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23/06/2020 - Milho

Preços do milho sobem no mercado físico e caem nas bolsas


Ontem o dia chegou ao fim com os preços do milho no mercado físico brasileiro pouco movimentados, mas ainda assim subindo. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Ponta Grossa/PR (2,33% com preço de R$ 42,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Cândido Mota/SP (1,19% e preço de R$ 42,50), Londrina/PR (1,27% e preço de R$ 40,00), Cascavel/PR e Cafelândia/PR (1,28% e preço de R$ 39,50).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho pode ter encontrado sustentação. “Os negócios ficaram em ritmo mais lento na semana anterior nas principais praças produtoras, com ofertas de compra em venda distantes”.

A Agrifatto Consultoria destaca ainda que, mesmo com a menor pressão do dólar, a cotação do milho no mercado interno brasileiro seguiu sustentada. “Os produtores que detêm milho para entrega imediata estão segurando as ofertas, forçando para que os negócios aconteçam acima dos R$ 48,00/sc em São Paulo”.

O Cepea divulgou sua nota semanal apontando que em parte das regiões acompanhadas o movimento de baixa nas cotações do milho perdeu força nos últimos dias, já que de 12 a 19 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas-SP) subiu 0,49%, a R$ 47,15/saca de 60 kg na sexta-feira, 19 – na parcial do mês (até o dia 19), contudo, o Indicador acumula queda de 6,06%.

“A sustentação está atrelada às recentes valorizações do dólar, que fizeram com que vendedores voltassem as atenções à paridade de exportação e, consequentemente, reduzissem a oferta no mercado interno. Compradores, por sua vez, seguem adquirindo lotes pontuais e suficientes para o curto prazo, ainda à espera de um ritmo mais acelerado da colheita em julho”, dizem os pesquisadores do Cepea. 

B3
Os preços futuros do milho caíram neste início de semana na Bolsa Brasileira (B3). As principias cotações registravam movimentações negativas entre 0,17% e 1,18% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 46,05 com queda de 0,17%, o setembro/20 valia R$ 44,40 com desvalorização de 1,18% e o novembro/20 era negociado por R$ 47,14 com perda de 0,76%.

Novamente quem deu o tom do dia na bolsa foi o dólar. As movimentações cambiais seguem negativas para a moeda americana que se desvalorizava 0,87% e era cotada à R$ 5,26 por volta das 16h36 (horário de Brasília).

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final da terceira semana de junho.

Nestes 14 dias úteis do mês, o Brasil já exportou 41.022,1 toneladas de milho não moído, um acréscimo de 1.039,6 com relação ao fechamento da primeira semana. Com isso, a média diária de embarques ficou em 2.930,1 toneladas.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 95,34% menor do que as 62.895,8 de mês de junho de 2019. Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 7.646,2 no período, contra US$ 206.638,00 mil de junho do ano passado.

Já o preço por tonelada obtido registrou acréscimo de 7,79% no período, saindo dos US$ 172,90 do ano passado para US$ 186,4  nestas três  primeiras semanas de junho, refletindo o movimento de alta na cotação do dólar ante ao real.

Segundo o analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, as exportações brasileiras devem começar a retomar ritmo a partir de agora. Navios com ca pacidade para embarcar 2,2 milhões de toneladas já estão se movimentando nos portos e a estimativa é que o país já tenha comprometido algo entre 26 e 28 milhões de toneladas para exportações até o final do ano safra em 31 de janeiro de 2021.

Para Rafael, o  que vai determinar se o país irá alcançar o volume estimado de 34 milhões de toneladas para exportação de milho, superar este índice ou ficar abaixo será a movimentação cambial daqui para frente. O dó lar mais baixo na última semana desestimularam as venda s para fora do Brasil, mas a retomada das cotações nos últimos dias já reaqueceram as vendas.

Outro fator para o produtor brasileiro ficar de olho é a safra americana e seus reflexos na Bolsa de Chicago (CBOT). O alerta é para uma safra grande do cereal no s Estados Unidos, com os estoques que devem ir de 50 dias para 80 dias e pressionar ainda mais as cotações no país. Isso poderia refletir em quedas nos preços de portos brasileiros impactando na rentabilidade das nossas exportações.

Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o primeiro dia da semana em baixa para os preços internacionais do milho. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 3,25 e 4,25 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,28 com queda de 4,25 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,33 com desvalorização de 4,25 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,41 com perda de 3,50 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,53 com baixa de 3,25 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,20 % para o julho/20, de 1,19% para o setembro/20, de 1,16% para o dezembro/20 e de 0,84% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho nos Estados Unidos caíram pela primeira vez em quatro sessões nesta segunda-feira, com o clima quente e as chuvas espalhadas em uma grande faixa do cinturão agrícola do Meio-Oeste, impulsionando o desenvolvimento da safra recentemente plantada.

As previsões apontam chuvas generalizadas em toda a região esta semana, com as quantidades mais pesadas em partes de Illinois, Iowa e Minnesota, entre os principais estados de milho, disseram meteorologistas americanos. O clima melhorado de curto prazo pode ajudar a estabilizar as condições de cultivo de milho, que os analistas acreditam ter diminuído ligeiramente na semana passada.

“O cinturão do milho no extremo oeste estava muito seco, então as classificações das safras provavelmente estão caindo esta semana. Mas agora temos uma chuva aqui e os mapas de previsão não mostram calor excessivo esta semana”, disse Don Roose, presidente da US Commodities em West Des Moines, Iowa.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas




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