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14/03/2018 - Milho

Preço do milho sobe quase R$ 10 em apenas um mês


Segundo a consultoria Safras & Mercado, a cotação do cereal em Campinas (SP) atingiu R$ 45 nesta terça, maior valor em mais de um ano e meio.

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a terça-feira, dia 13, com preços em alta. O mercado foi sustentado pelas preocupações com a safra da Argentina. Além disso, a demanda pelo cereal americano segue firme.

Choveu no cinturão produtor da Argentina e deve chover ainda mais nesta semana. Mas na avaliação do mercado, o retorno da umidade não será suficiente para amenizar os estragos do longo período de estiagem.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 210 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul, com entrega na temporada 2017/2018, com origem opcional.

Os contratos de origem opcional determinam que a origem da commodity pode ser dos Estados Unidos ou de um ou mais país exportador.

Brasil
O mercado brasileiro de milho teve mais um dia de preços firmes e a movimentação altista permanece no mercado de grãos. Intermediários e silos sobem, novamente, a régua das referências. Isto porque, produtores mantêm as ofertas curtas e vão garantindo um fluxo deficitário de grãos dentro do estado.

Estes, especulam em cima de um atraso de plantio da safrinha e também de uma possível redução de área. Compradores tentam administrar as altas, mas acabam surpreendidos quando voltam as compras. O temor esta, principalmente, nas indústrias de proteína animal, devido a inflação dos custos de produção.

De acordo com a Safras & Mercado, o valor do milho atingiu R$ 45 em Campinas (SP) nesta terça. Em um mês, a alta é de R$ 9, já que a cotação do cereal estava cotada em R$ 36.

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Rio Grande do Sul: 42,00
Paraná: 40,00
Campinas (SP): 45,00
Mato Grosso: 30,00
Porto de Santos (SP): 33,50
Porto de Paranaguá (PR): 34,00
São Francisco do Sul (SC): 33,50

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Maio/2018: 10,48 (+7,75 cents)
Julho/2018: 10,59 (+8,50 cents)
Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação dessa terça-feira em alta de 0,15%, cotado a R$ 3,261 para compra e a R$ 3,263 para venda. 
O Ibovespa encerrou em queda de 0,59%, aos 86.383  pontos. O volume negociado foi de R$ 9,125 bilhões.
Fonte: Safras & Mercado

Soja
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O mercado voltou a encontrar suporte na perspectiva de quebra da safra argentina. 
 
Choveu no cinturão produtor do país vizinho e deve chover ainda mais nesta semana. Mas na avaliação do mercado, o retorno da umidade não será suficiente para amenizar os estragos do longo período de estiagem. Inicialmente, se apostava em uma safra de 57 milhões de toneladas na Argentina. Recentes projeções já trabalham com produção de 42 milhões. 
 
Alguns fatores limitaram a elevação das cotações. Destaque para os temores sobre uma possível retaliação comercial chinesa às tarifas impostas pelo governo americano ao aço. Especula-se que uma das primeiras atitudes do governo chinês seja justamente sobretaxar as importações de soja americana. 

China
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elevou sua projeção para o crescimento da economia chinesa este ano, mas continua prevendo uma desaceleração, uma vez que as políticas macroeconômicas e regulatórias estão cada vez mais restritivas. A população em idade ativa está em declínio e as condições de crédito são menos expansivas. 

Em 2017, a China cresceu 6,9%, com recuperação das exportações. A OCDE prevê alta de 6,7% no Produto Interno Bruto (PIB) chinês este ano, acima da projeção de 6,6% feita no relatório anterior, publicado em novembro. Para 2019, a previsão ficou inalterada em 6,4%.

Brasil
O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios e de preços oscilando de região para região, mas ainda em patamares elevados. Chicago, dólar e prêmios subiram - este último pela melhor demanda, mas o produtor se retraiu, apostando em condições melhores no curto prazo.

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Passo Fundo (RS): 75,00
Cascavel (PR): 71,50
Rondonópolis (MT): 68,00
Dourados (MS): 68,50
Porto de Paranaguá (PR): 79,50
Porto de Rio Grande (RS): 80,00
Santos (SP): 80,00
São Francisco do Sul (SC): 79,00
Fonte: Safras & Mercado

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Maio/2018:  3,91 (+1,00 cents)
Julho/2018:  3,99 (+1,25 cents)

Café
Bolsa de Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais altos. As cotações subiram diante de um movimento de recuperação técnica, com o mercado recuperando a linha importante de US$ 1,20 a libra-peso.

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, assim que passou o patamar de US$ 1,20 no contrato maio, o mercado encontro maior força compradora, mostrando que faltam fundamentos para o mercado ceder e testar um fundo abaixo deste patamar. 

Sem nada de fundamental novo, o mercado vai sendo guiado por aspectos técnicos e respeita na baixa o patamar de US$ 1,20 a libra-peso e na alta níveis mais próximos de US$ 1,25. 

Bolsa de Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou a terça-feira com preços levemente mais baixos. A sessão foi marcada por fatores técnicos. Londres chegou a ter ganhos acompanhando o arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), mas perdeu forças.

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, tanto o arábica em NY quanto o robusta em Londres tiveram sessões marcadas por ajustes técnicos. 

