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30/07/2020 - Clima

Previsão do tempo: veja quais regiões do Brasil terão chuvas em agosto


Sul: agosto com chuva no Rio Grande do Sul e tempo seco no Paraná
A previsão probabilística do Instituto Internacional de Pesquisa em Clima e a Sociedade (IRI) indica um trimestre agosto-setembro-outubro com chuva dentro da média na maior parte da região Sul. As áreas com precipitação acima da média concentram-se apenas ao longo do litoral de Santa Catarina e do Paraná e na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. A área com chuva abaixo da média alcança boa parte do interior paranaense.

Além disso, há previsão de temperatura acima da média histórica no trimestre em boa parte da região. Somente ao longo da costa, por conta da grande frequência de frentes frias, a temperatura ficará dentro da média.

Especificamente em agosto, as simulações americanas indicam maior chance de chuva acima da média no centro, oeste e sul do Rio Grande do Sul e costa de Santa Catarina e do Paraná. Por outro lado, no interior de Santa Catarina e do Paraná, o tempo não ficará completamente seco, mas a tendência é de precipitação inferior ao normal.

O frio alterna com períodos de temperatura mais elevada e valores próximos da média no Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina e do Paraná. Apesar das madrugadas frias, mesmo que de forma intermitente, as tardes prometem ser mais quentes que o normal no Rio Grande do Sul e interior de Santa Catarina. Já na maior parte do Paraná, a temperatura máxima ficará dentro da média.

Sudeste: agosto com chuva costeira
Mesmo sem La Niña, o resfriamento do oceano Pacífico em sua porção equatorial leste já traz efeitos para o inverno do Sudeste. As frentes frias não conseguem avançar pelo interior, mantendo o tempo seco de forma prolongada. Espera-se chuva dentro da média no sul e leste de São Paulo, na costa do Rio de Janeiro e entre o Espírito Santo e o norte de Minas Gerais, lembrando que a média é baixa no mês, variando de 15 a 30 milímetros em diversas cidades.

Por outro lado, todo o interior de São Paulo e o oeste e sul de Minas Gerais terão um trimestre agosto-setembro-outubro com chuva inferior ao normal.

Além disso, embora não exista previsão de frio intenso, as tardes não serão das mais quentes. Por isso, a previsão é de temperatura dentro da média na maior parte do Sudeste. Somente em algumas áreas do sul e oeste de São Paulo, espera-se temperatura mais elevada que o normal.

Em agosto, há previsão de chuva acima da média apenas para o Espírito Santo e leste de Minas Gerais. Na maior parte do Sudeste, o mês será ainda mais seco do que o normal.

Um fenômeno que vem chamando a atenção e continuará em agosto é a temperatura abaixo da média em algumas áreas. Será o caso do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, com madrugadas mais frias do que o normal, embora isso não indique geadas em áreas produtoras. Além disso, no sul e leste de São Paulo, são esperadas tardes mais frias que o normal pelo avanço frequente de frentes frias pela costa.

Centro-Oeste: agosto terá tempo seco
A chuva deve ficar inferior ao normal no oeste de Mato Grosso, em boa parte de Mato Grosso do Sul e sul e sudoeste de Goiás nos próximos três meses. Isso não quer dizer que o início da chuva irá atrasar. A tendência é de alternância entre períodos mais úmidos, como outubro, especialmente em Goiás e Mato Grosso, com outros mais secos, como novembro.

O calor normal desta época do ano será mais forte em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Em Goiás e Distrito Federal, as madrugadas mais frias registradas neste inverno prosseguirão em parte da primavera.

Detalhando agosto, há previsão de chuva inferior ao normal em praticamente todo o Centro-Oeste. Mesmo assim, algumas simulações indicam pelo menos um episódio de chuva isolada entre o norte de Goiás e o nordeste de Mato Grosso, além de no sul de Mato Grosso do Sul.

A temperatura permanecerá mais elevada que o normal com exceção do Distrito Federal e nordeste de Goiás.

Nordeste: chuva acima da média na costa em agosto
O trimestre agosto-setembro-outubro terá precipitação acima da média em boa parte do Nordeste. Somente em áreas do sudoeste da Bahia e do norte do Maranhão, espera-se um período com precipitação inferior ao normal.

O trimestre não será dos mais quentes. A expectativa é de temperatura dentro da média. Apenas na divisa entre o Maranhão e Pará, o calor será mais intenso que o normal.

Em agosto, teremos chuva acima da média entre o Recôncavo Baiano e o centro e leste de Pernambuco. Por outro lado, deverá chover menos que o normal no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e no sul e no interior da Bahia.

As madrugadas vão permanecer mais frias no oeste da Bahia, mas há previsão de temperaturas mais elevadas que o normal no Maranhão.

Com o oceano mais frio do que o normal, a tendência é termos no verão uma boa estação chuvosa o que vai favorecer a safra do Matopiba. Mesmo assim é preciso ficar atento, segundo o meteorologista Celso Oliveira, da Somar. “Embora a previsão probabilística do IRI indique chuva acima da média entre novembro 2020 e janeiro 2021, a precipitação não será regular”, diz ele. A tendência é de precipitação mais fraca em novembro e janeiro e mais intensa em dezembro.

Norte: chuva abaixo da média em agosto
Agosto será mais seco do que o normal na maior parte da região Norte. O acumulado acima da média será visto no oeste do Pará, Amazonas, sul de Roraima e norte do Amapá.

Além disso, o mês será mais quente que o normal em todos os estados, com destaque para Rondônia, inclusive Porto Velho.

Em setembro, a chuva começará a espalhar pela região com precipitação entre a média e acima da média em Rondônia, oeste do Acre, Amazonas, Roraima e norte do Amapá. Por outro lado, choverá menos que o normal em Tocantins e Pará.

O calor será mais intenso que o normal com maiores desvios no sul do Pará e do Amazonas e em Rondônia.

Em outubro, a chuva se consolida ficando acima da média em boa parte da região. Os maiores desvios serão registrados em Rondônia, Pará e Tocantins. Entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, novamente aparecem mais áreas com chuva dentro da média.

Por Pryscilla Paiva
Fonte: Canal Rural




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