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16/11/2018 - Cana

Produção de açúcar da safra 2018/19 deve atingir 180,4 milhões de t, queda de 1,21%


A Organização Internacional do Açúcar (OIA) mudou a tendência da previsão para a produção da commodity na safra 2018/2019 e agora projeta uma contração da oferta em relação ao ciclo anterior. De acordo com o relatório trimestral da instituição que tem sede em Londres, a produção do ciclo atual será de 180,488 milhões de toneladas uma diminuição de 1,21% ou 2,215 milhões de toneladas em relação à temporada passada, que registrou oferta de 182,703 milhões de toneladas.

O novo número para o total mundial reflete, de acordo com a OIA, revisões para baixo feitas para o Brasil (2,2 milhões de toneladas), Índia (2 milhões de toneladas), União Europeia (750 mil toneladas) e Paquistão (400 mil toneladas). "Tais ajustes de baixa em larga escala não podem ser compensados por aumentos menores em outros produtores", enfatizou a entidade, salientando que, como de costume, as projeções baseiam-se em uma suposição climática neutra. "Obviamente, o clima continua a ser o principal impulsionador de curto prazo da produção e calamidades climáticas significativas e imprevisíveis podem afetar as safras de açúcar nos próximos 10 meses", considerou o relatório.

Já o consumo mundial deverá crescer 2,893 milhões de toneladas ou 1,65% em relação a 2017/18, de acordo com a OIA - na safra passada, a taxa de crescimento foi de 1,73%. "A taxa de crescimento esperada está em linha com a média de dez anos, de 1,67%", comparou. Apesar de um declínio projetado na produção dos exportadores, a Organização ainda espera que a disponibilidade mundial de exportação apresente um modesto aumento de 724 mil toneladas ou 1,21%, para 60,410 milhões de toneladas. "O crescimento pode ser atribuído a uma mudança significativa na dinâmica das ações dos exportadores", justificou.

Enquanto quase 7,5 milhões de toneladas foram adicionadas em 2017/18, um aumento nos estoques de não mais que 1,25 milhão de toneladas é projetado para 2018/19. Além disso, um aumento relativamente modesto de 1,13% na demanda de importação também é esperado. "Nossa avaliação atual do balanço mundial do açúcar mostra uma demanda global de importação de 59,356 milhões de toneladas contra 59,686 milhões de toneladas na temporada anterior."

O novo saldo ainda é caracterizado por um superávit comercial, mas que também foi reduzido pela metade, para 1,054 milhão de toneladas. A maior parte do excedente, conforme projetado, está concentrada no açúcar refinado e seus segmentos. "Deve ser enfatizado que a maior parte permanece na Índia. Se a indústria e o governo são incapazes ou não querem vender todo o excedente exportável, esse excedente comercial de açúcar branco pode desaparecer", comentou. 

Por Célia Froufe
Fonte: Broadcast Agro




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