0’, que se refere à aplicação do conceito de ‘internet das coisas’ aliado à automação dos processos. Essa nova etapa tem ganhado força pelo pioneirismo de alguns produtores, apoiados pelas universidades, instituições de pesquisa e indústrias de suprimentos.”, apontou. Ele ressaltou que o  Sistema CNA/Senar, por exemplo, vem desenvolvendo ações para aumentar a adesão por parte dos produtores, como é o caso do programa AgroUp, atendimento virtual da Assistência Técnica e Gerencial, plataforma de Ensino a Distância, além de capacitações voltadas à área da tecnologia.

“Esse dinamismo que o setor vem empreendendo nas últimas décadas e que trouxe ganhos de produção, produtividade e sustentabilidade no campo, exige cada vez mais mão de obra qualificada para acompanhar essas mudanças constantes”, destacou. 

COOPERATIVAS AJUDAM 
O presidente da Cooperativa Integrada, Jorge Hashimoto, explica que no Paraná as cooperativas são muito difundidas, porque as áreas das propriedades rurais são pequenas ou médias em comparação com propriedades da região Centro-oeste, por exemplo. “Assim os produtores daqui criam escala, principalmente na comercialização das commodities e também para adquirir insumos, sementes e maquinários. “Mais de 60% da produção de grãos do Paraná passa pelas cooperativas, então é um percentual expressivo.” De acordo com Hashimoto, os produtores estão associados a uma cooperativa para ter à  disposição toda a tecnologia para melhorar a sua produção. “Isso vem melhorando ano a ano e dessa forma o Brasil se tornou o maior produtor de alimentos do mundo e também o maior exportador de alimentos do mundo.”

Segundo Hashimoto, a agricultura cada vez mais assume a condição de protagonista no Estado. “O Paraná é um estado agrícola, mas não tem mais áreas novas para explorar. Algumas áreas de pastagens podem se voltar para a produção de grãos, mas áreas novas não existem. Mas o Estado é privilegiado em termos de logística. Temos indústrias e portos próximos”, enalteceu.

Ele ressaltou que o setor agropecuário representa mais de 20 % do PIB nacional, fazendo do Brasil o maior produtor de alimentos do mundo, com 66 % do seu território preservado com vegetação nativa, segundo dados oficiais.

Ele explicou que a sucessão familiar no meio rural é contínua. “Entretanto, com o impacto das novas tecnologias advindas do aumento da conectividade no campo por meio da internet, esse processo vem acontecendo de modo mais acelerado. Percebemos que as famílias estão mais atentas a estes processos dentro dos seus negócios. Além disso, é visível a maior adesão às novas tecnologias por parte das gerações mais experientes, influenciada pelos jovens, e estes, por sua vez, tendo uma atração maior a trabalharem no campo. Isso de fato tem contribuído para que as sucessões ocorram de maneira mais eficiente, com a tecnologia aproximando pais e filhos.”

“Definitivamente o agro do Brasil iniciou sua jornada no que chamamos de ‘Agro 4.0’, que se refere à aplicação do conceito de ‘internet das coisas’ aliado à automação dos processos. Essa nova etapa tem ganhado força pelo pioneirismo de alguns produtores, apoiados pelas universidades, instituições de pesquisa e indústrias de suprimentos.”, apontou. Ele ressaltou que o  Sistema CNA/Senar, por exemplo, vem desenvolvendo ações para aumentar a adesão por parte dos produtores, como é o caso do programa AgroUp, atendimento virtual da Assistência Técnica e Gerencial, plataforma de Ensino a Distância, além de capacitações voltadas à área da tecnologia.

“Esse dinamismo que o setor vem empreendendo nas últimas décadas e que trouxe ganhos de produção, produtividade e sustentabilidade no campo, exige cada vez mais mão de obra qualificada para acompanhar essas mudanças constantes”, destacou. 

A Integrada foi fundada em Londrina (PR), no dia 6 de dezembro de 1995,e possui 15 regionais e 64 unidades de recebimento, distribuídas em notórias áreas produtoras dos estados do Paraná e São Paulo. Ela está presente em 49 municípios,  conta com mais de 10 mil cooperados e mais de 1.800 funcionários e teve um faturamento de R$ 3,2 bilhões em 2019. A Integrada possui atuação intensa na comercialização de grãos, em especial soja, milho, trigo e café. Também realiza o cultivo de laranja e produz insumos. "A fruticultura garante uma rentabilidade maior por área do que o cultivo de grãos", destacou o presidente da Integrada.

Hashimoto ressaltou que o produtor rural paranaense é um profissional que está sendo reconhecido pela sociedade pela eficiência, pelo dinamismo do setor e também pelo aumento da produtividade, da produção e da melhoria da qualidade. Ele exemplifica com a produção de soja no Estado. “Este ano o Paraná deve ter produzido 20 milhões de toneladas de soja, quase 4 milhões a mais que 2019, quando a seca fez reduzir cerca de 30% da safra. Ano a ano a produtividade vem aumentando e hoje não é raro produzir 80 sacas de soja por hectare”, destacou.

“A genética contribui bastante para isso e outras tecnologias de manejo e conservação do solo também. Mas não é só isso. Hoje o produtor rural tem à disposição muitas tecnologias envolvidas, inclusive de equipamentos, que aplicam fertilizantes em micro local. Chamamos isso de agricultura de precisão. Ela evita o desperdício e tem sido bastante difundida”, apontou.

Por Vitor Ogawa
Fonte: Folha de Londrina - http://tempuri.org/tempuri.html




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.