Brasil
O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de preços mais altos e de maior movimentação de negócios. A alta do arábica na Bolsa de Nova York deu sustentação ao mercado e melhorou o ritmo na comercialização, embora sem grandes volumes negociados e ainda com maior movimento nos cafés de qualidade mais fraca. O conilon esteve estável com o desempenho fraco do robusta na Bolsa de Londres.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Maio/2018: 121,55 (+2,10 pontos)
Julho/2018: 123,80 (+2,10 pontos)
 
Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Maio/2018: 1.763 (-US$  6)
Julho/2018: 1.786 (-US$ 5)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 425-430
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 430-435
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-395
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 300-305

Fonte: Safras & Mercado

Boi
O mercado físico do boi gordo ainda se depara com frigoríficos realizando testes nos preços de balcão. É comum os compradores pagarem preços acima da referência para avançar com os negócios, embora em alguns estados, como São Paulo, há indústrias que reduziram o preço das ofertas de compra. Quem faz isso admite que quando ofertam R$ 2 ou R$ 3 por arroba a menos, os negócios acontecem somente aos poucos e sem grandes lotes.

Ainda assim, as indústrias têm preferido esta estratégia enquanto esperam uma resposta clara do mercado de carne bovina. É importante ressaltar ainda que os compradores que testam preços menores quase sempre já cumpriram a meta de compra e estão com escalas ajustadas à programação da indústria.

Mercado atacadista 
Os preços no atacado também tiveram uma acomodação. A falta de reposição liga o alerta nos frigoríficos, que atualmente trabalham com margens enxutas e com estoques crescentes. Parte destes, inclusive, comentam que reduções no volume de abate serão necessárias daqui em diante, visto que a melhora da demanda prevista para 2018 acontece mais lenta do que o esperado.

O mercado cria alguma expectativa em torno do feriado relativo à Páscoa no final do mês, que normalmente produz repique de consumo. O quadro adverso das principais concorrentes ainda é o grande limitador de altas mais agressivas da carne bovina no mercado doméstico. 
 
Boi gordo no mercado físico - R$ por arroba
(pagamento à vista)
Araçatuba (SP): 145,50

Belo Horizonte (MG): 138,00
Goiânia (GO): 134,00
Dourados (MS): 133,00
Mato Grosso: 128,50 - 133,00
Marabá (PA): 130,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)
Paraná (noroeste): 142,00
Tocantins (norte): 127,00
Fonte: Scot Consultoria, XP Investimentos

Previsão do tempo
Sul
A massa de ar seco, que vinha atuando sobre o Sul do país, perde cada vez mais força e nesta quarta-feira volta a chover nos três estados. Ou seja, já pela manhã a chuva ocorre entre o noroeste do Rio Grande do Sul e o sudoeste do Paraná e se espalha, ao mesmo tempo que se intensifica, a partir da tarde por toda a faixa norte e nordeste gaúcha até o norte do Paraná. 

Os maiores acumulados se concentram entre o norte catarinense e o leste do Paraná, inclusive na capital Curitiba, onde não se descarta o risco para temporais com queda de granizo. 

Já nas demais áreas do Rio Grande do Sul, como suas regiões da fronteira oeste, campanha, região sul e central, a precipitação só ocorre à noite, após uma manhã e tarde de tempo aberto e de calor. 

Sudeste
No Sudeste, a formação de uma massa de ar seco deixa o tempo firme no interior de Minas Gerais (na zona da mata e parte do vale do rio doce), em boa parte do Espírito Santo e no norte e leste do Rio. 

Entretanto, a chuva segue espalhada nas demais áreas da região, especialmente no leste e sul paulista, nas áreas entre a capital e São Miguel Arcanjo (SP), onde a chuva ocorre de forma mais volumosa e com risco para temporais com queda de granizo.

Centro-Oeste
A chuva ocorre de forma generalizada devido à atuação da Alta da Bolívia, que mantém a umidade sobre a região Centro-Oeste. Os maiores acumulados se concentram no noroeste de Mato Grosso e as pancadas ocorrem com potencial para transtornos como alagamentos e deslizamentos de terra por conta do solo muito encharcado. 

Nas demais áreas, a chuva ocorre de forma mais intensa, mas ainda sim, acontece a qualquer hora do dia.

Nordeste
Com o avanço de uma frente fria pela costa da Bahia e também com um vórtice jogando ventos úmidos no norte do Maranhão, as nuvens carregadas se formam sobre praticamente todo o Nordeste. A chuva ocorre em forma de pancadas rápidas principalmente no fim da tarde, mas sem grandes acumulados. 

A exceção fica por conta das áreas de Vitória da Conquista (BA), onde os acumulados são um pouco mais expressivos. Já nas áreas entre o norte de Sergipe e o sul da Paraíba, o tempo seco predomina.

Norte
Áreas de instabilidade no Norte do país mantêm as nuvens bastante carregadas na região e principalmente do sul do Pará ao sul de Rondônia, onde a chuva ocorre de forma mais volumosa. Há potencial para transtornos como alagamentos e transbordamento de rios. Já em Roraima, o tempo seco continua predominando e faz bastante calor. 
Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Canal Rural




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