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08/02/2019 - Soja

Problemas com percevejos? Técnica diferente promete eficácia no combate


O mercado de defensivos biológicos está em expansão. Apesar da busca cada vez maior dos consumidores por produtos sem resíduos químicos, a razão principal para ampliação no campo é a eficácia do processo, facilidade de adaptação da aplicação em relação aos químicos e redução de custos.

O investimento em controle biológico é uma tendência mundial. Prova disso são os números do setor, que cresce cerca de 15% ao ano. Quem atua no mercado garante que a eficácia é a mesma do produto químico e que os benefícios em curto, médio e longo prazo são até maiores.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Controle Biológico, Ari Gitz se o produtor fizer o monitoramento das lavouras corretamente e usar os defensivos biológicos no momento certo, ele irá reduzir bastante os custos de produção. Até porque, ele só usará os químicos, quando for extremamente necessário. “Quando se reduz o uso de defensivos químicos, se propicia um maior uso dos insetos benéficos que estão na natureza. Quando se usa muitos químicos, matamos esses benéficos”, garante Gitz.

O mercado possui hoje alguns produtos para substituir os defensivos químicos, como por exemplo o controle de nematoides. Nos Estados Unidos, esta prática deu tão certo que já se estuda a possibilidade de acabar com os químicos para isso. “As empresas americanas estão investindo fortemente nos biológicos e isso está se tornando uma realidade no Brasil”, explica o engenheiro agrônomo Luiz Geraldo Santos.

A novidade, dentro deste vasto universo, é o combate biológico a uma das piores pragas da soja, os percevejos. A ação consiste em soltar vespas nas plantações, que aproveitarão os ovos dos percevejos para colocar suas próprias crias. “Esse produto está em fase de desenvolvimento ainda. Mas, se trata de uma vespa chamada telenomos podizi, que é um parasitoide de ovos. Com isso, ela vai colocar os ovos dele dentro dos ovos do percevejo e ao invés de nascer um percevejo, nascerá outra vespa, combatendo a praga antes mesmo de ela começar a causar dano”, conta o engenheiro agrônomo, Renan Venâncio.

As vespas ficam dentro de capsulas, cada uma com 200 insetos. O indicado é que para cada hectare são necessárias 3 aplicações de 50 capsulas. “A vespa não causa dano nenhum à soja, ao homem, ou ao solo. Ela só ataca os ovos dos percevejos, agindo preventivamente no combate a praga”, conta Venâncio.

Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural - http://tempuri.org/tempuri.html




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